Ruppert Murdoch, o gangster da Comunicação, vai salvar jornais e revistas impressos

Começou com um jornalzinho na Austrália, foi para os EUA. Hoje é dono de todos os tipos que influenciam o cidadão-contribuinte-eleitor.

Suas últimas compras: Wall Street Journal, por preço não revelado, E a cadeia de televisão por assinatura, Directv, pela qual pagou 27 BILHÕES de dólares. Assim, embora seja um gangster, o que fala obtém repercussão, menos no Brasil.

Sua última afirmação, inédita: “A internet deve levar no mínimo 20 anos para liquidar os jornais impressos. Mas a TV-por-assinatura já está perto de ultrapassar a TV-aberta”.

E dá os motivos: “A TV-aberta ficará com mais audiência, mas em termos de Poder de faturamento, será vista por gente de segunda e terceira categoria em termos de consumo. A CLASSE A inteira e uma parte da B, monopólio da TV-por-assinatura”.

Não se pode discordar dele.

Murdoch não falou (não estava interessado?), mas existe um fato já concretizado, consolidado e caracterizado: muitos anunciantes de produtos que seduzem e interessam ao mesmo tempo as classes A, B e C exigem(e lógico, recebem) bonificação.

O maior exemplo: automóveis. Anunciam muito mais na televisão por assinatura. Frequentam também a TV-aberta, mas apenas para manter o bom relacionamento veículo-anunciante-agência. E as televisões por assinatura estão de tal maneira sobrecarregadas, que no intervalo você muda de canal não só por impulso mas também para fugir do anúncio, corre o risco de ser atropelado.

Pois é uma avalanche de carros se exibindo de todas as formas, por 5,6, 8 e até 10 minutos. A regulamentação limita o intervalo a 3 minutos, mas sem fiscalização e com a obrigatória bonificação, não aguentam. Reparem: os anúncios das televisões abertas são mais rápidos.

Ruppert Murdoch é hoje o homem mais importante da comunicação do mundo. Apesar de não ser aristocrata, (que os outros “proprietários” da comunicação também não são, mas se julgam) é respeitadíssimo. Por ser vitorioso em tudo em matéria de mídia. Fez um jornal impresso que vende muito, fica entre os “tablóides sensacionalistas” e os “tradicionais”: o US Today.

Comporou o Wall Street Journal, o que ninguém imaginava, tem ações importantes do New York Times, participações em jornais de prestígio em muitos estados. Quando surgiram outros tipos, NÃO IMPRESSOS, se apossou deles. E viu na frente de todos o que vai representar a internet. E está apostando forte, embora tenha jornais diários, revistas semanais, televisão aberta e por assinatura.

Mas apesar de seguidamente chamá-lo de gangster (e os outros no mundo todo, representam o quê?), ele é o mais lúcido. E vai salvar a todos do setor de comunicação. Deixou isso visível agora, e na primeira entrevista publicada a meses.

Pode ter sido comercial ou industrial, mas foi quase genial quando afirmou como um mercenário empresário: “A internet nasceu errada, não podia ser de graça”. E completou: “Vou vender jornais pela internet, cobrando o mesmo preço que pagam nas bancas”.

* * *

PS- Fazendo a internet produzir não apenas incultura, pornografia, pasmaceira, o fim da juventude e a adolescência, mas também lucros, Murdoch vai salvar a “imprensa-impressa”, jornais e revistas.

PS2- Vai reinventar a internet, permitindo que seja utilizada por jovens, adolescentes, pessoas de mais idade e até os que resistem de tal maneira ao tempo, que são chamados de idosos. Vocês verão essa reinvenção, lendo jornais nas mãos.

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