Rodrigo Maia adverte que a reforma da Previdência, por si só, não vai resolver a crise

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Maia diz que está faltando um plano de governo para Bolsonaro

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Bruno Goes e Eduardo Bressiani, edição de ontem de O Globo, o deputado Rodrigo Maia afirmou que a reforma previdenciária por si só não vai resolver nada e que o governo está caminhando para um colapso social.  Essa entrevista, a meu ver, vai repercutir a fundo no meio político, e não só neste meio, também no meio econômico, espaço que pertence ao Ministro Paulo Guedes.

Quanto ao conteúdo, as colocações do presidente da Câmara tornam-se muito importantes. Principalmente quando ele acentua que o Poder Executivo não tem uma agenda formulada e nesse passo está caminhando para um colapso social.

RELAÇÃO – Tendo sido criticado nas manifestações de apoio ao Presidente Bolsonaro no dia 26, Rodrigo Maia ressalta que de sua parte espera uma relação com o governo à base do diálogo, de uma pauta construtiva que tire o Brasil do caminho em que está indo e, por isso, o trajeto não é bom. Defende que haja outras matérias importantes a serem votadas e não uma concentração do foco apenas na reforma previdenciária.

Na minha opinião, a entrevista assume a conotação essencial para a caminhada do país destinada a restabelecer um avanço econômico e social.

SEM AGENDA – Voltando a falar em colapso social, uma visão superimportante politicamente, Rodrigo Maia acrescentou que a perda da expectativa do mercado não tem relação com a reforma da Previdência, mas sim com as sinalizações confusas que o governo apontou nos últimos quinze dias.

Ressaltou estar faltando uma agenda para o Brasil, porque a Previdência Social é muito menos ampla do que uma agenda realmente pode oferecer ao país e a opinião pública. Tampouco a emenda constitucional voltada para a Previdência não resolve os desafios da educação, do médico no hospital e também quanto a produtividade nos setores público e privado. Além desse elenco, o presidente da Câmara Federal acentua ser fundamental a retomada do desenvolvimento econômico.

A entrevista, a meu ver , passou a constituir uma peça política de rara importância para que o presidente Jair Bolsonaro possa conduzir sua equipe e o país para um patamar básico para os desafios econômicos e sociais com os quais todos nós nos defrontamos.

5 thoughts on “Rodrigo Maia adverte que a reforma da Previdência, por si só, não vai resolver a crise

    • “Reforma” Trabalhista’ iria resolver o problema no trabalho – terceirizou tudo retirando direitos – a tendência é não ter concurso público – iria resolver a situação do desemprego – não resolveu. Agora vem a “reforma” da previdência – que no discurso de Guedes e sua turma – irá resolver o problema econômico do país – também não vai resolver. O que vai acontecer de grão em grão é o desmonte do país. Enquanto isso, sobre a dívida nada falam.

      • O brasileiro está acostumado a fazer as coisas de uma forma, como vou dizer, pouco ou nada séria. Um economista resolve quem pode ou não se aposentar no Brasil, um presidente com popularidade beirando a zero, nunca eleito para isso, e que pesam contra ele, denuncias do mais alto grau de importância, feitas pelo MP e aceitas pelo STF, é quem sanciona os direitos de toda classe trabalhista no Brasil, entre outras coisas. Levar este país a sério é um luxo. Ter esperanças dele ainda se levantar, um milagre, mas não temos outra opção, é a nossa terra.

  1. A afirmação de que a previdência é quem vai quebrar o país, tem sido o mantra desde o governo Temer. Mantido mesmo pesando contra ele, denúncias absolutamente contrárias aos mínimos preceitos republicanos. Isso mostra que este país tem “donos”, mais de um com certeza, cabendo ao povo, ser massa de manobra e cobrir os rombos pelo mal uso do dinheiro público. Maia sabe disso. Com certeza não resolve os gravíssimos desafios negligenciados por sua classe durante anos, pois se preocuparam mais em se proteger da justiça, angariar mais e manter privilégios e enriquecer na política. As escolas que foram vitais para toda nação que não contou com os recursos hidrominerais como os do Brasil, são negligenciadas, pois no Brasil o que se quer não são doutores, mas peões. Quanto aos médicos nos hospitais, há faculdades demais e a vocação deu lugar ao mercenarismo. Hoje urge que se faça uma prova de proficiência para que alguém possa trabalhar como médico no Brasil.

  2. Qual a autoridade do sabujo para criticar o poder Executivo? Ele acha que os bons serviços prestados à OAS ou a gulodice insaciável nas poltronas da 1ª classe da GOL lhe deu experiência para controlar os cofres públicos? É isso? Crápula abjeto!

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