Se o governo não atrapalhar, a economia sempre dá um jeito de se recuperar

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Charge do Lute (lutecartunista.com.br)

Willy Sandoval

A economia real de um país como o Brasil é como um organismo vivo que se transforma e se recria. Seria até mais adequado compará-la com a hidra de várias cabeças. Se cortam algumas, logo renascem outras. Assim, o comércio começa a se recuperar pela venda de artigos baratos e populares, lógico com alto nível de sonegação, pois está nas mãos de marreteiros e pequenos varejistas. Tente comprar, por exemplo, um galão de tinta e veja a diferença de preços se pagar a vista e em “cash” (dinheiro vivo), e se decide pagar a vista mas no cartão de débito. O mesmo vale para serviços em geral e mesmo para alguns ramos da indústria.

Na verdade a salvação para o Brasil reside exatamente aí, nos pequenos negócios no giro de dinheiro e de circulação de mercadorias e serviços. O Estado, de modo geral, só sufoca e atrapalha a economia real.

O CASO DA JBS – Quando o Estado decide intervir, geralmente só faz besteira, haja vista a estapafúrdia decisão de patrocinar o campeão de um setor com tecnologia do inicio do século XX, que cresceu demais, se tornou o maior frigorífico do mundo e agora o Grande Império JBS está ruindo e fatalmente vai voltar às mãos dos estrangeiros.

Ao passo que pequenos setores, alguns deles com alto nível de conhecimento, vão indo de vento em popa. Hoje mesmo assisti no Globo Rural a ascensão de um setor que a princípio parece um “negocinho”, mas que envolve um razoável nível de especialização e também de tecnologia: a criação de peixes ornamentais. Criadores da zona da mata mineira se especializaram e estão prosperando muito bem.

OUTROS EXEMPLOS – Assim como esse exemplo, existem dezenas de outros como piscicultura, apicultura, criadores de frutas e legumes em estufa, criação de cogumelos, minhocas etc.. E em atividades urbanas, temos desenvolvedores de softwares, reciclagem de detritos e inúmeras outras atividades no setor de serviços.

Estão aí iniciativas que devem e podem ser incentivadas com dinheiro do BNDES, ao invés de ficar jogando dinheiro fora ao apoiar “falsos campeões”.

2 thoughts on “Se o governo não atrapalhar, a economia sempre dá um jeito de se recuperar

  1. Prezados…

    “Assim como esse exemplo, existem dezenas de outros como piscicultura, apicultura, criadores de frutas e legumes em estufa, criação de cogumelos, minhocas etc…”

    -Qualquer um que queira produzir alguma coisa no Brasil terá que cair na malha ambientalista e enfrentar enormes entraves e taxas ambientais para não ser considerado um bandido e ser preso. Vejam este exemplo:

    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/policia-militar-ambiental-flagra-captacao-de-agua-irregular-em-corrego-do-df-veja-video.ghtml

    Um cidadão brasiliense ousou usar a água de um CÓRREGO FEDORENTO, ASSOREADO, POLUÍDO E CHEIO DE LIXO E ESGOTO que passava na sua chácara (e que deságua em um lago fedorento, poluído e cheio de esgoto) para criar peixes e produzir algum alimento e renda para si e para a família e vizinhos. A água entrava de um lado do criatório, saía do outro e retornava para o maldito córrego, onde continuava a ser fedorenta, poluída e cheia de esgoto e de lixo.
    -Só isso.
    -Não pioraria, nem melhoraria a estagnação e o assoreamento do esgoto a céu aberto!!!
    Por conta da sua INICIATIVA em produzir ALGUMA COISA neste país, onde todos os brasileiros estão condenados ao atraso e a pagar impostos infinitos, foi multado e agraciado com o nome de criminoso.
    Só não foi preso em flagrante porque não estava em casa; se estivesse, teria que arranjar dinheiro (provavelmente emprestado) para rasgar com advogado como se fosse um milionário da SAMARCO…

    -Agora, se ele fosse um VAGABUNDO, um criminoso, ele teria direito a uma cesta básica e/ou à bolsa qualquer coisa.
    -Um país que pune quem quem quer trabalhar e produzir e premia quem quer ser vagabundo e infrator das leis tem futuro?
    -Com certeza, algo precisa ser feito.

    Abraços.

  2. A meu ver, muito bom o texto do Sandoval, embora o resultado do empreendedorismo, na maior parte das vezes, redunda em situações assemelhadas como a exemplificada por Francisco Vieira- Brasília.

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