Se Bolsonaro aceitar veto de Guedes no Imposto de Renda, estará abrindo mão do poder

Resultado de imagem para bolsonaro e guedes

Afinal, quem comanda o governo federal: Guedes ou Bolsonaro?

Pedro do Coutto                     

Por enquanto é apenas uma hipótese, porém das mais sensíveis, a ponto de desestabilizar o presidente da República no Palácio do Planalto. Mas o fato de ser apenas uma hipótese não significa que ela não represente um risco político de grandes proporções.

Domingo passado, em entrevista à Rádio Bandeirantes, o presidente Bolsonaro sustentou sua posição favorável a correção monetária do Imposto de Renda das pessoas físicas à base da inflação calculada pelo IBGE no período de doze meses que antecede a entrega das declarações. Assim, em 2020 os contribuintes aplicariam o índice inflacionário calculado pelo IBGE para 2019 e abateriam o percentual do total que deveriam pagar.

SÓ EMPRESAS – Inclusive, de modo indireto, a dedução pleiteada pelo Presidente da República já existe para as empresas que são pessoas jurídicas.  Trata-se do chamado lucro inflacionário. Assim, se uma empresa, digamos obtêm um lucro líquido de 200 mil reais, ela será tributada sobre 192 mil reais porque neste caso o lucro inflacionário seria de 4%.

Entretanto, a questão envolve Jair Bolsonaro e a equipe de Paulo Guedes apresenta uma sensibilidade própria. Questão de hierarquia é a base insubstituível, por exemplo, na ação das Forças Armadas. O presidente da República está acima, é evidente, do ministro da Economia. Mas com base em matéria da Agência Reuters, edição de ontem de O Estado de São Paulo, Paulo Guedes “ficou de examinar o assunto”.

RESTRIÇÕES – Isso de um lado. De outro, fontes da equipe econômica comandada por ele apresentaram diversas restrições, a mais forte foi o panorama fiscal não ser favorável. Um de seus integrantes, segundo a agência Reuters, disse que a iniciativa (do presidente Bolsonaro) representa uma novidade total e o ambiente financeiro e fiscal não está propício.

No Congresso, ministro disse que não faria sentido corrigir a tabela do Imposto de Renda em um momento em que o governo tenta aprovar a reforma da previdência para cortar gastos. Guedes disse que a correção da tabela defasada custaria de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões, o que seria um gasto muito grande segundo ele.

TABELA DO IR – “O presidente Jair Bolsonaro que falou que atualizaria tabela de IR pela inflação, eu não disse nada. Estamos no meio de uma batalha da Previdência, não adianta me distrair com outra tabela de IR”, afirmou.

Na minha opinião, surpreendente é a reação da equipe econômica. Deveria acertar os ponteiros com o Palácio do Planalto.

3 thoughts on “Se Bolsonaro aceitar veto de Guedes no Imposto de Renda, estará abrindo mão do poder

  1. Não é compreensível que fiquem discutindo migalhas. Além disso, quem administra os índices da inflação é o próprio governo. Para bom entendedor, ponto é frase.
    Deveriam ir logo para os finalmentes, deliberando que durante dez anos o brasileiro deverá trabalhar por pão e água. Os sobreviventes locupletariam-se nos trilhões de reais arrecadados e todos viveriam felizes na eternidade. É muita hipocrisia junta!

  2. 1) Circulando nas redes sociais:

    2) “O Sutra Reis Benevolentes também diz: ‘Quando uma nação fica em desordem, são os espíritos quem primeiro mostram sinais de violência. Como os espíritos tornam-se violentos, todas as pessoas da nação ficam em desordem.'”
    — Os Escritos de Nichiren Daishonin; Tese Sobre o Estabelecimento do Ensino Correto para a Paz da Nação.

    3) O Kardecismo fala parecido: obssessores (espíritos malignos) estão dominando.

  3. Isso demonstra que no Brasil, muda-se o economista, mas nunca a faculdade em que se formou. A regra é sempre a mesma, ninguém trabalha para melhorar, mas apenas para manter o que está. O povo paga uma verdadeira fortuna a uma equipe ministerial que está lá para nos dizer o quanto teremos de perder para se manter as mordomias em cada Poder Constituído. Pior! Inventa regras para que o Congresso transforme em lei. Se o país está bem, não se mexe, pois time que está ganhando não se mexe, mas se está perdendo, não se pode perder receita. Nos países onde o povo aprendeu a pensar, a base dos tributos é o ganho direto, no Brasil a base são os tributos indiretos, aquele onde todos pagam a mesma percentagem, seja miserável ou banqueiro. Isso incide diretamente na base produtiva do país barrando seu crescimento e a dispersão de renda. Tudo fica mais caro, pois quem produz precisa incutir essa tributação em seus produtos e serviços, encarecendo em cascata, tudo que se precisa para produzir, transportar e vender o que se produz no Brasil. Qualquer dito economista, mal formado, sabe disso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *