Resultado do Ibope difere do Datafolha, cuja pesquisa é mais atual

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Carlos Newton

Nenhuma grande novidade na pesquisa Ibope após o chamado Efeito Facada. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, subiu quatro pontos percentuais e agora tem 26% das intenções de voto. E há empate técnico entre quatro candidatos na segunda posição: Ciro Gomes (PDT), com 11%, Marina Silva (Rede), com 9%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, e Fernando Haddad (PT), com 8%.

No Ibope, Marina caiu três pontos percentuais, confirmando o Datafolha, enquanto Ciro, que está em viés de alta no Datafolha, oscilou um ponto para baixo, dentro da margem de erro. Alckmin se manteve estável, e Haddad cresceu dois pontos, também no limite da margem de erro. Em seguida, aparecem Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB), todos com 3%. Vera (PSTU) e Cabo Daciolo (Patriota) aparecem com 1%, enquanto Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

Algumas discrepâncias entre os dois resultados podem ser atribuídas à diferença de captação. A pesquisa do Ibope, que ouviu cerca de duas mil pessoas, foi realizada entre sábado, segundo dia após o ataque a Bolsonaro, e segunda-feira. Portanto, captou um momento diferente do levantamento do Datafolha, que foi divulgado na segunda-feira, também com cerca de 2 mil entrevistas, mas todas foram feitas na própria segunda, dia 11.

A margem de erro do Ibope é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

INTENÇÃO DE VOTO – Jair Bolsonaro 26% (PSL), tinha 22%; Ciro Gomes 11%, tinha 12%; Marina Silva 9%, tinha 12%; Geraldo Alckmin 9%, tinha 9%.

Substituindo Lula na pesquisa, Fernando Haddad já estreia com 8%., enquanto Alvaro Dias, Henrique Meirelles e Joao Amoedo empatam em 3%, e o resto é silêncio como diria Érico Veríssimo.

Rejeição dos candidatos também teve mudanças, com Bolsonaro liderando com 41%, seguido de Marina Silva 24%; Fernando Haddad 23%, Geraldo Alckmin 19%; Ciro Gomes 17%; Henrique Meirelles 11%, e o resto é folclore, são candidatos buscando 15 minutos de fama, à moda Andy Warhol.

SEGUNDO TURNO – O Ibope pesquisou quatro cenários de segundo turno: Cenário 1 –  Ciro Gomes 40% Jair Bolsonaro 37%; Cenário 2 –  Geraldo Alckmin 38%, Jair Bolsonaro 37%; Cenário 3 –  Jair Bolsonaro 38%, Marina Silva 38%; Cenário 4 – Jair Bolsonaro  40%, Fernando Haddad – 36%

A pesquisa Ibope aqui difere da apuração do Datafolha, que somente indica vitória de Bolsonaro no segundo turno quando disputa contra Haddad.

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P. S.
Na semana que vem o quadro deve clarear bastante. Eu concordo com a opinião do Pedro do Coutto. A tendência é de que haja um confronto final entre Bolsonaro e Ciro, numa troca de tiros mais emocionante do que o filme “Matar ou Morrer”, com Gary Cooper. (C.N.)

7 thoughts on “Resultado do Ibope difere do Datafolha, cuja pesquisa é mais atual

  1. E bolsonaro vai seguindo, com as pesquisas tendo que se adequar a realidade: ele esta disparado e pode levar no 1º turno. O voto envergonhado vai garantir a vitória.

    Muitas pessoas vão votar em Bolsonaro, mas não declaram seu voto por medo, justamente da esquerda. E esse atentado só reforçou esse voto.

  2. “Resultado do Ibope difere do Datafolha, cuja pesquisa é mais atual.”

    -Rapaz!
    -Será que toda a semana os eleitores mudam de candidato só para sacanear os institutos de pesquisa?
    -Os será que os institutos de pesquisa vão mudando, aproximando os números a cada pesquisa, vagarosamente, até eles baterem com os resultados previstos para as urnas?

    Como dizia a boneca Emília, “confie, desconfiando”…

  3. A opinião apresentada por Alex Moura parece ser a mais adequada.

    Tenho consultado pessoas de várias idades e diferentes classes sociais, por curiosidade, e também tenho notado essa mesma tendência de as pessoas não quererem dizer para todo mundo em quem vão votar. Alegam que deixarão para votar nesse citado candidato (Bolsonaro) só no dia da eleição, para evitar críticas e perseguições.

    Também dizem que será um voto de protesto contra toda essa situação de corrupção e roubalheira dos últimos presidentes.

    Além disso, também é necessário verificar a qualidade da amostra das pesquisas desses institutos (Ibope e DataFolha).

    Há pesquisas sendo feitas com amostras muito maiores e mais diversificadas, por outras entidades, e disponíveis na Internet, que já detectam índices muito maiores para ele, na faixa de 30%.

    Outro fator é que, na hora de votar, a máquina não estará “perguntando” ao eleitor por um nome (como se faz nessas pesquisas), mas sim ele terá que “digitar” números e apertar o botão confirma. E o número a ser digitado para presidente será o último, depois de deputado federal, deputado estadual, senador 1, senador 2, governador.

  4. Alguns dizem que a pesquisa do Datafolha já estava 80% pronta no dia do atentado, outros que já estava 100%. O Datafolha diz que ficou pronta no dia 10/09. Difícil saber a verdade, tirando a grande mídia que se beneficia do sistema, muitos duvidam dos números apresentados.

  5. A Bolsa sobe e o Dólar cai ,o Dólar sobe e a Bolsa cai .
    Os senhores não percebem , que as pesquisas de intenções de votos são realizadas e o resultado das mesmas , são divulgados , conforme os interesses do mercado financeiro , com objetivo de gerarem lucros . Tudo é manipulado , nada é confiável , nada é certo , a não ser o lucro desta instituições .

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