Roriz, Arruda, Argello, Paulo Octavio, não sabem, mas vivem o inferno de Dante. Por não saberem, querem ENTRAR ou SAIR

Brasília inteira, principalmente a população indefesa e não política, se estarrece ao saber: quem mais trabalha contra a INTERVENÇÃO na capital, se chama Joaquim Roriz.

Antes da reeeleição “inventada” por FHC, foi governador, acabou o mandato, viajou para os EUA, declarou publicamente: “Não volto mais para o Brasil”.

Era apenas “rorirismo”, como se descobriria mais tarde. Voltou, se elegeu, chegou a Era FHC, ficou outros quatro anos. Saiu, voltou , mais 4 (ou seja a quarta eleição), foi para o Senado, 8 anos de mandato.

Mas com menos de 4 anos de mandato, teve que renunciar para não ser cassado. Ele “inventou” Arruda, (foi seu secretário de Transportes), o próprio lhe indicou o caminho para ficar na vida pública. Passou o mandato para o antigo vendedor de automóveis, Gim Argello (muito pior do que ele), que já estava lançado para governador.

Agora, toda essa quadrilha (no caso quadrilha de mais de quatro, embora sejam todos, bailarinos da corrupção) considera que INTERVENÇÃO é uma ameaça ao funcionamento da capital. Se juntam e dizem desavergonhadamente: “Com intervenção, o povo será atingido em massa”.

E não são apenas Roriz, Argello, o dono da Gol, (que passava cheque de 2 milhões contra o Banco de Brasília, que pagava sem haver saldo algum), Arruda, Paulo Octavio, o presidente da Câmara Distrital (agora interiníssimo), que se insurgem contra a intervenção.

Se houver intervenção, (como pede com apoio total o Procurador Roberto Gurgel) alguns que têm chance, (ou acreditam que têm), batem palmas para os próprios nomes. Todos comprometidos pela corrupção explícita ou pela corrupção implícita.

Deputados que não se reelegeram, ex-ministros sem votos e sem prestígio, personagens que não têm cargos, mas giram impunemente em volta do Poder, estão a favor da INTERVENÇÃO. Quer dizer: com intervenção ou sem intervenção, a capital não se salva.

SEM intervenção, vai haver o rodízio dos que dominaram e dominam tudo. COM intervenção, a capital “cairá nas mãos” dos que continuarão a “participar” não ostensivamente, tão culpados quanto os outros.

Digamos: o Supremo decide pela intervenção. (Ninguém pode garantir coisa alguma). O presidente das República nomeia um interventor, não pertencendo ao grupo que combate a intervenção. Então tem que se submeter ao outro grupo, tão contaminado quanto.

Manda o nome para o Senado, que com quase um terço de “senadores sem votos, sem povo ou seu urnas” (os famosos suplentes) aprova imediatamente o indicado, que assume logo, com apoio de Arruda, Roriz, Argello, Paulo Octavio e todos os que mandaram desde a fundação, por si e por seus herdeiros.

Não se trata apenas de “descobrir” ou “inventar” alguém que possa passar pelo crivo geral, e se transforme em interventor. Onde irá buscar 20 ou 30 nomes paras as secretarias, os departamentos, os cargos que recebem e manuseiam recursos fabulosos? Se existe essa tormenta toda por um nome, como multiplicá-los, facilitemos, SOMÁ-LOS?

PS – Se um homem que quase jogara fora a carreira como senador e RENUNCIOU para não ser cassado, ARRUDA, voltou à delinquência como governador, o que fazer?

PS2 – Se um homem como Roriz, QUATRO VEZES GOVERNADOR, teve que RENUNCIAR A 8 ANOS NO SENADO, para não ser cassado, voltou á delinquência, o que fazer?

PS3 – Se um bilionário como Paulo Octavio, que em Brasília controla tudo, e é dono das mais famosas terras (o mal e a maldição da capital) troca tudo por 160 mil reais “por fora”, o que fazer?

PS4 – De qualquer maneira, haja o que houver, os personagens de Brasília não sabem, mas estão VIVENDO O INFERNO DE DANTE. Os que SAEM e os que pretendem ENTRAR.

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