‘Se surgir necessidade’, será apurado, diz Moro sobre denúncia contra ministro

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Sérgio Moro mantém sua posição independente como ministro

Camila Mattoso e Ricardo Della Coletta
Folha

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que a revelação envolvendo o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PSL) divulgada nesta segunda-feira (dia 4) pela Folha será apurada “se surgir a necessidade”.

“Particularmente não sei se esta matéria é totalmente consistente. Se surgir a necessidade de apuração, será apurado”, declarou Moro, numa entrevista com jornalistas na qual apresentou um pacote anticrime que será enviado em breve ao Congresso Nacional.

Nesta segunda, a Folha revelou que Álvaro Antônio utilizou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao seu gabinete.

REPASSE – Durante a campanha eleitoral, o ministro era o presidente do diretório regional do PSL. A direção nacional do partido, após pedido do PSL mineiro, destinou R$ 279 mil a quatro candidatas, sendo que elas repassaram ao menos R$ 85 mil para a conta de empresas ligadas a Álvaro Antônio.

Questionado sobre o caso nesta segunda, Moro disse, num primeiro momento, que “é coisa do passado” “o tempo em que o ministro da Justiça atuava como advogado de membros do governo federal.”

“Não cabe ao ministro da Justiça fazer esse papel de defesa de situações apontadas em relação a membros do governo”, disse.

CABE AO MINISTRO – Apesar da declaração, Moro fez apenas um breve comentário sobre o caso envolvendo seu colega de Esplanada.  “Cabe ao ministro da Justiça assegurar que, havendo informações consistentes, que isso seja devidamente apurado pelos órgãos de investigação competentes”, disse.

“Quando fui convidado a assumir essa posição, o presidente [Jair Bolsonaro] disse muito claramente que ele é intolerante em relação a desvios e que os órgãos deveriam ter plena autonomia em realizar essa apuração. É o que vai acontecer em relação a todos os casos que aparecerem”, concluiu o ministro.

Procurado pela Folha, Álvaro Antônio negou que tenha se beneficiado de um esquema envolvendo laranjas e disse que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Folha está forçando uma barra. O assunto deve ser apurado pela Justiça Eleitoral, se houver indícios consistentes, como diz o ministro Moro. Quanto a candidaturas com poucos votos, é o que mais existem, sem falar em servidores que se candidatam para tirar três meses de férias, outro fato muito comum. (C.N.)  

6 thoughts on “‘Se surgir necessidade’, será apurado, diz Moro sobre denúncia contra ministro

  1. Como o caso do Flavio, taí algo que também precisa ser apurado…

    OAS DELATA IRMÃO DE TOFFOLI
    O Antagonista

    Léo Pinheiro, presidente da OAS, disse em delação premiada que pagou propina e repassou dinheiro em caixa dois para o irmão de Dias Toffoli, que foi prefeito de Marília, pelo PT.

    O depoimento, obtido pela Folha de S. Paulo, revela que “o empreiteiro conheceu Ticiano Toffoli em 2001, num jantar, em Brasília, junto com o então presidente do DAEM (Departamento de Água e Esgoto de Marília), Antonio Carlos Guilherme de Souza Vieira, conhecido como Sojinha (…).

    ‘Foi solicitada vantagem indevida no valor de R$ 1 milhão com a finalidade de comprar a renúncia do então prefeito do município de Marília, Mário Bulgareli (PDT)’, disse Léo Pinheiro em sua delação (…).

    Segundo a delação, após a substituição no comando do município realizou-se uma licitação direcionada para que a empreiteira baiana vencesse a disputa pela obra (…)

    Ticiano Dias Toffoli concorreu à reeleição e novamente a OAS teve que desembolsar uma quantia para ajudá-lo, segundo a delação.

    ‘Desse modo, com a finalidade de manter a gestão de Ticiano e, com isso, a possibilidade de execução da obra vendida, determinei a realização de doação da quantia de R$ 1,5 milhão em espécie, via caixa dois’, disse Pinheiro aos procuradores.

    Segundo ele, embora Ticiano não tenha sido eleito, Sojinha procurou representantes da empresa após a eleição para solicitar a importância de R$ 1 milhão para custear as dívidas de campanha.”

  2. MP pede cassação de Alcolumbre TSE vai analisar o caso
    Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
    2.fev.2019 – O atual presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP)
    Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

    Rafael Moraes Moura e Breno Pires
    Em Brasília
    05/02/2019 11h53
    O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, solicitou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por supostas irregularidades na prestação de contas da sua campanha de 2014, quando foi eleito para a Casa que passou a presidir agora. A manifestação de Jacques foi encaminhada em abril do ano passado ao TSE.

    O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá rejeitou cassar os mandatos, alegando que algumas irregularidades não teriam ocorrido, outras não teriam contado com a participação do atual senador e outras não seriam relevantes juridicamente a ponto de levar à cassação do diploma.

    https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/02/05/mp-eleitoral-ja-defendeu-cassacao-de-alcolumbre-tse-vai-analisar-caso.htm

  3. Marcelo Alvaro Antônio , que na realidade se chama (Marcelo Henrique Teixeira Dias) possui 20 processos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais dos quais um é por crime contra a economia popular.
    Marcelo Henrique Teixeira Dias , vulgo
    Marcelo Alvaro Antônio é acusado de vender lotes que não lhes pertenciam e que também não estavam aprovados pela prefeitura . Marcelo e o irmão vendiam lotes em uma área que pertence à
    Rede Ferroviária Federal.
    É acusado também de não pagar dividas de campanha.
    Mais um farsante em um governo repleto de Farsas.

    E ai Sergio Moro , precisa de mais ?

  4. Forçando a barra???
    Desde quando “esquema de candidaturas laranjas para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao gabinete” é ilícito eleitoral puramente?
    É crime mesmo, da lei penal.
    Agora vão relativizar crimes?

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