Rodrigo Maia critica a força-tarefa da Lava-Jato e diz que Moro agora virou político

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Deu no Estadão

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar a força-tarefa da Operação Lava-Jato após o procurador Deltan Dallagnol dizer que governistas vinham atacando o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro por receio do desempenho do ex-juiz em eventual candidatura à Presidência da República em 2022.

“Espero que o procurador-geral da República (Augusto Aras) consiga organizar o trabalho. Não é uma questão de interferência no trabalho dos procuradores, que têm independência. Mas alguém tem que coordenar, alguém tem que fiscalizar. Se não, acima da força-tarefa de Curitiba parece que não há nada. Precisa ter”, disse Maia, em entrevista à Globo News.

ATAQUE A MORO – Maia afirmou, ainda, que Moro “virou político” em razão da maneira como se comporta desde que deixou o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro.

Bolsonaristas temem que o ex-juiz da Lava-Jato seja adversário do atual chefe do Palácio do Planalto na disputa presidencial de 2022.

“Se ele for candidato, é candidato fortíssimo. Acho que fez bom trabalho no Ministério da Justiça. Falei que ele é político porque as ações dele depois que saiu do ministério são todas de político. Na minha opinião, ele caminha pra política. E acho bom que ele participe do processo”, disse Maia.

DISSE DALLAGNOL – O comentário de Deltan Dallagnol criticado por Maia foi feito em entrevista à CNN, na última sexta-feira. O procurador declarou que governistas teriam o objetivo de desconstruir o ex-ministro por preocupação eleitoral.

“Com o desembarque do ex-ministro Sérgio Moro da parte da Justiça, passou a interessar ao governo e aos seus aliados a desconstrução do ex-ministro Sérgio Moro e da Lava-Jato, de que ele é símbolo, pelo receio de que ele venha eventualmente a concorrer em 2022”, disse o procurador.

A crise é grave. Procuradores entraram em rota de colisão com Augusto Aras depois que o procurador-geral da República determinou compartilhamento de dados sigilosos da Lava-Jato no Paraná, em São Paulo e no Rio. Aras também questionou a necessidade de força-tarefa para investigações específicas e propôs a criação da Unidade Nacional Anticorrupção (Unac) no Ministério Público Federal. A estrutura deixaria o controle de grandes operações em Brasília.

8 thoughts on “Rodrigo Maia critica a força-tarefa da Lava-Jato e diz que Moro agora virou político

  1. O que está havendo no Brasil é que todos querem ser autoridade máxima. Não aceitam a hierarquia. Mas não é de hoje. Quantas desmandos foram praticados pela Lava Jato e ninguém reclamou porque era contra o PT? Escutas de advogados, prisões sem necessidade, e outras. Mas era contra o PT, daí podia. Agora não pode mais.

  2. Boa tarde , leitores (as):

    Deu no Estadão , Senhores Carlos Newton e Marcelo Copelli , só faltou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) dizer que para o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro virar um político ” AUTÊNTICO , COMPLETO e NATO ” , passe á roubar os cofres e patrimônios públicos , tal como o Deputado Rodrigo Maia e seus comparsas dos três poderes fazem atualmente .
    Acho que nesse quesito ( DESONESTIDADE ) o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro tem muito que aprender com o Deputado Federal Rodrigo Maia e sua turma .

  3. O futuro da Lava Jato todos sabemos qual vai ser, igualzinho à Mani Pulite. Quem se elegeu com a promessa de combate sem quartel à corrupção prova que quer sim é o fim deste combate. A cada dia que passa este desgoverno fica mais parecido com os desgovernos pestistas.

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