Rodrigo Maia explode a união do centro no primeiro turno da sucessão

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Rodrigo Maia quer distância de Alckmin e Temer

Pedro do Coutto

Em entrevista à repórter Vera Rosa, O Estado de São Paulo de  domingo, o deputado Rodrigo Maia sustenta que terminou um ciclo da política brasileira e anuncia distanciamento de seu partido, o DEM, tanto do PSDB quanto do MDB. Com isso, praticamente explodiu a aliança do centro projetada pelo Planalto em torno da candidatura Geraldo Alckmin. Afastando-se do PSDB e do MDB, o presidente da Câmara parece admitir que pretende mesmo ser candidato à Presidência da República nas urnas de outubro.

Claro, pois do contrário não afastaria  a coligação que manteve com seus aliados tradicionais, aliança que contribuiu também para sustentar a posição enfraquecida do presidente Michel Temer. Vale lembrar que, não fosse o apoio do DEM, a Câmara dos Deputados não teria impedido que o presidente da República fosse julgado pelo Supremo Tribunal Federal, conforme denúncias encaminhadas pela Procuradoria Geral da República.

SEGUNDO TURNO – Rodrigo Maia sonha com a hipótese de vir a ser o adversário de Jair Bolsonaro no segundo turno, marcado para 28 de outubro. Assim, com a ruptura da coligação de centro, o presidente da Câmara passou a considerar a perspectiva de alcançar mais votos que Geraldo Alckmin.

Maia sentiu que uma aliança com Michel Temer representará efeito negativo no candidato que o presidente vier a apoiar. Por isso, distancia-se, não apenas dos tucanos, mas principalmente do Planalto. Nesse distanciamento, expõe a certeza de que Alckmin será mesmo o candidato de Temer. No seu ponto de vista, não há espaço para Henrique Meirelles.

E o rompimento do Presidente da Câmara com a base aliada isola ainda mais o projeto de poder do Planalto.

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CIA QUERIA QUE AS MATANÇAS CONTINUASSEM

No espaço que ocupa em O Globo e na Folha de São Paulo, edições de domingo, o jornalista Elio Gaspari focalizou o forte episódio que marcou o encontro do presidente Ernesto Geisel com o diretor do CIA, William Colby. Na impressão de Gaspari, a agência americana achava que Geisel dominaria a corrente mais exacerbada do movimento militar de 64. De fato poderia se supor a hipótese, não fosse a proposta tacitamente e diretamente colocada por Colby em relação às execuções de presos políticos, processo iniciado no governo Medici.

Ernesto Geisel concordou, com a  ressalva de que as execuções atingiriam subversivos perigosos e teriam de ser aprovadas pelo general João Figueiredo, então na chefia do SNI. Portanto, a CIA, na época do governo Nixon, não parecia ter o objetivo de fazer Geisel  dominar a extrema radical. Ao contrário, jogou politicamente para que o processo dos assassinatos tivesse curso. 

Em uma análise voltada para a História, pode se supor que outros documentos do CIA devem vir a superfície.

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