Secretário da Receita Federal, na televisão aberta: “Estou ENVERGONHADO e CONSTRANGIDO com o que acontece”. E não pediu demissão? Não responsabilizou ninguém? Porque não quis, lógico.

Vendo e ouvindo o homem que tem a responsabilidade do obrigatório sigilo nacional, Lula poderia dizer como sempre: “Nunca se viu nada igual na História do Brasil”. E não estaria mentindo, como acontece habitualmente. Não quis dar maior importância ao fato, demitindo o autor da frase.

Não era nem complacência com o autor da confissão dolorosa, “estou ENVERGONHADO e CONSTRANGIDO”. Lula esperava que um homem nessas condições, pedisse demissão, deixasse o cargo, fosse para casa, tem tempo de sobra para aposentadoria. Seria o natural.

O secretário geral continuou CONSTRANGIDO e ENVERGONHADO, mas no cargo, “que o corpo também não é de ferro”, como dizia o grande pernambucano Ascenço Ferreira. Se ele achou que devia ficar, Lula considerou que não devia “violentar” um homem tão compreensível, manteve o silêncio e a distância do fato, se recolheu à omissão. Como sempre, fingiu que não sabia de nada.

Como ninguém diz nada que se aproveite, uma perguntinha ingênua, inócua, inútil: para que serviu essa quebra de sigilo? Favoreceu Dilma, prejudicou Serra, ou o contrário? Não se sabe. Serra afirmou publicamente, “quando soube do fato, alertei o presidente para a baixaria que isso representava”.

Foi a primeira vez que se usou essa palavra, afinal, a “quebra do sigilo” ocorreu no início de 2009, um tempo enorme. Hoje a palavra é publicada milhares de vezes, milhares são também as pessoas que têm o sigilo quebrado.

E para quê?

Lula recebeu a denúncia do próprio Serra, não respondeu nem tomou providências, “isso não é comigo”. E só começou a participar, digamos, há um mês, quando Dilma pediu socorro a Lula, ela está sempre fazendo isso.

Lula tinha que atender a “protegida-apadrinhada”. E se a quebra do sigilo estivesse realmente produzindo prejuízos eleitorais para ele? Só o fato de pedir para o presidente intervir e confundir a questão, parecia que ela estava preocupada, fora atingida em pleno vôo.

Lua decidiu ajudá-la, ajudando a si mesmo, só que não tinha a menor ideia do que fazer. O que continha de tão perigoso, essa declaração cujo sigilo foi propositada e deliberadamente atingido? O que conteria de tão desastroso, criminoso, perigoso, que exposto em público provocaria grande desastre?

Lula, sem saber de nada, (e aí não era “menas” verdade) foi para a televisão, atirando nos adversários, proclamando a sua verdade: “Se estão preocupados a ponto de apelarem para ele, deve ser alguma coisa muito grave”.

***

PS – Faltam mais ou menos 20 dias para a farsa da eleição, e a fraude do “sigilo quebrado” não se resolve, não se esclarece, não se decide, não atingirá Serra ou Dilma, é a impressão que os “líderes” das campanhas passam para o cidadão-contribuinte-eleitor.

PS2 – Mesmo se quisessem, como “traduziriam” para o povo, um caso tão complicado que ninguém entende? O que explicarão ao povão, como justificarão a quebra de um sigilo, cujo conteúdo não aparece?

PS3 – Primeiro era o sigilo de Serra, que ele, com a mania de grandeza habitual, classificou como a quebra “DO SIGILO DO BRASIL”. Bestial, pá.

PS4 – Depois, veio a quebra do sigilo da filha empresária, a quebra do sigilo do marido-genro. Afinal, o que contêm essas declarações?

PS5 – Acho que nada será elucidado, pela razão muito simples de não haver sigilo ou mistério algum. Considero que Serra e Dilma, são os responsáveis pela baixaria. (Pela última vez, uso a palavra).

PS6 – Considero que Serra e Dilma estão ligadíssimos na questão. Como não podem preencher o tempo com COMPROMISSOS a respeito dos grandes assuntos que interessam os quase 200 milhões de brasileiros, concordaram em partir para o debate sobre o NADA.

PS7 – E com a complacência dos institutos de pesquisa, sempre ávidos de divulgarem o que o povo quer, pensa, admite.

PS8 – Neste momento, estão mais ENVERGONHADOS e CONSTRANGIDOS do que o secretário da Receita.

PS9 – Lula: “Não tenho nada a ver com isso, não é comigo” Que República. Será a mesma, ou pior, depois de 3 de outubro?

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