Se mantiver Weintraub no cargo, Bolsonaro estará assinando sua renúncia ao poder

Weintraub erra novamente português em tuíte e ironiza | Congresso ...

Abraham Weintraub não pode sair porque é o homem que sabia demais

Pedro do Coutto

Na minha opinião, se mantiver Weintraub à frente do Ministério da Deseducação, o presidente Jair Bolsonaro estará assinando sua renúncia ao poder. Nesta altura os leitores já perceberam que estou me referindo ao poder e não ao governo, pois tenho dúvida se mesmo com o poder torpedeado ele permanecerá ou não no governo.

A reportagem de Sérgio Roxo, Fernanda Alves e Guilherme Caetano, O Globo de hoje, focaliza muito bem o assunto. E assinala que a ala ideológica do Palácio do Planalto está absurdamente pressionando o presidente da República no esforço de manter no cargo um homem absolutamente incapaz de exercê-lo.

GABINETE DO ÓDIO – Além disso, a ala ideológica, formada por extremistas e atores de transações sombrias empenha-se em favor de Weintraub ignorando seu comportamento repetidas vezes, sobretudo atacando os ministros e propondo o fechamento do STF.

Como se isso não bastasse, ele também integra o elenco de pessoas investigadas pela circulação de fake news nas redes sociais. O inquérito que investiga as fake news encontra-se no caminho de identificar os patrocinadores dessa equívoca publicidade. No fundo uma publicidade que se volta contra o próprio presidente Bolsonaro, iludindo-o que tal movimento tem como objetivo mantê-lo no poder.

Ledo engano. O extremismo pode mantê-lo no governo, mas nunca mantê-lo no poder republicano. Pelo contrário. O presidente da República passará à condição de mero instrumento flexível ao ponto de assinar decretos mas sem poder de vetá-los ou analisá-los.

PRIVATIZAÇÃO ASURDA – O repórter Manoel Ventura, O Globo, publica na edição de hoje reportagem destacando que na última reunião do Conselho do Programa de Parcerias Para Investimentos, semana passada, o ministro Paulo Guedes, como digo sempre, o homem fatal de Nelson Rodrigues, revelou seu projeto de privatizar a Eletrobrás, os Correios, o Porto de Santos e a Pré-Sal Petróleo, transformando-a em S/A.

Quer também abrir o capital da Caixa Econômica. Relativamente a Eletrobrás, cuja privatização tem de passar pela aprovação do Congresso, já que é empresa de economia mista, há tempos o tema foi colocado e Paulo Guedes acentuou o preço básico da operação: 16 bilhões de reais.

UMA DOAÇÃO PRIVADA – Um absurdo total, refletindo uma doação privada e não uma privatização para efeito de ampliar a produção de energia elétrica no país. Para se ter noção clara do valor arbitrado, basta dizer que a Eletrobrás, que possui ações na Bovespa é formada pelas seguintes empresas: Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte. Cada uma delas possuindo um elevado patrimônio público, configurando seus ativos fixos e sua capacidade de produção de energia.

Furnas, por exemplo, é responsável pela produção de 20% do consumo nacional. Além disso transmite a energia gerada por Itaipú em um montante de outros 20% do sistema elétrico brasileiro.

Recentemente, a direção da empresa demitiu 1094 contratados, nesse total incluindo até pessoas com deficiência física, portanto deveriam estar garantido pela legislação trabalhista. A direção da empresa não levou em conta. Na minha impressão porque no fundo, desejava reduzir o que se compreende como passivo trabalhista. Ou seja, facilitar as condições básicas para quem assumisse seu controle. Furnas é a segunda maior estatal brasileira, só perdendo para a Petrobrás.

VENDA FACILITADA – Uma beleza para os compradores. Uma vez que desembolsariam um volume de recursos infinitamente menor do que os ativos das empresas que formam a holding Eletrobrás e, ainda por cima, encontrariam um quadro de funcionários mínimo na sua essência. Tão mínimo quanto o preço proposto para a nebulosa transação. Se Furnas sozinha é a segunda maior estatal do país, fácil imaginar o patrimônio da Chesf, Eletrosul e Eletronorte.

Todas essas empresas compõem a holding chamada Eletrobrás. A diferença entre o valor e o preço determinaria o lucro da privatização para os compradores.

 

 

7 thoughts on “Se mantiver Weintraub no cargo, Bolsonaro estará assinando sua renúncia ao poder

  1. EXISTE ALGO DE MUITO MISTERIOSO NO CASO WEINTRAUB. ALGUMA COISA ELE SABE QUE AMEDRONTA O BOÇALNATO. CASO CONTRÁRIO, COMO JUSTIFICAR NA PASTA DA EDUCAÇÃO A PRESENÇA DE UM SER TÃO IDIOTA, TÃO IMBECIL, TÃO CHEIO DE ÓDIO ?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *