Sabedoria todo dia

Antonio Rocha

Mais adiante, a duras penas, os povos irão compreender que não precisamos de Política, de Políticos (com letras maiúsculas ou minúsculas), precisamos de sábios, de sabedoria (com letras maiúsculas e minúsculas).

Certa feita, perguntaram ao pensador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986) quem seria melhor para dirigir os destinos do mundo: o político ou o religioso? E Jiddu respondeu: “Espero que nem um, nem outro”.

Em língua portuguesa temos diversos livros de Krishnamurti publicados e hoje, recomendo “Liberte-se do Passado”, tem edições várias.

É isso mesmo, para sermos felizes, precisamos nos libertar do passado e, no caso, a Política regeu e rege uma forma arcaica de ser no mundo.

Observe que em nome da Política guerras são feitas, famílias destruídas, países devastados e muita dor, bastante sofrimento para os idosos, crianças, civis inocentes … então essa tal de Política não faz bem à saúde: gera ódios, vinganças e afins.

ESTÁ NA HORA

Portanto, está na hora de começarmos a construir a Sabedoria diária, sabedoria 24 horas, desde comprarmos o pão na esquina pela manhã, até altas decisões palacianas. É preciso ser/ter Sabedoria.

As tais negociações/conciliações devem ser/ter Sabedoria, tendo em vista o bem comum.

Em vez de parlamentares, parlamentos, teremos conselhos de sábios, reuniões simples com senhores e senhoras dignos, decentes, gente simples desenvolvendo sabedoria em todas as áreas. Sem precisar ganhar rios de dinheiro e o excedente vai para os hospitais públicos, para a educação pública, para os transportes públicos.

Por enquanto, a sugestão fica no campo da utopia, mas observe que, em todo o mundo, cada vez mais, os políticos e a política são questionados. Podem perguntar, e o que vamos colocar no lugar? Ora… Sabedoria… sábios…

Penso que o presidente Mujica, do Uruguai, é um bom exemplo de sábio contemporâneo.

 

One thought on “Sabedoria todo dia

  1. COM ESSE TRENZÃO de mais de R$ 1 bilhão do PSDB não dá mais para discutir o mensalinho do PT

    Isto É desmonta argumentos de Serra sobre escândalo do Metrô

    dom, 08/12/2013 – 13:35

    Jornal GGN – O ex-governador José Serra negou, desde o início das denúncias sobre a formação de cartel e superfaturamento dos trens, que houvesse irregularidades, bem como ter incentivado ou mesmo ter tomado conhecimento de tais casos. E este discurso não foi modificado até então. Agora, a Revista IstoÉ traz novas evidência e documentos sobre a ação de agentes públicos na gestão de Serra, que teriam incentivado a formação de cartel e, sim, superfaturado os contratos em quase R$ 1 bilhão. A reportagem é de Pedro Marcondes de Moura, Sérgio Pardellas e Alan Rodrigues.

    De acordo com os documentos, que estão em poder do Ministério Público, as irregularidades ocorreram entre 2008 e 2011. No período de maior incidência de contratos irregulares Serra era governador (entre 2007 e 2010). Esses superfaturamentos estão ligados ao controverso projeto de modernização de 98 trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô. De acordo com as autoridades que investigam o caso, a reforma se daria em trens já considerados “sucata”, com quase quatro décadas de operação, com custo de R$ 2,87 bilhões em valores da época, significando um prejuízo de quase R$ 1 bilhão ao erário paulista. Estes valores, segundo apurou a IstoÉ, são semelhantes aos desembolsados pelo Metrô de Nova Iorque na aquisição de trens novos, sendo que o vendedor de tais trens novos foi justamente uma das companhias responsáveis pela modernização dos trens de São Paulo.

    O promotor Marcelo Milani afirma que o ‘conluio’ foi incentivado por agentes públicos em pelo menos um dos dez contratos relacionados à modernização, o que trata do sistema de sinalização. O engenheiro Nelson Branco Marchetti, ex-diretor técnico da divisão de transportes da Siemens, disse em depoimento ao MP que representantes da multinacional alemã e da concorrente da Alstom foram chamados para uma reunião por dirigentes do Metrô e da Secretaria de Transportes Metropolitanos, na época comandado por José Luiz Portella, o Portelinha, braço direito de Serra. Nesta reunião, as companhias foram incentivadas a montar cartel para vencer o contrato e, os executivos ainda sugeriram que o governo licitasse a sinalização linha por linha, triplicando a concorrência. Mas o governo, por seu turno, foi enfático ao dizer que gostaria que um consórcio formado por duas empresas vencesse os três certames. A Alstom acabou vencendo sozinha o contrato para o fornecimento do CBTC para as três linhas.

    Em outro depoimento, à PF, Marchetti relatou que as pressões do governo paulista eram constantes. “No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF (empresa espanhola) não possuía. Mesmo assim, o então governador do Estado (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, declarou ele sobre o contrato para fornecimento de vagões pela CPTM em que o ex-governador e Portella teriam sugerido que Siemens e CAF se aliassem para vencer a licitação. A prática, narrada na IstoÉ, acrescenta novos elementos ao escândalo na área de transporte, que Serra, apesar das constantes negativas, não tem mais como refutar.

    Novos documentos e depoimentos em poder do MP reforçam, também, que o esquema criminoso acontecia sob o aval de políticos e funcionários públicos beneficiados pelo recebimento de propina. Outro executivo da Siemens confirmou, na semana passada, a existência de pagamento da comissão para agentes públicos em São Paulo. Em depoimento à PF, o vice-chefe do setor de compliance da multinacional, Mark Willian Gough, relacionou uma conta em Luxemburgo de Adilson Primo, ex-presidente da companhia no Brasil, no valor de US$ 7 milhões aos subornos. À ISTOÉ, um ex-dirigente da MGE, outra empresa envolvida no cartel, também confirmou que representantes da Siemens cobraram de sua companhia o pagamento de propina a autoridades, em troca da obtenção de contratos com o governo paulista. Segundo a reportagem, a cobrança teria partido do próprio Rheinheinmer. O dinheiro, segundo o ex-executivo da Siemens, teria como destinatários parlamentares da base aliada ao governo tucano na Assembleia Legislativa.

    Na reportagem, o ex-dirigente da MGE afirma que Rheinheinmer também o teria procurado para abrir uma conta no banco suiço Credit Suisse, em Zurique. O ex-dirigente da MGE afirma que era para lá que a Siemens mandaria parte do dinheiro desviado. “Fui procurado por Everton da Siemens tanto para pagar propina para a base aliada quanto para abrir a conta na Suíça”, confirmou à ISTOÉ o executivo da MGE.

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