Reunião do BRICS sobre segurança, em Nova Delhi, discute terrorismo, pirataria e guerra eletrônica

Mauro Santayana

O conflito sírio, a situação na Líbia, e a tensão no Mali, país para o qual o Conselho de Segurança da ONU acaba de aprovar o envio de uma Força Multinacional, diante da grave deterioração da situação interna, foram os principais assuntos abordados na quarta Reunião para Assuntos de Segurança do BRICS, encerrada ontem na capital indiana, Nova Delhi.

Ao fazer um balanço da reunião, o anfitrião e assessor de Segurança Nacional do governo indiano, Shivshankar Menon, disse que os BRICS continuam contrários a qualquer intervenção militar externa na Síria. E anunciou que foram discutidos também temas relacionados ao combate e à prevenção do terrorismo e da pirataria, e no campo da defesa cibernética, no contexto do fortalecimento dos mecanismos de consulta, coordenação e estreitamento da cooperação estratégica do BRICS nos próximos anos.

A intenção é montar, especialmente na guerra eletrônica, equipes de resposta rápida que possam neutralizar rapidamente ataques na área. Finalmente, o dirigente indiano sublinhou o alto nível de entendimento entre os membros do BRICS na maioria dos temas abordados, e disse que os resultados da reunião serão repassados para as lideranças de cada país, que deverão voltar a discuti-los na Quinta Cúpula Presidencial dos BRICS, que será realizada no final do mês de março, na cidade de Durban, na África do Sul.

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