Se você acredita que Guedes cortará os privilégios da nomenklatura, vai se decepcionar

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Charge do Davilson (Arquivo Google)

Carlos Newton

Depois de um ano do governo Bolsonaro, começam a surgir frustrações, porque boa parte da opinião pública já percebeu que sonhar não é proibido nem paga imposto, mas o problema é a dificuldade existente para concretizar os sonhos. Na verdade, o Brasil chegou a tal ponto de descalabro e desorganização administrativa que está muito difícil desatar os nós.

Já houve iniciativas concretas para reduzir o tamanho do Estado, conter os gastos públicos e alcançar o superávit primário, que é indispensável para o país se livrar da asfixia causada pela dívida pública.

REDUÇÃO DO CONGRESSO – Uma das tentativas mais interessantes foi a proposta de emenda constitucional apresentada em 2015 pelo senador Jorge Viana (PT-AC), a a PEC 106/2015, que visava diminuir em 25% o número de representantes na Câmara dos Deputados e em um terço os do Senado. Com isso, o número de deputados federais passaria de 513 para 386 e o de senadores, de 81 para 54.

A proposta recebeu apoio entusiástico do relator Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Foi submetido a consulta pública, tendo recebido 1.859.115 mensagens de apoio, que significaram aprovação de 99,3% dos manifestantes, com apenas 10.699 manifestações contrárias, ou seja, rejeitado por apenas 0,7%.

Com o final da legislatura, a proposta foi arquivada, junto com boa parte dos quase 400 projetos de alterações em órgãos públicos, licitações e contratos, organização político-administrativa do Estado e servidores públicos.

REFORMA ADMINISTRATIVA – O Congresso voltou a funcionar nesta segunda-feira e aguarda a reforma administrativa que está sendo preparada pela equipe econômica, simultaneamente à reforma tributária.

Espera-se que, ao invés de focar apenas na venda de estatais, a proposta de Paulo Guedes realmente reduza o tamanho do Estado nos setores em que há excessos de gastos públicos, inclusive eliminando os privilégios da nomenclatura, nos Três Poderes.

Afinal, sonhar não é proibido, repita-se, indefinidamente. Se Guedes não fizer isso agora, obrigará Bolsonaro a fazer um governo fake, apenas cosmético, sem resolver os grandes desafios nacionais.

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P.S. –
É bobagem ficar empurrando os problemas com a barriga, como os governos anteriores fizeram, à exceção de Itamar Franco, claro. Se esta gestão não cortar na carne os privilégios da nomenclatura, o próximo presidente terá de fazê-lo. Podem apostar. (C.N.)

10 thoughts on “Se você acredita que Guedes cortará os privilégios da nomenklatura, vai se decepcionar

  1. O negócio dele$, os operadores do sistema podre, é morrerem de velhos mamando nas tetas públicas e nos esquemas à moda quanto mai$, melhor (a exemplo das raposas mais felpudas ), e após a morte legá-las aos filhos, netos, bisnetos… Vide, p. ex., vosso líder mor da ora do sistema podre, Bolsonaro, que há mais de 30 anos se instalou no erário, às pencas, onde fez carreira política até chegar à presidência, agora armado até os dentes, que, além de tudo, encontra-se acumulando três fontes públicas oficiais de rendimentos: capitão, deputado federal, presidente, isso sem falar do famigerado cartão corporativo, mais uma indecência criada pelo FHC, sendo esse o único sonho e ideal político dos me$mo$, establishment esse que só se sentiu de fato ameaçado uma única vez em 130 anos, que foi pelos indignados de Junho de 2013 ( que representam no mínimo cerca de 70% da população do Brasil), que saíram às ruas aos gritos de ” sem partidos, sem golpes, sem violência, vocês não nos representam”, que equivale a gritar, basta, chega dos me$mo$, fora todo$, democracia direta já, com meritocracia, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, há mais de 20 anos, porque se libertar e evoluir é preciso, sendo esta, aliás, a única fórmula capaz de libertar a Política, o Brasil e a População das garras dos me$mo$ que conduziram o Brasil e este estado de coisa$ e “coiso$” que aí está, com prazo de validade vencido há muito tempo, à espera da reedição de Junho de 2013, para por fim à agonia que a depender da vontade política do sistema podre, o velho que já morreu, não terá fim. “A rapadura é doce mas não é mole “, mas é um doce que agora precisa ser tirado da boca da “gurizada fandangueira”, de um jeito ou de outro, custe o que custar, pelo amor ou pela dor, e como o amor (a rendição dele$ em prol da redenção da nação) não parece ser a praia dele$, que parecem sádicos, então terá que ser pela dor, infelizmente, ao que parece. E o pior de tudo é que não há mais como continuar empurrando com a barriga e nem como adiar a fase do explode coração.

  2. Não, não é a maquina pública brasileira e nem o governo Bolsonaro trabalhando. Aliás, a nossa sorte é que Deus parece ser mesmo brasileiro, e despachou o Coronavírus lá para as bandas da China que tem condições de lidar com ele (será que foi Deus, o Diabo, ou o Trump ?), porque se o dito-cujo eclodisse no Brasil a está altura do campeonato já estaríamos todos mortos, muito provavelmente. Como é que sem se reinventar, sem se reeducar, sem se espiritualizar e sem se motivar com uma Nova Utopia, o Brasil songamonga conseguirá competir com uma super potência dessa que consegue construir um super hospital em apenas 10 (dez) dias, cujo sucesso econômico e social está desbancando até o todo-poderoso EUA, colocando a nação norte-americana em polvorosa ? https://www.youtube.com/watch?v=53nhErXUd9A&feature=emb_share&fbclid=IwAR2QazBSxCzFd2MlkKjKn5XgNEf3pn11vLk0DGrqQVFMiKuRLHnSXCSb5uc

  3. 10.699 contra? Muita gente. É duro, mas é Brasil. Tem de haver uma razão para estarmos encalhados no terceiro mundo ainda hoje. Nem com 200% de aceitação este projeto sairia do papel, neste Congresso, sem uma grande a grave comoção social para empurra-lo. Apalavra “reforma” tem levado pênico as pessoas no Brasil, pela simples razão de interpretação. Quando se reforma uma casa, é para deixa-la melhor, mais bonita e agradável, no Brasil o que se convencionou chamar de reforma está mais associado a arroxo ou “piorias” do que melhorias. Guedes já teve de ser contido pelo presidente em mais de uma ocasião, pois associou uma pretensa reforma fiscal a aumento, criação de novos impostos e a recriação da CPMF, maquiada com outro nome. Volto a lembrar do antigo combate a inflação em governos passados, foi colocada como bicho papão e a única coisa que precisava era boa vontade, inteligencia e um minimo competência. Planos mirabolantes foram tentados por uma horda de mequetrefes, chegando-se ao cúmulo do confisco da poupança do povo, feito por um governo eleito. Ao fim deste processo, todo povo foi injustiçado, mas só os que se indisporão na Justiça são os que podem ter algo de volta. Os governos eleitos nesta democracia, lembram do povo apenas para tirar, não para devolver o que erradamente tiraram.

  4. Os privilégios da Nomenklatura estão previsto na constituição socialista de 1988, por isso defendem essa gambiarra com unhas e dentes.

    Muito provável que Guedes não consiga reduzir a maioria dos privilégios, mas só o fato de expor o problema já vai mostrar o caminho para a população, se livrar da escravidão do estado socialista e sua Nomenklatura insaciável.

  5. por que ninguém toca nas issençõe fiscais este ano 330bi,pag de juros e amortizações que leva50% pib na tal diminuição do estado onde propõe cortar,taxação de heranças ,lucros dividendos,não vejo uma linha,Carlos você poderia fazer matéria sobre estes temas,aguardo.

  6. Se Paulo Guedes optou em nos obrigar a trabalhar mais e recebermos menos na aposentadoria, prejudicando sensivelmente o trabalhador, o povo, jamais o super ministro se atreverá a mudar as regalias, mordomias, penduricalhos e privilégios das castas do legislativo, judiciário, e do primeiro e segundo escalões do executivo!

    Isso é pacífico, indiscutível.

    O desperdício do dinheiro público no Brasil e em todas as formas de arrecadação que temos, apontam falhas e/ou crimes de extrema gravidade.

    Se os privilégios pagos às castas, a exploração do cidadão por conta das conhecidas elites, juros bancários como sinônimos absolutos de agiotagem, a sonegação de impostos, ainda temos o que foi muito bem lembrado acima, as isenções fiscais!

    Não há mais como controlar a hemorragia nos cofres públicos de recursos perdidos.

    O governo não sabe e não quer dar solução para esses problemas, pois alteraria o curso do sistema, organizado em prol dos beneficiados que citei, pois o caos econômico para nós é a engrenagem muito bem sincronizada para “eles”, os três poderes e a turma do setor financeiro.

    Indiscutivelmente, um levantamento das empresas que recebem isenções fiscais e quem são seus proprietários ou sócios majoritários, poderiam nos dar a verdade sobre tais regalias, onde descobríamos que muitas pessoas que pertencem às castas do judiciário e legislativo abocanham tais facilidades e concessões.

    Via e mexe, e sabemos que o centro da questão reside nas instituições, hoje corruptas, ineficientes, ineficazes, perdulárias, traidoras do país e do povo.

  7. ” O mundo está cansado de esperar que o Brasil realize o seu potencial.Não existe estabilização saudável, sem o saneamento do setor público. A política de juros e a âncora cambial, apenas compram tempo”

    Roberto de Oliveira Campos
    Marco/1996

  8. Sempre vejo aqui elogios ao governo do Itamar Franco. Além do afastamento do Ministro amigo ante a denúncia e sua volta posterior e o lançamento do plano cruzado, só me recordo do escândalo da foto do carnaval com a modelo sem calcinha. Teve alguma outra medida maior ou mais importante? Ou ele apenas deixou de roubar (que é uma grande qualidade, mas deveria ser requisito mínimo) ?

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