Romário mostra documento para provar que o extrato é falso

Deu na Bahia Notícias

O ex-jogador de futebol e senador Romário Faria (PSB-RJ) mostrou nesta quarta-feira no um documento do banco suíço BSI para comprovar que o extrato de 2,1 milhões de francos suíços (equivalente a cerca de R$ 7,5 milhões) é falso. A revista Veja havia divulgado que ele não declarou à Receita Federal possuir uma conta no exterior com valor acima de US$ 100 mil, conforme determina a lei. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a conta também aparece em sua declaração oficial de bens apresentada à Justiça Federal em 2014. Romário afirmou à revista que abriu contas na Holanda e na Espanha quando atuou como jogador nestes dois países, mas que não lembra se fechou as contas.

“Acabei de receber do banco suíço BSI a confirmação de que o extrato da suposta conta bancária com o saldo de R$ 7,5 milhões em meu nome é falso. Com essa constatação de grave delito penal, o banco também me comunicou que fez uma queixa penal no Ministério Público de Genebra para que eles possam apurar o crime”, disse, em seu site.

VEJA SE DESCULPA

Na noite de quarta-feira, a revista “Veja” reconheceu o erro de publicação e pediu desculpas a Romário. O veículo disse que não se desculpou antes porque, “até a tarde desta quarta-feira ainda pairavam perguntas sem respostas sobre a real natureza do extrato, de cuja genuinidade VEJA não tinha razões para suspeitar”, escreveu a revista.

“A nota do BSI dissipou todas as questões a respeito do extrato. Ele é falso. A investigação desse episódio, no entanto, continuará sendo feita por Veja. Estamos revisando passo a passo o processo que, sem nenhuma má fé, resultou na publicação do extrato falso nas páginas da revista, evento singular que nos entristece e está merecendo toda atenção e cuidado para que nunca mais se repita”.

10 thoughts on “Romário mostra documento para provar que o extrato é falso

  1. Com mais razão mantenho meu comentário, que enviei duas vezes. Perante a políticos, alguns na segunda ou terceira geração, que se locupletam com dinheiro publico Romário é um santo. Merece a canonização.

  2. Artigo recente abordou a noticiada ação indenizatória que Romário declarou que iria dar entrada na Justiça contra a editora da Revista. No artigo foi feita uma estimativa do valor reparatório do dano moral, que poderia, mesmo no Brasil, ser o mesmo apontado na falsa conta:7.500.000,00.

    Se não bastasse esse novo documento fornecido pelo banco suiço, a revista reconheceu o erro (equívoco, como está sendo usado para tudo), o que faz garantir o sucesso da ação indenizatória que o senador declarou que iria propor. Agora Romário tem dois foros competentes para ingressar com a ação: no Brasil ou na Suiça, porque a fraude também atingiu a instituição bancária. Se ele decidir dar entrada com a ação reparatória de danos morais na Suiça, aí o valor será, no mínimo, dez a vinte vezes maior do que o valor que Romário obteria se o processo correr perante a Justiça brasileira.

  3. A “barrigada” da Veja lhe custará sangue!
    Romário resolverá todos os seus problemas financeiros, se é que os tem. Ainda garantirá duas gerações resolvidas.
    Mas isto só ocorrerá se ingressar com ação na Suíça. Aqui, pode terminar como os precatórios.

    • É verdade, Fallavena. A Constituição Federal de 1988 prevê a reparação por dano moral. Mas antes dela, a questão era controvertida. E quando os tribunais reconheciam a reparação pecuniária pelo dano moral, os valores eram minguados. Infelizmente, ainda hoje é assim. O STJ tem um teto para reparar o dano moral quando o evento danoso resulta em morte: 500 salários mínimos. É pouco, convenhamos. E mesmo assim para ser repartido entre os dependentes da vítima. Raramente, muito raramente, esse valor é ultrapassado. Anos e anos atrás patrocinei causa indenizatória contra empresa que prestava segurança numa agência do Banco do Brasil no Rio. O vendedor de livro chegou na agência onde era bastante conhecido e tinha trânsito livre. Na mochila, livros infantis. Como era negro, o vigilante apontou a arma e mandou que ele parasse. Ele não parou. Sentia-se em casa. E Levou 3 tiros por não ter parado. Na polícia, o “vigilante” declarou, textualmente: “dei o primeiro tiro para ele parar e ele caiu. Como tentou levantar, dei o segundo para ele cair de vez. Como ele, mesmo caído, pedia socorro, dei o terceiro para ele calar a boca”.

      A sentença condenou a empresa empregadora do tal “vigilante” a pagar pensão vitalícia à viúva e à pequena filha, até atingir esta a maioridade. Quanto ao dano moral, o valor para cada uma, mãe e filha, foi de 6 mil salários mínimos. Ou seja, 12 mil SM. A empresa recorreu. E por não ter pago as custas do recurso por inteiro, a apelação foi julgada deserta e não conhecida pelo tribunal. Com isso prevaleceu a sentença, que transitou em julgado. Naquela época o pagamento das custas dos recursos, integrais, deveriam ser comprovadas pagas com a entrega no recurso. Não poderiam ser complementadas depois. Foi uma exceção que entrou para os livros jurídicos sobre Responsabilidade Civil.
      Jorge Béja

      • Prezadíssimo Dr. Béja
        Mais uma aula. Assim teremos de instituir honorários. Brincadeira.
        Andando por este país a fora, encontro poucos, mas muito poucos mesmos que param para ler, escrever e aproveitar as informações e e o conhecimento distribuídos por nossa TI.
        Me sinto feliz por participar deste espaço e continuar aprendendo.
        Abraço fraterno e muita saúde.

        • Bem compreendi a brincadeira, Fallavena.
          Sempre tive uma visão muito além do tempo. Era assim. E sou assim. No final da década de 60 e início da de 90, Paulo Coelho, Raul Seixas, Aldir Blanc….(e eu no meio dessa gente grande), nos reuníamos nas noites de sexta para sábado e sábado para domingo na casa da Viviane, no Jardim Botânico. Era só música, composição e muito uísque. Éramos todos situados fora de época. E essa visão loucamente avançada eu trouxe para a advocacia, para o Direito.

          Na defesa do consumidor o pioneiro foi mesmo o Nina Ribeiro, grande homem, grande advogado, grande político, saúde de ferro, até hoje. Segui seus passos. Imaginei situações e soluções que na época eram “ridículas” e feriam o “bom direito”. Que nada. Tudo aquilo hoje é lei. Gratuitamente, propus 33 ações indenizatórias contra o Estado do Rio de Janeiro, cobrando indenização por mortes de detentos nos presídios. As famílias me procuravam. Maior parte delas por recomendação do saudoso Tim Lopes. Vencemos 30 e perdemos 3. Meu propósito era mostrar aos governantes que era mais vantajoso gastar com a recuperação do condenado do que com a indenização por sua morte no cárcere. Perdi meu tempo. Tudo piorou.

          Nesse episódio do Romário, em que a revista confessa que mentiu, defendo que os leitores que compraram a edição com a notícia mentirosa também têm direito à reparação por dano moral. Da mesma forma que o consumidor tem direito à ampla reparação pela compra de uma mercadoria defeituosa, o leitor tem também o direito de ser indenizado por ter comprado uma revista contendo notícia mentirosa. O paradigma é o mesmo. Notícia é a mercadoria do jornal.
          Uma ação na justiça desse tipo seria inédita. Mas tem tudo para ser acolhida e julgada procedente. Notícia falsa equivale a propaganda enganosa, mercadoria inexistente e mesmo assim vendida, produto defeituoso…e por aí vai.

  4. Sei não…Sei sim.
    Ainda aposto nas balas da Veja. Questão de tempo e, eleições para prefeito-RJ – 2016.
    Foi assim no caso do Renato Duque; Solta-prende.
    A ver.

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