Se a economia fosse prioridade, Guedes não indagaria: “O que fizemos para ela crescer?”

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Charge do Iotti (Zero Hora)

Alberto Bombig, Juliana Braga e Marianna Holanda
Coluna do Estadão

Com Jair Bolsonaro prestes a completar seis meses de mandato, um aliado que tem assento garantido na mesa onde são tomadas as grandes decisões do governo entende como prodigiosa até o momento a “missão” comandada pelo “capitão”, mesmo a economia permanecendo estagnada e o desemprego em alta.

Segundo ele, na lista das prioridades do Planalto, as duas primeiras estão sendo rigorosamente cumpridas: a “descontaminação” dos gabinetes da Esplanada da “ideologia esquerdista” e o “combate às práticas corruptas” nos ministérios.

PÓS-REFORMA – Na seara econômica, se cristaliza a certeza de que o governo só produzirá efeitos quando a reforma da Previdência for aprovada pelo Congresso. Em audiência recente na Câmara, o próprio ministro Paulo Guedes deu o tom, ao rebater comentários de que a economia não responde: “Responder a quê? O que nós fizemos para ela crescer?”.

No Congresso, a despeito das trombadas na articulação política do presidente, a sensação é de que Bolsonaro foi hábil ao colocar gente na rua pressionando os parlamentares pela aprovação da reforma da Previdência.

A ordem geral no Ministério da Economia é submergir. O objetivo, claro, é evitar o risco de qualquer ruído novo ser mal interpretado, gerar rusgas com o Congresso e atrasar a apreciação da reforma.

SÃO E SALVO – Até agora, o governo avalia ter atravessado são e salvo a tempestade provocada pelas revelações de supostas conversas de Sérgio Moro (Justiça) com procuradores da Lava Jato. Mas acha que uma nova crise com a cúpula do Congresso complicaria o ambiente.

A União tem hoje 50.814 imóveis utilizados para prestação de serviços públicos, avaliados em R$ 654 bilhões no final de 2018. O valor foi obtido via requerimento de informação do deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP). O parlamentar vê nesses ativos uma alternativa para a Previdência: “Precisaríamos colocar essa extraordinária carteira no mercado de títulos imobiliários”, afirma Lucena.

DESCONFIANÇA – A alta expectativa pela análise e votação da reforma da Previdência ampliou o clima de desconfiança a reinar em Brasília. De todos os lados, atores em papéis importantes até aqui no enredo do poder temem ser descartados quando o assunto estiver encerrado.

Para fazer pesar ainda mais esse clima, o Estado mostrou que grupos de parlamentares articulam as reeleições de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no comando do Congresso. No Executivo, a trama soou como declaração de guerra.

2 thoughts on “Se a economia fosse prioridade, Guedes não indagaria: “O que fizemos para ela crescer?”

  1. Depois dos drones estilingue, Bozolado vai inventar o que pra enrolar por mais uma semana?

    Aguardem, la pra quarta feira ele anuncia a nova moeda brasileira, o “Moerda Real”.

    Tá bom de criar uma nova loteria de alcance nacional.
    Quem acertar adiantado a proxima asneira que o bozó inventar na semana leva o premio no domingo….

  2. O bom Governo TEMER/MEIRELLES que assumiu no auge da Recessão ( – 8% do PIB ) do Governo DILMA/TEMER, 12 Mai 2016, entregou o Governo ao Presid. BOLSONARO/MOURÃO em muito melhor condição em 31 Dez 2018.
    Mesmo assim as condições são ruins.

    Tamanho do ESTADO inchado: 43% do PIB, ( 36% de Carga Tributária + 7% de Deficit Fiscal Primário, o que leva em conta o Custo em Juros da Dívida Pública).
    Dívida Pública de +- 80% do PIB com perfil médio de só 5 anos, o que exige um gigantesco giro anual.
    Desemprego oficial: +- 12,5% da Força de Trabalho ou 13.400.000 Trabalhadores.

    Frente a esse diagnóstico, tanto a Escola Nacional-Desenvolvimentista Industrializadora ( da qual sou Filiado), como a Escola Neo-Liberal do atual ministro da Fazenda Dr. PAULO GUEDES concordam que o tamanho do Estado tem que ser REDUZIDO para acabar com essa bomba de sucção que aumenta a Dívida Pública que é o Deficit Fiscal.

    Aonde os caminhos divergem é no COMO fazer isso.
    REDUÇÃO DOS GASTOS PÚBLICOS

    Neo-Liberais:
    Reforma da Previdência passando de Pública ( Repartição) que tende a gerar Despesa para o Dpto do Tesouro, para Capitalização PRIVADA que nunca dá Despesa para o Tesouro.

    Nacionais-Desenvolvimentistas Industrializadores:
    Reforma da Previdência mantendo o Sistema Público de Repartição fazendo isonomia entre o Regime Geral, Regime Público e Militares, com eliminação de Aposentadoria por tempo de Contribuição, aumento de Idades Mínimas para Aposentadoria, aumento de Alíquotas, etc, até eliminar o Deficit.

    PRIVATIZAÇÕES e CONCESSÕES:

    Neo-Liberais:
    Venda para qualquer um.

    Nacionais-Desenvolvimentistas Industrializadores:
    Venda só para Empresas com Matriz no Brasil.
    Multi-Nacionais Estrangeiras não podem ter mais que 20% do PIB.

    REFORMA TRIBUTÁRIA

    Tanto a Escola Neo-Liberal como a Nacional-Desenvolvimentista Industrializadora são a favor de SIMPLIFICAÇÃO e REDUÇÃO da Carga Tributária.

    META FISCAL

    Neo-Liberais: 4,25%aa tendendo a Zero.

    Nacionais Desenvolvimentistas Industrializadores:
    6,5%aa podendo chegar a 8%aa, para ativar o crescimento Econômico.

    DESREGULAMENTAÇÃO e FLEXIBILIZAÇÃO

    Ambas as Escolas são a favor de eliminar tudo o que atrapalha a PRODUÇÃO.

    ABERTURA DO MERCADO DE IMPORTAÇÕES

    Neo-Liberais:
    A favor de abertura total.

    Nacionais-Desenvolvimentistas Industrializadores:
    A favor de PROTECIONISMO de nossa Indústria/Economia e fomentar a maior CONCORRÊNCIA aqui dentro.

    FLUXOS DE CAPITAIS:

    Neo-Liberais:
    Liberdade total de entrada e saída.

    Nacionais-Desenvolvimentistas Industrializadores:
    Liberdade total de entrada, CONTROLE DE SAÍDA.
    ………………………………………………………..
    Só depois do CONGRESSO aprovar essas Reformas Todas o Brasil vai crescer forte.
    Tem que escolher o mais certo. Para nós são as soluções da Escola Nacional-Desenvolvimentista Industrializadora.
    É por isso que o Ministro da Fazenda PAULO GUEDES disse: O que fizemos até agora para ela crescer?
    O Congresso tem que agilizar.

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