Sair na alta é sempre uma boa providência

Antonio Rocha

Uma das ótimas coisas que aprendi na minha querida Igreja Presbiteriana do Brasil é “sair na alta”. Eles até exemplificavam com Mandela, que, tendo direito constitucional, preferiu não se reeleger e o nome dele permanece até hoje brilhando, merecidamente. Tal e qual Juscelino que, com apenas 5 anos deu o seu bom recado. Críticos negativistas existirão sempre, informa o filósofo Buda, desde o século VI antes de Cristo.

Que astral, hein???

Sair na alta significa não ter o segundo mandato. A realidade é muito dinâmica e no segundo tempo o desgaste é bem grande. Sempre se encontram mancadas e malfeitos…

Penso que a ex-presa política Dilma deve seguir os passos do ex-preso político Mandela e ficar só no primeiro período, voltando aos tempos de só um mandato como foi Kubitschek. Na qualidade de “dilmista” torço para que nossa primeira presidente continue brilhando com um só mandato. Se tentar a reeleição, vai ser um páreo duro que só vai se resolver no segundo tempo, talvez, com pequena maioria de votos, disse-me um Espírito, através da mediunidade. Aliás, com sua sensibilidade política José Dirceu já sinalizou, li alhures: “Dilma não será reeleita”.

Por outro lado, desde o exemplo Reagan, os eleitores preferem nomes desconhecidos do grande público. Vejam o caso dos parlamentares (municipais, estaduais, federais) que se reelegem ad infinitum e como estão desgastados…

Entendo perfeitamente lulistas, petistas e simpatizantes que querem a volta do ex-presidente. Penso que ele não vai aceitar, justamente por causa do desgaste de mais um possível retorno, quiçá outro.Todos sabem que, se ele se candidatar, terão que blindá-lo 24 horas, de todas as formas imagináveis a distância com os jornalistas de plantão para evitar perguntas desagradáveis e desconcertantes, a não ser que se aprove logo a Lei de Médios (ou Mídias), o que leva a ainda mais desgaste.

A nova caravana pelo país fica no campo da contrapropaganda, tentar conter o estrago no fundo do barco. No âmbito político e na vida em geral, dizia Buda, é necessário evitar paixões, emoções, sentimentos passageiros, o que é difícil. Como diz a sabedoria popular: “Não adianta chorar o leite derramado”. O que passou, passou…

No meu tempo de Oscarito, Grande Otelo e outros grandes e históricos artistas, tinha um filme lindo nacional: “Fé em Deus e pé na Tábua”. E se não era filme, era música de um daqueles ótimos filmes. Agora, fé em Deus e pé na Tábua, mas com novos nomes, saindo sempre na alta.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *