Rose continua sumida, enquanto seus advogados reclamam que a privacidade dela foi invadida pela Polícia Federal.

Carlos Newton

A estratégia  montada pelo comando do PT e pelo Instituto Lula para esconder Rosemary Nóvoa Noronha realmente está funcionando. Desde o lançamento da Operação Porto Seguro, a ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo não é vista em lugar algum. Não sai às ruas nem para ir ao cabeleireiro, vejam até que ponto ela está se sacrificando.

Na última quinta-feira, para que Rose conseguisse sair furtivamente de seu reduto,  seus três advogados (que atuam sob coordenação do ex-ministro Marcio Thomaz Bastos) negociaram com a cúpula da Polícia Federal a montagem de uma verdadeira operação de despistamento, para evitar que os jornalistas soubessem que ela iria comparecer para prestar depoimento. Foi tudo feito às escondidas.

Nenhum jornalista conseguiu ver Rose na sede da Polícia Federal em São Paulo. A imprensa teve de contentar com as informações divulgadas pelos advogados dela, que deram destaque às críticas que Rose fez à própria Polícia Federal, dentro da estratégia traçada por Marcio Thomaz Bastos para tumultuar o inquérito e desviar atenções.

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VAZAMENTO

Segundo os advogados, Rose reclamou que houve vazamento de seus e-mails particulares. No depoimento ao delegado federal Ricardo Hiroshi Ishida, que preside o inquérito da operação Porto Seguro, a ex-chefe do Gabinete da Presidência disse que foi vazada à imprensa a lista de contatos do seu e-mail.

– E-mails particulares foram dispersos e muitas pessoas tiveram acesso a eles. É uma violação gravíssima de privacidade, garantida inclusive pelo despacho da juíza (Adriana Freisleben de Zanetti, que autorizou a quebra de sigilo telemático de Rosemary) – disse Luiz Bueno de Aguiar, um dos advogados da ex-chefe de gabinete, em entrevista à repórter Tatiana Farah, de O Olobo..

Segundo Bueno de Aguiar, todos os e-mails de Rosemary foram interceptados pela Polícia Judiciária, mas com o fim de só serem utilizados os que seriam pertinentes ao alvo das investigações: as relações de Rose com o grupo chefiado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Vieira.

– Suspeitamos que vazou a degravação integral. Temos informações seguras de que terceiros tiveram acesso a e-mails até de corrente de amigos. O delegado afirmou que levará o caso ao conhecimento das autoridades competentes – disse o advogado, que não quis comentar  o fato de a Polícia Federal não ter grampeado os telefonemas entre Rose e seu protetor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preferindo apenas quebrar o sigilo dos e-mails. Como se sabe, Lula não sabe mexer em computador e só falava com Rose pelo telefone .

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