Seleção miscigenada da França é exemplo na luta contra o preconceito racial

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Pela primeira vez, houve predominância de negros 

César Cavalcanti

Terminada a festa e baixada a poeira, cabem algumas reflexões sobre esta Copa do Mundo, em que a França levou pela segunda vez o troféu da competição futebolística mais importante do mundo, depois de um interregno de 20 anos. O triunfo sobre a valente e boa Seleção da Croácia , no estádio Luzhniki, em Moscou, coroou uma geração que quebra paradigmas e deixa valiosas e importantes lições ao País , relembrando a essência de sua história.

A França campeã é das minorias, especialmente dos negros africanos imigrantes e seus descendentes. É verdadeiramente a França da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, como diz o lema da Revolução Francesa.

AFRICANOS – Dos 23 atletas campeões mundiais, 14 têm ascendência africana. Ao todo, são 17 nações representadas. A origem multiétnica foi um dos fatores determinantes para o sucesso do único país que chegou em três finais de Copas nos últimos 20 anos.

As semelhanças entre a duas gerações da seleção francesa ao longo dos 20 anos contrapõem à situação de um dos mais marcantes personagens desta conquista. Em 1998 , o volante N’Golo Kanté , então aos sete anos, catava lixo nas ruas de Paris para dar ajuda financeira aos pais imigrantes de Mali. Hoje, ele é campeão do mundo como peça fundamental da excelente engrenagem dos Bleus. Mbappé é outro que está eternizado. Aos 19 anos , juntou-se a Pelé como os únicos jogadores com menos de 20 anos que fizeram gols em finais de Copa do Mundo.

Sem contar com a o talento e experiência de Criezmann, que foram preponderantes. O camisa sete participou de seis dos setes gols do time a partir da quarta de final. Destaque também para a segurança da defesa e do excelente goleiro Lloris – em que pese à falha no jogo final.

JUVENTUDE – O feito tem magnitude ainda maior considerando a juventude da atual geração francesa Os Bleus entraram na copa como a delegação mais jovem de todas. com média de 26 anos.

Foi campeã do mundo a seleção mais jovem, que tem predominância negra, com forte influência de imigrantes africanos e que, apesar de todas as diferenças existentes, se uniu em prol de um ideal comum.

Mais que um feito futebolístico, os franceses deram uma lição para os retrógradas do planeta. Que a miscigenação não se limite à seleção e transcenda à sociedade do país. E do mundo.

18 thoughts on “Seleção miscigenada da França é exemplo na luta contra o preconceito racial

  1. O Esporte tem essa magia, de eliminar os preconceitos existentes:
    racial, social, religioso, cultural, político …

    Se o negro está cada vez mais inserido em países de maioria branca, como a França, mesmo que oriundos de pais imigrantes, a Europa, principalmente, precisa ajustar-se dessa mesma forma com relação aos árabes e à América Latina!

    O excelente artigo de César Cavalcanti, que aborda essa aproximação entre os seres humanos através do futebol, deveria se estender cultural e socialmente.

    No entanto, não é o que acontece.

    O negro tem sido enaltecido e ovacionado quando contribui para que a nação que representa seja vitoriosa.
    Com o fim das competições, a sua rotina de vida segregada retorna igual.

    Logo, a escolha profissional dos oprimidos é o esporte, ainda mais o futebol, para depois ser o basquete, o vôlei, sendo que se faz questão que o atleta obviamente tenha talento e vocação para onde quer alcançar sucesso.

    Justamente por Deus escrever por linhas tortas, conforme a máxima popular, o maior jogador de futebol de todos os tempos é negro, PELÉ!

    Da mesma forma, o homem mais veloz do mundo também é negro, BOLT.

    O melhor jogador de golfe foi um negro, Tiger WOODS.

    E por aí vai ….

    Aplaudo o texto em tela, claro.

    • Tem não, Bendl. O Brasil foi campeão em 58 com o negro Pelé jogando o fino da bola e no entanto o preconceito dos europeus continuou existindo. até hoje bananas são arremessadas durante as partidas na branca Europa.

  2. Enaltecer a França por ter sido o único país que chegou em três finais de Copas nos últimos 20 anos é o mesmo que enaltecer a França por ter sido o único país CUJO NOME COMEÇA COM “F” a chegar em finais na história da copa do mundo.

  3. E num período de apenas 16 anos, de 1974 a 1990, a Alemanha disputou 4 finais de copa (74, 82, 86 e 90) e venceu duas (74 e 90) com uma seleção sem imigrantes e ariana. E daí?

  4. Hoje a França é a queridinha, exemplo a ser seguido, da mesma forma que a Alemanha foi em 2014, e a Espanha em 2010. Bobagem. O mérito dos europeus foi ter conseguido fazer os sul americanos jogarem feio, igual a eles.

  5. Mais um capítulo pra dupla sertaneja Nâumly e Nemlerêy!

    Falar dessa seleção da Franca é papo furado~~!

    Time francês?? Onde??
    Na foto só tem 3 brancos, sendo que um é filho de sangue português…
    Faltam narizes! falta o sangue do povo da raça francesa para ser a seleção da Franca…

    Miscigenada? Eles (os da França) não são o Brasil, não miscigenam nada! nada!

    Quem venceu a copa foi a seleção da Fráfrica.

    Onde que negros sao franceses? Negros são Gueto na França, embora as aparências midiáticas enrolem o publico consumidor direitinho…

    A taca devia estar agora no continente Africano, que foi o sangue africano quem a venceu, mas foi o dinheiro do mercado e o circo FIFA que reteve a taça na França…

    Cada pai de um desses jogadores pensou quanto seria bom ter a taca merecidamente no lar de seus antepassados, e nunca na França do Giscard d’Estaing…

    Ninguém me engana… Meu televisor é a cores!

      • PS: so na Franca podemos topar com um mulato ruivo de olhos verdes, mas isso nao é miscigenação, é uma fatalidade do curso de uma raça européia ‘racistassa’, é ‘uma gota só’, ‘proveta’ dos tempos modernos nos grandes centros multiculturais onde franceses co-existem próximo aos guetos de exilados…

  6. o selecionado francês jogou para o gasto nas oitavas e nas quartas enfrentou os fraquissimos argentina e uruguai.teve na bélgica um adversário mais qualificado,mas mereceu ganhar a copa a marine le pen comemorou o resultado?

  7. Nem tanto! Provenientes das ex-colônias francesas, em África, os imgirantes negros vão inchando os guetos, nas metrópoles da França, desenhando um novo matiz étnico naquele país.
    Com baixa escolaridade, resta aos filhos e netos dos advindos uma profissão que exija apenas as canelas e um pouco de raciocínio espacial.
    Bélgica, vizinha da França e com uma comunidade francófona, a qual corresponde a 40% da sua população. A nação belga também teve uma colônia no continente africano e, assim como a França, está povoada de imigrantes francófonos de ex-colônias francesas e da sua também, o Congo. Na hora de cantar o hino nacional, (La Brabançonne) escrito em francês, os belgas de aparência mais holandesa (60%) não acompanham. Mas os negros cantam. Isso nos leva a deduzir que eles foram para ali atraídos pela facilidade de se comunicar com a parcela dos 40% que fala francês.
    Na Inglaterra: a novidade são alguns jogadores mestiças, de cabelos pixains, mas narizes afilados, o que leva a crer que os brancões e branconas ingleses estão cruzando com as negras e negros.

  8. Nem tanto! Provenientes das ex-colônias francesas, em África, os imgirantes negros vão inchando os guetos, nas metrópoles da França, desenhando um novo matiz étnico naquele país.
    Com baixa escolaridade, resta aos filhos e netos dos advindos uma profissão que exija apenas as canelas e um pouco de raciocínio espacial.
    Bélgica, vizinha da França e com uma comunidade francófona, a qual corresponde a 40% da sua população. A nação belga também teve uma colônia no continente africano e, assim como a França, está povoada de imigrantes francófonos de ex-colônias francesas e da sua também, o Congo. Na hora de cantar o hino nacional, (La Brabançonne) escrito em francês, os belgas de aparência mais holandesa (60%) não acompanham. Mas os negros cantam. Isso nos leva a deduzir que eles foram para ali atraídos pela facilidade de se comunicar com a parcela dos 40% que fala francês.
    Na Inglaterra: a novidade são alguns jogadores mestiços, de cabelos pixains, mas narizes afilados, o que leva a crer que os brancões e branconas ingleses estão cruzando com as negras e negros.

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