“Se mudar o presidente, resolve?”, questiona Bolsonaro ao reclamar por ser alvo de críticas

Charge do Amarildo (amarildocharge.wordpress.com)

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro se mostrou chateado, nesta segunda-feira, dia 30, com as críticas que vem recebendo sobre o posicionamento de reabrir comércios e voltar à normalidade.

“Parece que o problema é o presidente. É que o presidente tem responsabilidade, tem que decidir. Não é apenas a questão de vidas. É a questão da economia também. É a questão do emprego. Se o emprego continuar a ser destruído da forma como está sendo, mortes virão, outras por outros motivos. Depressão, suicídio, questões psiquiátricas. Um pai que chega em casa ou que está em casa e o filho pede um prato de comida e ele não tem, ele que tem vergonha na cara, ele começa a se sentir responsável pelo que está acontecendo e vai à luta”, afirmou..

“ALVO” – Bolsonaro disse ainda que virou alvo em meio à pandemia. “Essa responsabilidade que não temos ainda perante ou por parte de entidades e pessoas importantes do Brasil. Atiram numa pessoa só. O alvo sou eu. Se o Bolsonaro sair e entrar o Haddad, um outro qualquer, está resolvido o problema? Essa realidade tem que ser mudada. O pânico é uma doença e está levando o pessoal ao estresse”, alegou.

Nesse domingo, dia 29, mesmo em meio a uma pandemia e enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde defendem a permanência em confinamento contra o coronavírus, Bolsonaro visitou o comércio pelo Distrito Federal, cumprimentou apoiadores, juntou pequenas aglomerações de pessoas durante o passeio e defendeu novamente a reabertura do comércio.

BLOQUEADO – O Twitter bloqueou temporariamente a conta de Bolsonaro. Segundo a empresa, dois tuítes do presidente, que mostravam imagens do passeio, foram excluídos por violar as políticas do site.

Nas últimas semanas, o Twitter vem retirando do ar mensagens com notícias falsas sobre a pandemia de coronavírus e removendo publicações que incentivam ações que podem potencializar a infecção, como sair às ruas.Ainda no domingo, Bolsonaro disse que estava com vontade de assinar um decreto para liberar a volta de todas as atividades.

A TEMIDA ESQUERDA – Questionado hoje sobre o assunto, se iria assinar a medida, Bolsonaro disse: “Eu falei que estava pensando nele”. O presidente afirmou ainda que, caso o Brasil continue com medidas de restrição adotadas por governadores, se abaterá uma ‘desgraça’ no país e que a esquerda poderá se ‘aproveitar’ do caos para ‘tomar o poder’.

“Eu tenho o meu salário, não está em discussão isso daí. Abri mão de tudo que eu tinha, desde quando assumi o governo em janeiro do ano passado. Está em jogo a minha posição social também a minha posição pessoal, mas se o Brasil continuar a ter seus empregos destruídos, vocês vão ver a desgraça que vai se abater sobre o país. E repetindo, o caos, a fome e a miséria não recebem conselho de ninguém. A desgraça estará implantada no Brasil e os oportunistas de sempre, basta ver o que aconteceu na Venezuela, em outros países no passado, poderão chegar ao poder e nunca mais sair”, concluiu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBolsonaro quando não apela para o radicalismo, a ameaça ou a desinformação, opta pelo vitimismo. É evidente que as críticas, no momento, se voltam ao fato de o presidente insistir em quebrar protocolos e incitar a população a sair do isolamento social sem garantia alguma. Sem nenhum argumento. Muitos aplaudem, mas quem sai das telas dos seus aparelhos, megafones virtuais ou carros com vidros fechados e aposta que é seguro voltar à normalidade por enquanto? (Marcelo Copelli)

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23 thoughts on ““Se mudar o presidente, resolve?”, questiona Bolsonaro ao reclamar por ser alvo de críticas

      • Com a saída do Collor, melhorou muito com a entrada do Itamar Franco, que depois da ditadura é considerado melhor presidente.
        Com a saída da Dilma e a entrada do Temer, que com todo envolvimento dele em corrupção, no auge da crise, consegui melhorar muito: o PIB saiu de -3,3 e alcançou +1,3, recuperou a Petrobrás e acabou com imposto obrigatório dos sindicatos.
        Com a entrada Bolsonaro, o PIB caiu em 2019 para +1,1

      • Mas se não houver troca não há esperança de melhora. Quem sabe haja alguém um pouquinho melhor. Que tal o Moro, o Mourão, o Heleno, o Mandetta (e até o capeta). Não é preciso ser mandão – basta querer fazer, ser razoável e não se portar como gente.

  1. A petralhada, a esquerda, seus simpatizantes e os arautos do Apocalipse, esquecem convenientemente, dos estádios, da olimpíada, da corrupção e roubalheira generalizada dos governos anteriores, não precisamos de hospitais, circo para o povo e grana no bolso!

  2. Interesses, vaidades, egoísmo e ambições, pessoais, afetação, hipocrisia e cinismo, eis os caminhos errados que o Brasil tem seguido sistematicamente, até dar no que deu. E, ” SE MUDAR O PRESIDENTE, RESOLVE ? “, pergunta Bolsonaro, praticamente pedindo para que o tirem do cargo, deixando claro que já se deu por satisfeito e realizado face ao seu sonho de infância de ser presidente do Brasil, acalentado lá em Eldorado-Xiririca, SP, quiçá na famigerada “Caverna do Diabo”, desde a mais tenra idade, restando implícita a recomendação para que todos tomem muito cuidado com os seus sonhos porque eles podem virar realidades, felizes ou infelizes, na própria vida ou na vida dos outros, sonho esse, do Bolsonaro, que, no caso, está parecendo muitíssimo pior e mais grave do que o clássico sonho burguês intitulado “Ouro de Tolo”, cantado pelo saudoso Raul Seixas. Portanto, a pergunta do Bolsonaro é boa, porque leva a muitos outros questionamentos, MAS não é a pergunta com P maiúsculo que continua no ar desde Junho de 2013 e que não quer se calar, e que é seguinte: O que fazer com o Brasil, doravante, de modo a torná-lo melhor para todos, pobres, ricos e remediados, direita, esquerda e centro, oposição e situação ? Pergunta essa, aliás, “data venia”, verdade seja dita, justiça seja feita, Respondida a contento apenas pela desprendida RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, face à complexa e gigantesca problemática e demanda do Brasil e a sua dívida abissal para com o povo brasileiro, agora agravada pelo famigerado coronavírus. E daí vem o Bolsonaro, copia e cola, e repete o velho mantra bradando: “casa em que falta pão todos brigam e ninguém tem razão”, ao qual há que se retrucar dizendo-lhe que em casa em que falta liderança com imaginação, e sobretudo com solução, todo mundo bate cabeças e o que resta é apenas confusão, enganação, charlatão, perda de tempo, decepção, desilusão, frustração…

  3. Se o Bolsonaro sair, entra o general Mourão.
    Para saber se resolve ou não, bastar ver as entrevista do Mourão, que com educação discorre sobre qualquer assunto demonstrando conhecimento político e humano, deferentemente do Bolsonaro.
    Basta ver a postura e a compostura de um e de outro.
    Diz o ditado: antes que o mal cresça, corte a cabeça

  4. Melhora bastante. Em todos os sentidos. Collor, ainda hoje, é o ex-presidente mais qualificado, firme e determinado. Falem o que quiserem. Ruminem sem cessar. Não importa. Collor permanece atuante homem público. Conhece profundamente os problemas nacionais. Deixou leis importantes, que ainda hoje servem aos brasileiros. Tirou o brasil das amarras do atraso. Errou, era jovem e idealista. Se cercou de alguns maus brasileiros. Não criou-sustentou base parlamentar.

  5. Sem a menor dúvida Mourão é muito mais qualificado, quer intelectualmente quanto culturalmente que Bolsonaro. E como militar, ao contrário dos nossos presidentes de 1988 para cá, justa excessão a Itamar Franco, é um brasileiro que pensa no Brasil e não como a imensa maioria de nossos políticos que só pensam em seus bolsos e de seus satélites.

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