Sarney estadista acaba a primeira parte, começa o final “não tenho nenhum inimigo”

É impossível negar: foi um discurso menor do senador. Depois do relacionamento de tudo o que fez e que modestamente “limitou em 55 anos”, quando na verdade precisariam de 550 anos, (embora o país só tenha 509) passou ao que chamou “apelo para que não façam a humilhação de uma vida digna, sem qualquer acusação”.

Foi uma sucessão de nomes desconhecidos, sem nenhuma importância. E é lógico, que o plenário inteiro mostrou ao (ainda) presidente da casa, que não gostara, com um mínimo de palmas, formais, desatentas, protocolares.

Todos os senadores, contra ou a favor de Sarney, estavam decepcionados, frustrados, se consideravam enganados. E não escondiam o fato. E repetindo e comentando com palavras do próprio Sarney: “Ele disse que jamais se esconderia no silêncio, mas esse silêncio teria sido muito melhor para ele. Pois o que falou, quer dizer, NÃO FALOU, foi muito pior para ele”.

Consternamento geral, impossível esconder.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *