Se demitir 8 mil empregados. Correios vai onerar a Previdência e o Postalis

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Marlla Sabino
Correio Braziliense

Os Correios, que registraram prejuízos de mais de R$ 4 bilhões nos dois últimos anos, receberam sinalização do Ministério do Planejamento para cortar até 8 mil funcionários por meio de um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que será divulgado nos próximos dias, provavelmente até 16 de janeiro.

A autorização, segundo técnicos do Planejamento, só depende de um estudo mostrando o impacto dos desligamentos no caixa do Postalis, o fundo de pensão dos carteiros.

Pelos cálculos da empresa, 14 mil empregados estariam hoje aptos a se aposentarem. Eles têm mais de 55 anos e tempo suficiente de trabalho. Mas os Correios não acreditam que todos vão aderir. No total, a estatal tem hoje 117 mil funcionários.

A perspectiva é de que os Correios ofereçam, como incentivo à aposentadoria, remuneração por oito anos. O valor corresponderá a 35% da média salarial dos últimos cinco anos e do tempo de serviço. A expectativa em relação ao PDI é grande, uma vez que a empresa enfrenta sérias dificuldades de caixa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mais uma idéia de jerico, como se dizia antigamente. Em tradução simultânea, isso significa que os Correios vão onerar ainda mais a Previdência Social e o fundo de pensão Postalis, que estão em péssima situação. Quanto a cortar custos, eliminar mordomias e despesas supérfluas, nenhuma palavra. (C.N.)

15 thoughts on “Se demitir 8 mil empregados. Correios vai onerar a Previdência e o Postalis

  1. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mais uma idéia de jerico, como se dizia antigamente. Em tradução simultânea, isso significa que os Correios vão onerar ainda mais a Previdência Social e o fundo de pensão Postalis, que estão em péssima situação. Quanto a cortar custos, eliminar mordomias e despesas supérfluas, nenhuma palavra. (C.N.)…A ideia não é minha; jerico patenteado…

    • Os políticos repetiram o pecado da dilma, que se utilizou do fgts que pertence ao cpf, depositado na caixa econômica, e agora querem querem punir os funcionários. Ora teremos que paga duas vezes, vão multiplicar por dois o pagto do postalis, para continuarem assaltando os nossos bolsos? Vamos colocar o postalis na justiça.

  2. “GESTORA DE PRESÍDIO FINANCIOU RÉU POR NARCOTRÁFICO (O Antagonista)

    Brasil 05.01.17 19:37
    O Antagonista descobriu que o grupo Umanizzare e seus sócios injetaram cerca de R$ 800 mil na campanha de reeleição de Carlos Souza, ex-deputado federal (PSD) que é réu por tráfico de drogas.

    O montante foi doado pelas empresas Auxílio Agenciamento e da LCJ Participações, e pelos sócios Lelio Vieira Carneiro e seus filhos Frederico Carneiro e Lelio Carneiro Jr, além de Regina Celi – os dois últimos donos da Umanizzare.

    A investigação contra Souza começou em 2009, quando era vice do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes. Ele chegou a ser preso e liberado 8 dias depois. O caso subiu para o STF em 2010, mas voltou para a Justiça do Amazonas em 2015 – Souza não conseguiu ser reeleito em 2014.

    Hoje preside a Junta Comercial do Amazonas com a bênção de José Melo, também financiado pelo grupo Umanizzare.”

  3. Vão aumentar o diesel novamente, esse aumento não ” inflaciona nada ” tudo é carregado por um jeguinho chamado Mesóclise.

    A Petrobras anuncia nesta quinta-feira (5) que reajustará o preço do diesel nas refinarias em 6,1%. Já o preço da gasolina será mantido.

  4. Burrice nada. ! Querem obrigar a população entrar no conto do vigário chamado previdência privada. Só um asno entra em previdência privada, é muito mais vantajoso aplicar o que se iria pagar em ouro físico, que é teu , não abre falência e nem pode ser confiscado !

  5. Mais um crime que o governo Michel Temer vai cometer se passar a reforma da previdência, veja entrevista do senador Paulo Paim:
    Senador Paulo Paim

    Todos os governos que foram eleitos após a redemocratização tentaram reformar a Previdência Social com a alegação de que ela é deficitária e a qualquer momento pode explodir. O atual, tendo à frente, Michel Temer, vem agora como uma avalanche a atacar os direitos dos aposentados e dos trabalhadores. A proposta de emenda à Constituição (PEC 387/2016) tramita na Câmara dos Deputados e já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça.

    Há dois objetivos nesta reforma. Primeiro é o da retirada de direitos dos trabalhadores, enrijecendo as regras para a concessão de aposentadorias, aumentando a idade mínima para 65 anos, desvinculando a correção dos benefícios previdenciários do salário-mínimo e do crescimento do PIB. A reforma vai prejudicar a todos os aposentados, os trabalhadores da ativa e aqueles que se preparam para entrar no mercado de trabalho. O segundo objetivo é para beneficiar o sistema financeiro e os bancos. A estratégia é desmoralizar a previdência pública brasileira para fortalecer a previdência privada.

    Outros pontos a serem observados: fim da aposentadoria por tempo de contribuição. Unificação com aposentadoria por idade com carência de 25 anos; fim da aposentadoria especial por atividade de risco para policiais; limitação da redução da idade e contribuição para aposentadoria especial a 5 anos; proibição de acumulação de pensões e aposentadorias; fim do regime de contribuição do trabalhador rural com base na produção comercializada; entre outros. Já os militares das Forças Armadas e das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros não foram incluídos nesta reforma.

    Agora, você deve estar se perguntando. Sim, mas o que tudo isso vai influenciar na minha vida? Um homem ou uma mulher que começar a trabalhar com 16 anos, por exemplo, para se aposentar com 65 anos, como quer o governo, terá que contribuir praticamente por 50 anos. Quem começar a trabalhar com 20 anos vai ultrapassar os 70 anos para poder se aposentar, e assim por diante. Com todo respeito, mas isto é quase na hora da morte. Já trabalhador rural começa a trabalhar muito antes dos 16 anos de idade, segundo o IBGE. E nós sabemos que é um trabalho muito mais penoso. Portanto, o que está em jogo é a garantia de uma vida com dignidade.

    Observem também o horizonte dessa reforma. Hoje, são pagos 32,7 milhões de benefícios, incluindo 9,7 milhões de aposentadorias por idade, 7,4 milhões de pensões por morte, 5,4 milhões de aposentadorias por tempo de contribuição e 3,2 milhões por invalidez, entre outros. O peso desses números é enorme, com impacto social e econômico.

    A reforma vai atingir os municípios. Hoje, dos 5.566 municípios, em 3.875 (70%) o valor dos repasses aos aposentados e demais beneficiários da Previdência supera o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mais ainda, em 4.589, ou 82% do total, os pagamentos aos beneficiários do INSS superam a arrecadação municipal. É com o pagamento aos aposentados que a economia e o comércio dessas cidades giram.

    Importante destacar que existe uma relação de causa e efeito entre a PEC 55 do teto, já sancionada, e a reforma da Previdência. É através dessa reforma que o governo tapará o buraco criado com a lei do teto. Em tempo: a PEC 55 limitou os investimentos públicos, por 20 anos, em saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outros. Ou seja, ela comprometeu os direitos sociais da Constituição.

    A Previdência integra o sistema de proteção criado na Constituição de 88, chamado de Seguridade Social, que inclui o tripé Previdência, Saúde e Assistência Social. A Previdência tem caráter contributivo e filiação obrigatória, a Saúde é um direito de todos e Assistência Social, destinada a quem dela precisar.

    Esse sistema tem recursos próprios, conta com diversas fontes de financiamento, como contribuições sobre a folha de pagamento, sobre o lucro e faturamento das empresas, a contribuição de empregado e empregador, sobre importações e mesmo parte dos concursos de prognósticos promovidos pelas loterias da Caixa Econômica. Se há anos eles dizem que há déficit, há anos os números mostram justamente o contrário.

    A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil divulga anualmente a publicação Análise da Seguridade Social e os superávits são sucessivos, a saber: saldo positivo de R$ 59,9 bilhões em 2006; R$ 72,6 bilhões, em 2007; R$ 64,3 bi, em 2008; R$ 32,7 bi, em 2009; R$ 53,8 bi, em 2010; R$ 75,7 bi, em 2011; R$ 82,7 bi, em 2012; R$ 76,2 bi, em 2013; R$ 53,9 bi, em 2014.

    Em 2015 não foi diferente. O investimento nos programas da Seguridade Social, que incluem as aposentadorias urbanas e rurais, benefícios sociais e despesas do Ministério da Saúde, entre outros, foi de R$ 631,1 bilhões, enquanto as receitas da Seguridade foram de R$ 707,1 bi. O resultado, mais uma vez positivo, foi de R$ 24 bilhões – nada de déficit!

    E para agravar ainda mais o cenário, o Congresso promulgou uma proposta de Emenda à Constituição prorrogando a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até o ano de 2023, e ampliando de 20% para 30% o percentual que o governo pode retirar dos recursos sociais. Isso significa a saída de R$ 120 bilhões por ano do caixa da Seguridade.

    Todos esses números aqui expostos mostram que a Previdência Social garante cidadania e movimenta a economia. O atual governo não pode mais encobrir os problemas do país, como assim fizeram os anteriores, e colocar a conta nas costas do trabalhador.

    Em vez de buscar soluções para o crescimento econômico, como uma efetiva e verdadeira reforma tributária, a revisão do pacto federativo, o estabelecimento de taxas de juros que estimulem o mercado sem empobrecer a população, a valorização do salário mínimo, a cobrança de sonegação de impostos, que hoje ultrapassa a casa de 1 trilhão de reais, o governo do presidente Temer, infelizmente, ataca o seguro social dos brasileiros.

    Não precisamos reformar a previdência. Os trabalhadores e o povo brasileiro não merecem pagar o pato pelo descaso dos governantes. A incompetência, a disputa do poder pelo poder, a ganância da corrupção, a falta de vergonha na cara de quem governa, independentemente de partido político, a apropriação do Estado por grupos como fosse um bem privado, leva, sem dúvida alguma, qualquer país do mundo ao fundo do poço.

    Faz-se necessário uma grande mobilização com a realização de congressos estaduais, objetivando a criação de uma frente ampla nacional e a coleta de assinaturas para a apresentação de uma emenda popular contra esta reforma.

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