Ronaldo Caiado rompe com Bolsonaro: “Na política e na vida a ignorância não é uma virtude”.”

Aumenta o isolamento político de Bolsonaro em meio à pandemia

Bruno Boghossian
Folha

Aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), rompeu com o presidente depois do pronunciamento feito em rede nacional na noite de terça-feira, dia 24. O goiano anunciou que não conversará mais com Bolsonaro e que o estado não atenderá suas determinações sobre o combate ao coronavírus.

“As decisões do presidente da República no que diz respeito à área de Saúde e ao coronavírus não alcançam o estado de Goiás”, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, dia 25. “As decisões de Goiás serão tomadas por mim e por decisões lavradas pela Organização Mundial da Saúde e pelo povo técnico do Ministério da Saúde.”

CRÍTICAS – Caiado, que é médico, criticou as declarações feitas por Bolsonaro sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores, qualificando-os como um “discurso totalmente irresponsável”.

“Não posso admitir que venha agora o presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter coragem de assumir as dificuldades. Se existem falhas na economia, não tente responsabilizar outras pessoas, assuma sua parcela”, declarou.

EX-APOIADOR – O governador de Goiás apoiou a candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2018 e foi um dos poucos líderes locais que se mantiveram ao lado do presidente em seus 15 meses de mandato. Ele anunciou que não procurará mais o presidente e que só se comunicará com ele, a partir de agora, por comunicados oficiais.

“Se decisões eu tiver que tomar junto ao governo federal, eu as tomarei junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. A autonomia que estou aqui conclamando como governador é conferida pela Constituição”, afirmou.

NA BALANÇA – O goiano criticou o foco exclusivo nos impactos econômicos da crise: “Ora, o que é isso? É exatamente querer, nessa hora, colocar na balança o que é mais importante, a vida ou a sobrevivência da economia. Não, nós podemos fazer as duas coisas”.

Caiado rebateu ainda declarações de Bolsonaro sobre medidas para relaxar restrições nos estados e também sobre o uso de medicamentos em fase de teste contra o vírus.

LAVANDO AS MÃOS – “Agora é isolamento vertical, agora é cloroquina… Ah, por favor! Estamos tratando de um assunto sério. A população tem que ter norte, tem que ter rumo, os líderes têm que saber se pronunciar nesse momento”, disse. “Por que responsabilizar os outros, dar uma de Pôncio Pilatos, lavar as mãos?”

Sem se mencionar o nome do presidente, o governador iniciou a entrevista coletiva com uma frase atribuída ao ex-presidente americano Barack Obama: “Na política e na vida a ignorância não é uma virtude”.

Caiado afirmou que Goiás vai manter medidas de restrição à circulação de pessoas e à atividade comercial independentemente de qualquer decisão de Bolsonaro.

RESTRIÇÕES – “[A crise] existe e será tratada por nós da maneira como nós determinamos no nosso decreto. Saberemos balizar o momento em que, aí sim, saberemos flexibilizar as restrições”, disse.

“Ao curarmos pessoas e tentarmos diminuir a extensão e gravidade da contaminação, estamos também atendendo à necessidade das pessoas de voltarem a suas atividades”, completou.

27 thoughts on “Ronaldo Caiado rompe com Bolsonaro: “Na política e na vida a ignorância não é uma virtude”.”

  1. O Caiado está apostando errado.
    Revela-se aproveitador, como os demais.
    O presidente já o apoiou nos pleitos financeiros, todos, antes desta crise, há poucos meses.

  2. O Governo tem obrigação de fortalecer o organismo do seu povo, aumentando sua resistência com vitamina C e Multivitamínicos para que os Virus e outras mazelas não proliferem. Povo forte é povo resistente. (os óbitos vão diminuir consideravelmente).

  3. Boa idéia distribuir Vitamina C para melhorar a resistência das pessoas. Neste momento, o ideal é melhor a imunidade: vitamina C, Vitamina D (Sol), evitar o stress, evitar o excesso de açúcar e dormir bem.

  4. General Heleno interrompe a quarentena, e volta para o gabinete no Planalto.
    Heleno, Mourão e Braga Netto, é o EM do presidente.
    General Edson Pujol, e os comandantes da Marinha e Força Aérea, comandam as três forças.
    Estrutura monolítica, que trabalha para e pelo Brasil.
    Sem interesses pessoais, como os crápulas do congresso.

    • Desenhando:
      Quarentena é a reclusão de indivíduos ou animais sadios pelo período máximo de incubação da doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava a fonte de infecção Alguns autores substituem o termo “reclusão” por vigilância e observação dos comunicantes motivados por questões éticas, e menos afeitas ao poder de “polícia médica” ou biopoder.

      Segundo Leser et al. o termo “quarentena” teve origem na prática medieval de manter sem comunicação nos portos em que arribavam, durante quarenta dias, os navios procedentes de determinadas áreas e sobretudo do oriente. Na prática atual, a quarentena corresponde ao período máximo de incubação da doença.
      WIKI

  5. Caiado é um cara ladino.
    Buscando notoriedade aproveitou a situação para tentar ganhar popularidade nacional.
    A sua condição de médico o favoreceu nessa sua jogada política esperta..

  6. CAIADO, que é médico, criticou as declarações feitas por Bolsonaro sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores, qualificando-os como um “discurso totalmente irresponsável”.

    MANDETTA, que é médico, endossou as declarações feitas por Bolsonaro sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores, qualificando-os como um “discurso totalmente responsável”.

    • Esse caiado, não é de todo o mal. Se você prestar atenção, no que ele criticou; você vai perceber, que ele não assistiu ao pronunciamento do Presidente.
      Ele baseou suas criticas, apoiado nas distorções feitas pelo wiilian booner ou algum outro jornalista.

  7. “Não posso admitir que venha agora o presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico” … Bolsonaro estava numa posição de conforto, mas percebeu a jogada dos honoráveis bandidos: usar a crise para causar uma recessão econômica grave. Com o agravamento da crise econômica, cairia o apoio popular ao Presidente, abrindo caminho para golpeá-lo via impedimento ou, na pior das hipóteses derrotá-lo eleitoralmente em 2022.
    Bolsonaro percebeu a tramóia e escoiceou os trairas … vamos aguardar os próximos passos (será que a GloboChina vai ouvir mais uma vez o especialista que recomendou um isolamento total e irrestrito?

    • Falou o bolsotrouxa que ignora que a recessão viria com ou sem coronavírus, ainda mais depois do pibinho de 1,1% do Paulo Tchutchuca. Não basta ser capacho do bolsonarismo. Tem que massagear as bolas do capitão, né, bolsotrouxa? Falando em China, viu o edital da Band chamando o chanceler de idiota?

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