Sem apoio do eleitor mais pobre, os candidatos do PT no avanam na maioria das capitais

Lula ladro

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Bruno Boghossian
Folha

No incio da ltima semana, Jilmar Tatto, candidato a prefeito pelo PT, foi a uma igreja na zona sul de So Paulo, seu reduto eleitoral. Era um ato de campanha, mas no apareceram eleitores nem militantes na sada da missa. Horas depois, os dirigentes da sigla reclamaram da falta de apoio da base petista ao candidato, segundo relato da reprter Catia Seabra.

A vida no anda fcil para o PT a menos de um ms das eleies municipais. Em 16 das 21 capitais em que tem candidato, a legenda no chegou a 10% das intenes de voto nas ltimas pesquisas. S dois nomes disputam a liderana Luizianne Lins (Fortaleza) e Joo Coser (Vitria).

PERDA DE ELEITOR – Os dados do Ibope sugerem que o partido enfrenta uma barreira inicial naquela que havia se tornado uma das principais bases polticas da sigla: o eleitorado de baixa renda. Nesse grupo, a corrida comeou marcada pelo desinteresse e pela ascenso de outras candidaturas.

Na disputa paulistana, Tatto subiu na ltima pesquisa, mas s marca 6% entre os eleitores mais pobres. Seu rival ali no est na esquerda, com Guilherme Boulos (PSOL). Quem lidera Celso Russomanno (Republicanos), que anota 33% naquela faixa.

Nessas eleies, no so raros os petistas que largaram com desempenho melhor entre os mais ricos. No Recife, Marlia Arraes marca 18% no topo da pirmide e 12% na base. O mesmo acontece em Manaus, onde Z Ricardo aparece com 17% no primeiro grupo e 8% no segundo. Em Salvador, Major Denice tem o triplo de intenes de voto na alta renda.

DESGASTE DO PT – A situao diferente em Fortaleza. Luizianne Lins aparece com 30% entre eleitores com renda de at um salrio mnimo. Mas na faixa seguinte, de um a dois salrios, a petista cai para 17% e superada pelo bolsonarista Capito Wagner (Pros).

O desgaste do PT e a memria distante dos governos do partido explicam parte dos nmeros. A apatia outro fator relevante. No Rio, Benedita da Silva tem 9% entre os mais pobres, empatada com Marcelo Crivella (Republicanos). Outros 28% declaram voto em branco ou nulo.

7 thoughts on “Sem apoio do eleitor mais pobre, os candidatos do PT no avanam na maioria das capitais

  1. Lula tetra na Lava Jato

    O ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva (PT) virou ru pela quarta vez na Operao Lava Jato.

    O juiz Luiz Antonio Bonat recebeu nesta sexta-feira (23) a denncia do MPF (Ministrio Pblico Federal) contra o ex-presidirio.

    A ao sustenta que Lula teria dado aval para que importantes diretores da Petrobras fossem nomeados para atender aos interesses de arrecadao de propinas em favor dele prprio e de outros integrantes do PT, PP e PMDB, com o envolvimento de outros funcionrios pblicos de elevado status na administrao pblica.

    A denncia diz ainda que o meliante era comandante e principal beneficirio do esquema de corrupo que tambm favorecia as empreiteiras cartelizadas, como a Odebrecht.

    Antonio Palocci e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, tambm so rus no processo.

  2. O PT s precisava dos fundos eleitoral e partidrio, e que os pbres se explodam.
    Luiz inacio e seus comparsas esto riqussimos, restam os incautos para levarem as bandeiras vermelhas e darem urros orquestrados pelos ladres da cpula que se dividem em ex presidirios e futuros.
    A analise sobre esse partido de ladres e otarios no poder ser outra.

  3. O petismo – e o mesmo vale para boa parte da esquerda brasileira – hoje representam uma ideologia de classe mdia que tem pouco contato com os pobres. Em termos de idias, o petismo no muito apelo para as camadas mais baixas. O ltimo petista realmente popular, que fala a linguagem do povo o Lula, e depois dele o partido se “zelitizar” de vez. Que o petismo, depois de Lula, no tenha produzido mais nenhuma liderana vinda da classe operria – mesmo porque h cada vez menos operrios, graas desindustrializao – mas apenas intelectuais mais queridos pela mdia que pela populao, como o Haddad, ou burocratas chatos do tipo Rui Falco ou Dilma Roussef – uma evidncia disso.

  4. Dizem que trs coisas na vida, s se faz uma vez.
    Nascer, morrer e votar no PT.
    Aqui na minha cidade, o PT s existiu quando lula e Dilma estavam no poder. Perderam o poder, os ratos abandonaram o navio.
    Agora o partido, conta com a militncia que sempre foi sua, os outros, eram apenas aproveitadores que sem as boquinhas, debandaram.
    O PT sempre foi nanico e continuar sendo. A onda lula foi semelhante a onda Bolsonaro, que tambm se extinguir logo aps o mandato do
    “capeto”.
    Na prxima eleio, certamente o povo achar outro salvador da ptria para descarregar os votos e depois reclamar.
    De cambulhada vamos ns de eleio em eleio
    at um dia algo diferente acontecer.

  5. A concluso que o Ibope chegou foi a mesma que levou o boal a criar o Coronavoucher, atingiu o corao dos mais pobres, pois quanto mais pobre mais necessidade de ajuda necessita. Fora do poder e sem chance para fazer qualquer tipo de caridade o pestismo vai “morrendo” no corao e na mente dos mais humildes, que so milhes de pessoas e de votos.

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