Rodrigo Maia se recusa a estender calamidade e ironiza armação de Bolsonaro para se reeleger

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Maia avisa que a calamidade acaba em 31 de dezembro

Paloma Rodrigues
TV Globo — Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (17) que não pretende pautar uma extensão do estado de calamidade, declarado em razão da pandemia do novo coronavírus.

O decreto que reconhece o estado de calamidade autorizou a União a não cumprir a meta fiscal prevista para este ano e a elevar gastos públicos para financiar as ações de enfrentamento à crise gerada pela pandemia.

PRAZO DE VALIDADE – Esse estado de calamidade tem data para acabar: 31 de dezembro de 2020, mas uma parte do Congresso vem defendendo a extensão do decreto até o início de 2021 como saída para permitir um aumento de despesas no ano que vem.

Isso viabilizaria uma nova prorrogação do auxílio emergencial pago pelo governo para trabalhadores informais e a criação do Renda Cidadã, programa que substituiria o Bolsa Família.

Maia, que participou de um evento na internet promovido por uma corretora, afirmou que estender esse estado de calamidade passaria a investidores “uma sinalização muito ruim” sobre o compromisso do país com a responsabilidade fiscal.

“IDEIAS CRIATIVAS” – “Prorrogar a calamidade, em tese, vai gerar a prorrogação da PEC da Guerra e, automaticamente, prorrogando a PEC da Guerra vai passar uma sinalização muito ruim para aqueles que confiam e precisam da credibilidade da âncora fiscal para continuar investindo ou voltar a investir nesse país”, disse o presidente da Câmara.

“A gente já viu que ideias criativas geram desastres econômicos e impactam a vida das famílias brasileiras”, completou ele.

Maia ainda afirmou que não existe possibilidade de o auxílio emergencial ser prorrogado. “A pandemia e a estrutura que foi construída para seu enfrentamento tem data para acabar, que é 31 de dezembro de 2020. Qualquer coisa que mude essa regra vai gerar um impacto muito grande em indicadores econômicos que vão afetar muito mais a vida dos brasileiros do que um, dois ou três meses de renda mínima”, disse.

PAGAR A CONTA – Segundo o presidente da Câmara, a prorrogação do auxílio ou a criação de um novo programa de distribuição de renda podem gerar aumento de popularidade no curto prazo, mas isso não se mantém a longo prazo.

“O curto prazo pode ser bonito, mas o médio e longo prazo…Temos metade desse governo ainda e, se isso acontecer, o governo vai pagar a conta com a sua popularidade”, enfatizou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em pleno sábado, enquanto em Resende (RJ) o presidente Bolsonaro pedia a Deus para ser reeleito, em Brasília o deputado Rodrigo Maia cortava as asas do chefe do governo, que sonhava em romper o teto de gastos novamente em 2021, manter indefinidamente o auxílio emergencial e criar o programa Renda Cidadã, que é o Bolsa Família supervitaminado, para ganhar a reeleição em 2020, e pouco importa se vai quebrar as finanças do país. Realmente, é dose e Maia está agindo certo. (C.N.)

10 thoughts on “Rodrigo Maia se recusa a estender calamidade e ironiza armação de Bolsonaro para se reeleger

  1. Pagar salários de marajás aos políticos, ao judiciário, ao alto funcionalismo do executivo e congresso, sustentar trocas de automóveis todos os anos, moradias funcionais, auxílios diversos, refeições para “elles” a la Luis XVI enquanto o povão que se vire com feijão, farinha e olhe lá… Onde está a tal da “responsabilidade fiscal”?

  2. Numa das suas obras, Alfred Adler, discípulo de Sigmund Freud, dedica um capítulo ao fenômeno da Supercompensação.
    Para melhorar a compreensão desse mecanismo de autodefesa psicanalítico, Adler ilustra algumas situações, dentre elas, destaca-se esta de um aluno (Araque), o qual era eleito o craque da sua escola. Foi o tempo em que chegou o certame intercolegial da região. Dos colégios desafiantes, Araque tomou conhecimento de que havia um estudante que “comia a bola”, cujo nome era Prometeu.
    Rola o campeonato, depois do crivo entre os times, é chegado o grande dia, o encontro das pedras: a escola de Araque versus a de Prometeu. Iniciou-se o embate, e aos dez minutos, um adversário toca (trisca) em Araque: ele cai aos grito e se contorcendo de dores. Pronto, o “home,” foi a nocaute, torceu o tornozelo! Assim que saiu de campo, o seu time logo tomou um gol: 1 x 0, o placar final.
    -Psicanálise: supervalorizar o toque que recebeu do adversário, foi a esquiva que Araque encontrou, para se autovitimizar e não ser posto à prova. A sua fama de “craque” continuou preservada e até reforçada pela solidariedade da sua torcida. No dia seguinte, compensava-lhe ouvir da boca de todos: “Viu só, bastou o adversário tirar Araque do jogo, para tornarmos um gol. Se ele tivesse jogado até o fim, tínhamos dado de goleada, morou brother?”
    Essa tal sindemia (nova classificação da OMS para pandemia) também tem servido de salvo-conduto para se relevar os incompetentes e coonestar os safados governantes!

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