Seleção motivada com Dunga, mas Ganso faz falta

Vicente Limongi Netto

No primeiro jogo da seleção brasileira sob o comando do “novo” Dunga, elogiei a pegada e a motivação do time. Qualidades também marcantes do Brasil no jogo com a Argentina. Ganhar dos argentinos é ótimo. Não só no futebol, mas no vôlei, no basquete e, até, no cuspe à distância.

Evidente que o trabalho do Dunga ainda é formar uma seleção competitiva, que morda, que não desista nunca, com muita marcação, abrindo e ocupando espaços, sobretudo no meio-campo e que não deixe o adversário sair jogando com liberdade. Não seria sincero se afirmasse que gosto de todos os convocados de Dunga. Mas a caminhada é longa e o técnico merece uma dose de crédito daqueles que realmente gostam do futebol e confiam em melhores resultados para a seleção penta campeã do mundo.

Reitero que a seleção melhorará muito quando Dunga convocar Paulo Henrique Ganso. Percebe-se claramente, desde o desastre da copa de 2014, que falta no meio-de-campo um jogador que crie jogadas, que enxergue as variações do jogo, que segure o jogo nas horas certas, que saiba enfiar bolas em espaços reduzidos, que se entenda com Neymar literalmente de olhos fechados.  Este jogador chama-se Ganso. É um tremendo escárnio deixar Ganso fora da nova seleção brasileira. Quem acha bom e respira aliviado é o técnico adversário. Quem lamenta e chora é a bola e o torcedor exigente.

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