Santo André: provocação e intimidação. VISÍVEL. Santo André: injustiça, ganhou, só é campeão, INVISÍVEL. Houve de tudo nessa decisão, menos o título, com o Santos, campeão.

Insatisfação, lamento, tristeza do repórter-comentarista-apaixonado por futebol, que não gostou de nada do que aconteceu no Pacaembu. (O estádio histórico não merecia o comportamento histérico de tantos, nos seus 70 anos).

Além do que está no título destas notas, houve de tudo. Como um gol quase impossível com 30 segundos de jogo, o que não dá para imaginar. Até um time ficar apenas com 8 jogadores, o que também não se imaginava.

Sem assistir futebol, aparentemente incluído no espetáculo, os 36 mil pagantes (torcedores dos dois clubes) foram extorquidos, expoliados, explorados. Pagaram, lamentaram, não vibraram. Os adeptos do Santo André, nem mesmo no gol do primeiro lance.

Os do Santos por perderem o jogo e terminarem com 8 jogadores. Nada disso aceitável, compreensível, justificável.

Os jogadores do Santo André erraram entrando em campo com jeito e espírito de xerifes. Fizeram menos faltas, ameaçaram muito. Os mais experientes do Santos, para se defenderem e reagir à violência inicialmente apenas falada, bateram. E levaram mais cartões.

No segundo tempo e principalmente nos últimos 13 minutos, (8 do jogo e 5 do desconto) o campo estava vazio, só se viam camisas azuis do Santo André, raras brancas, do Santos.

Não retiro uma linha do que coloquei no título. Continuo admirador dos “meninos da Vila”, mas não me curvo a um regulamento arbitrário, que consagra e homenageia um time que ganhou um jogo e perdeu o outro. Vitória e derrota pelo mesmo 3 a 2.

Meus parabéns ao grupo do Santo André, que forma excelente equipe. Pena que o time vá se desintegrar, os jogadores estão muito valorizados, é a vez e a voz do mercado.

Quem merece aplausos e louvores entusiasmados: o treinador Sergio Soares. Reuniu, armou e escalou o Santo André, que se destacou no campeonato inteiro. Chegou em segundo, na frente do São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Competente e elegante. No final, deu e recebeu abraço carinhoso e caloroso de Dorival Júnior.

O treinador do Santos, durante o campeonato, teve a sabedoria de compreender. Junto com o público, devia vibrar com o time, não complicar nem tentar tumultuar asa coisas. Ontem, por causa das expulsões, teve que fazer substituições até audaciosas.

A primeira, que o também competente Mano Menezes não tem podido fazer. Como Robinho não vinha bem, no seu lugar colocou André, excelente, mas muita gente não acreditou.

A segunda, pura perplexidade, tirar o altamente habilidoso Neymar, autor de dois gols, e colocar Roberto Brum. Aí, certíssimo, não precisava fazer mais 1 gol e sim não sofrer outro.

Finalmente, a última, que seria fracasso total, não consumada por causa da personalidade do jogador. Faltando 8 minutos, queria tirar o craquíssimo Paulo Henrique Ganso e botar em campo um reserva.

O estádio inteiro (e mais os que ouviam rádio ou assistiam televisão) viu e ouviu o jogador se recusar a sair. E com as mãos sinalizava, “não sairei, ficarei em campo”. Garantiu o “título”, nesses 13 minutos só ele esteve em campo. Sozinho, enclausurou e dominou os 10 do Santo André.

***

PS – Dunga viu o jogo? Lógico. Não pode deixar de fora da seleção esse craquíssimo, além do mais com a personalidade que exibiu. Ganso e Neymar, indiscutíveis.

PS2 – Comentaristas de rádio e televisão, acreditavam que rotulavam o que viam, com as palavras: “empolgante, eletrizante, emocionante”. Acertariam mais, se usassem: “estressante, angustiante, enervante”. E até, “revoltante”.

PS3 – Faltou esportividade, brigaram mais do que jogaram. Numa delas se envolveram 14 ou 16 jogadores, o árbitro expulsou dois. Como pôde ver naquela confusão e responsabilizar apenas esses dois? Devia haver um terceiro jogo, com prorrogação e pênalti. Como os dois jogos foram no Pacaembu, nenhum time fez gol na “casa” do adversário.

PS4 – O regulamento é burro e injusto, além do mais foi desmoralizado ao ser descumprido. Nem Santo André nem Santos puderam jogar nos seus estádios, tenham eles os nomes que tiverem.

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