Roberto Marinho assinou documento reconhecendo os direitos dos acionistas da TV Paulista, mas não teve dúvidas em enganá-los

Tão logo seja julgado, no Superior Tribunal de Justiça, o processo que contesta a venda da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo) para Roberto Marinho, publicaremos documento assinado pelo fundador da Organização Globo, no qual  reconhece o direito e a regularidade societária dos acionistas fundadores do canal 5 de São Paulo. Mas enganou-os, como está no título.

Eram 673 investidores minoritários, que em 1977 tiveram suas ações IRREGULARMENTE desapropriadas em favor de Marinho por mísero Cr$ 1,00 (hum cruzeiro) cada ação, com respaldo do regime militar.

Esse documento assinado por Marinho poderá provocar uma verdadeira reviravolta empresarial-administrativa nesse controvertido e escuso “negócio”, e até fundamentar  o apelo que será dirigido a organismos internacionais por acionistas lesados, que, para tanto, estão contratando profissional especializado para recorrer à OEA, ONU e Tribunal Penal Internacional.

O governo federal acompanha o caso, mas  finge que não tem nada a ver com a babel instalada. Tem sim, pois nos arquivos do Ministério das Comunicações, em lugar bem escondido, repousam as provas de que a transferência do controle acionário da TV Globo de São Paulo para a família Marinho não tem validade, já que consumada por meio de documentos “EIVADOS DE NULIDADE ABSOLUTA”, como já foi repetidamente denunciado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

Mas a investigação do caso é dificultada, o Ministério das Comunicações não permite que se tenha acesso a essa documentação irregular apresentada por Roberto Marinho. Durante todo seu período como ministro, Helio Costa (ex-funcionário da Globo e protegido da família Marinho), impediu que houvesse vistas ao processo administrativo fraudulento. Que República.

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PS – É verdade que os crimes de estelionato e de falsidade ideológica cometidos à época já prescreveram há muitos anos, mas comprometem PARA SEMPRE a validade da transferência da concessão do canal e da homologação do controle acionário da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo) para a família Marinho, que está sendo questionada na Justiça.

PS2 – Em tempo: o relator do recurso especial no STJ, que versa sobre a AÇÃO DECLARATÓRIA de  inexistência de contrato de venda da TV Paulista a Roberto Marinho (e não AÇÃO  ANULATÓRIA, como irregular e ilegalmente julgado pela Justiça do Rio de Janeiro), é o ministro João Otávio de Noronha, da 4a. Turma.

PS3 – Noronha está no Superior Tribunal de Justiça, desde dezembro de 2002. Não é juiz de carreira. Foi nomeado pelo então presidente FHC, na vaga reservada aos advogados (quinto constitucional) possuidores de notório saber jurídico e de reputação ilibada.

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