Salvadores da pátria no futebol

Tostão (O Tempo)

Hoje, seleções candidatas ao título mundial em 2014 entram em campo para jogos amistosos. Apesar de não ter um único excelente atacante, seja um típico centroavante ou não, a Espanha, pelos últimos títulos conquistados, pelo futebol coletivo, pelo ótimo sistema defensivo e por ter vários craques no meio-campo, é a seleção com mais chances de ganhar a Copa do Mundo.

Embora a seleção da Alemanha seja melhor que as de Brasil e Argentina, vejo as três com as mesmas possibilidades de vencer o Mundial. A Alemanha tem um ótimo conjunto, mas não possui os craques que tem a Espanha.

O Brasil, pela tradição, por jogar em casa, por ter chances de melhorar até a Copa e por ter Neymar, tem boas chances de ser campeão, com Felipão, Mano Menezes, Tite ou qualquer outro bom treinador. Além disso, o resultado nem sempre se associa à qualidade. Craques como Neymar costumam salvar a pátria de dirigentes obsoletos, como Marín.

A Argentina, por estar perto de casa, por ter Messi e mais três excelentes jogadores do meio para a frente (Higuaín, Agüero e Di Maria), além de ter melhorado muito a defesa, após a chegada do técnico Sabella, é também candidata ao título.

A Inglaterra, adversária de hoje do Brasil, tem um bom time, mas é muito melhor nos comentários e na marca de prestígio do que pelo que joga.

O MAIS IMPORTANTE

A dúvida na Seleção Brasileira é se Oscar vai jogar mais como um atacante pela direita ou vai atuar mais recuado, participando da marcação no meio-campo. Analisar a maneira de jogar pelo sistema tático não faz mais nenhum sentido. Os jogadores se movimentam muito, tanto que formam vários esquemas em um mesmo jogo, independentemente da conduta do treinador.

Muito mais importantes que o sistema tático são as características dos jogadores, suas movimentações, o tipo de marcação, as distâncias entre os setores, se a equipe privilegia a posse de bola, a troca de passes ou os lançamentos longos, as jogadas aéreas, as bolas paradas, além de outros detalhes.

Há uma grande expectativa em relação aos alguns jogadores, especialmente Ronaldinho. Contra o Cruzeiro, ele se limitou a jogar a bola na área e a fazer lançamentos longos, além de centralizar as jogadas. Isso funcionou muito bem no ano passado. Seleção não é clube. Receio que sua volta seja mais uma repetição fracassada de seu retorno com Mano Menezes.

Diferentemente do que pensa a maioria, prefiro ver um clássico entre seleções, ainda mais se tiver o time brasileiro, a ver um clássico entre clubes, do Brasil ou de fora. Isso deve ter a ver com minhas lembranças afetivas, quando ficava arrepiado ao escutar o hino nacional antes das partidas. Isso é uma coisa. Outra, é distorcer os fatos, ser conivente com as falcatruas, ser um ufanista, um Policarpo Quaresma.

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