Sem tomar posse, Decotelli torna-se apenas um ministro nomeado e nada pode decidir

Decotelli 'flopou' e governo já procura novo titular para o MEC

Decotelli é ministro, mas sem poder “ministrar” nem “administrar”

Jorge Béja

O professor Decotelli da Silva, desde sua nomeação por Jair Bolsonaro, ostenta o título de ministro da Educação. Apenas ostenta. Caso venha adotar alguma medida e/ou assinar algum ato como ministro, ato e medida não têm efeito jurídico. São nulos. Vamos explicar o motivo mais a seguir. Ninguém duvida que Decotelli é um professor de muito saber. De muitas letras. De muitos méritos.

Não chega a ser “um picareta”, como a ele se referiu nesta segunda-feira (29/6), no programa “Estúdio i” da Globonews, o talentoso, culto, bem humorado e criativo Artur Xexéo, sem que a adjetivação tenha o mínimo peso de ofensa. Xexéo é assim: irreverente. Sempre foi assim. Quando colunista dominical do Jornal do Brasil, fui “vítima” do implacável Xexéo. Nunca me aborreci.

TÍTULOS ILUSÓRIOS – Mas por que Decotelli fez questão de apresentar títulos universitários que não possui? Bastava relacionar os cursos (conclusos ou inconclusos) que fez na Argentina e na Alemanha. Não precisava dizer que era “doutor” e “pós-doutor” nisso e naquilo porque, na verdade, não era.

Segundo noticiado, a posse de Decotelli como ministro da Educação estava marcada para esta terça-feira (30/6), com muitos convites já entregues. Mas a cerimônia foi desmarcada, sem a designação de outra data. Daí a especulação de que Jair Bolsonaro desistiu dele, como a Veja informa, e está escolhendo outro nome.

Ainda assim, numa improvisada entrevista a jornalistas ao final do encontro que teve nesta segunda-feira com o presidente, Decotelli declarou que estava indo para o seu gabinete tomar algumas providências à frente da pasta.

NADA PODE FAZER… – Providências, ministro? Por enquanto o senhor não pode providenciar nada. Decidir nada. Assinar ato algum. Nem na cadeira de ministro o senhor deve sentar. Isto porque o senhor ainda não está investido no cargo. E para que suas “medidas” e seus “atos” sejam juridicamente válidos, é preciso, primeiro, que o senhor seja investido no cargo. É a chamada “investidura”. E “investidura” só se dá com a posse.

Na renomada e festejada obra “Direito Administrativo Brasileiro”, Hely Lopes Meirelles, o mais credenciado administrativista da história deste inconsistente e confuso Brasil de hoje, Hely ensina que primeiro vem a nomeação, que é o ato de provimento de cargo e em seguida vem a posse, a partir de quando o servidor, já investido no cargo com a posse, imediatamente entra no exercício do cargo.

ESCREVEU HELY – “A investidura do servidor no cargo ocorre com a posse. E a posse é a “conditio juris” da função pública e que confere ao funcionário ou agente político a prerrogativas, os direitos e os deveres do cargo ou do mandato” (obra citada, 19ª edição, Malheiros Editores, página 377).

Portanto, professor Decotelli, sugere-se ao senhor que aguarde a posse. E toda posse é ato solene, é cerimonial, há protocolo a seguir, e sempre deve ser mostrado ao público. Existem posses que, ato contínuo a ela, ocorre recepção e brindes e “buffet”!. Aguarde tomar posse, professor Decotelli, porque sem a posse-investidura o senhor é ministro honorário, honorífico. É ministro mas sem poder de administrar…

45 thoughts on “Sem tomar posse, Decotelli torna-se apenas um ministro nomeado e nada pode decidir

  1. Artigo esclarecedor é um pleonasmo,quando se trata dos textos do eminente jurista Jorge Béja.
    Como sempre,meus sinceros parabéns pelo artigo pontualíssimo.

  2. O açodamento do Sr Ministro indicado, a realidade jurídico-administrativa explicada pelo Dr Béja, e as notícias desencontradas sobre a possível procura de um novo candidato por parte do Presidente, geraram uma verdadeira balbúrdia informativa ontem à noite, o que, aliás está se tornando a marca registrada deste governo.

  3. É um desgaste muito grande, praticamente irrecuperável.
    O melhor para o Decotelli seria sumir de fininho e ficar “escondido” por um bom tempo.

    Colocaram em dúvida, segundo os noticiários, o Mestrado, por plágio, o doutorado, por reprovação, e o pós-doctor por não ter existido.
    Sobra muito pouco.

    E tem mais: se houve uso do dinheiro público, poderão vir os processos, as faturas, multas e outras surpresas ‘malvadas’.

  4. O excelso dr.Béja como sempre muito elegante e esclarecedor nos seus textos.

    Sem tecer críticas às razões pelas quais Decotelli ampliou seu currículo de cursos universitários que não completara baseou-se na questão legal, de o ministro ter apenas o título, faltando-lhe o direito de exercer a função.

    Em face do distanciamento incalculável entre mim e o articulista em se tratando de conhecimentos, cultura, importância como cidadão, eu, sem eira nem beira, o dr.Béja conceituado advogado e cidadão incomparável, minha análise sobre esse episódio vergonhoso é muito mais pessoal que legal.

    Decotelli foi vaidoso, extremamente vaidoso, a ponto que desconsiderou ter usado de falsidade ideológica para se engrandecer, para se mostrar um homem altamente capacitado!
    Deu com os burros n’água solenemente.
    Não bastasse esse logro que quis aplicar, na condição de militar reformado pisoteou no conceito de honestidade que goza as nossas FFAA.
    O seu orgulho foi muito cima da ética e da moralidade, comprovando que até mesmo o seu caráter pode ser questionado.

    Resta saber os porquês de ter agido dessa forma, de acrescentar em seu currículo doutorados, mestrados, pós-graduações, que seriam facilmente comprovados se realizados (essa desculpa que faltou a tese ou isso e aquilo, é conversa mole. Ou concluiu ou não).

    Enfim, o governo poderia investigar seus ministros quanto aos diplomas que apresentam, se legítimos ou meras invenções.
    Acredito que até Bolsonaro iria se surpreender.

    Por último, um pouco de humor:
    Dizem que Decotelli não concluiu o Jardim da Infância!
    Na escolinha “Coelhinho Feliz”, segundo a tia Márcia, o rebelde pimpolho não teve a prova final aceita no Jardim 1 porque não pintou o desenho da Mônica!

    Decotelli vai ter de suportar as brincadeiras.
    Quem mandou adicionar cursos não feitos no seu currículo?

    Ao dr.Béja, o meu abraço.
    Saúde e paz.
    Cuide-se, meu caro!

  5. Subscrevo o que disse Limongi endossando Werneck que por sua vez comenta sobre o artigo do Dr. Jorge Béja.

    Só uma questão.

    Se o Hely, falecido 90, foi o maior de todos os tempos.
    Quem foi o maior pós-Hely na opinião do ilustre jurista Dr. Béja?

  6. O currículo de Decotelli está sendo decotado aos pouquinhos…

    Onde vai terminar?
    Será que sobra pelo menos a alfabetização?

    Antes, ele tinha muito trânsito na Escola Superior de Guerra etc.
    Muita gente que deve ter ficado agora abestalhada…

    O chato disso é que isso tudo tem consequência para ele próprio, com prejuizos sociais, além dos profissionais, pois deve ficar na proscrição.

  7. A história se repete e triste daqueles que não a compreendem.
    Reitero o que escrevi, antes mesmo da posse de Bolsonaro e que tenho repetido, incessantemente, ao longo dos últimos meses.
    Um país se constrói passo a passo. No nosso caso, aos solavancos!
    Aqueles que acreditaram, que Bolsonaro faria o que dizia, são de boa fé mas também ingénuos!
    Moro, se tivesse me ouvido (que pretensão…) teria pensado pelo menos, duas vezes, mas pelas convicções e vontade que tinha, faria o fez.
    Bolsonaro precisa ser, e deverá ser, a nossa ponte de passagem para a construção do futuro. Nada mais, nada menos. Só! Passagem da lama para o terreno firme. Tomara possa servir para isto! Que seu mandato corra, rapidamente, e cheguemos nas próximas eleições.
    Acertou alguns tiros, errou outros, isto nas escolhas. Analise os ministérios e verá que, para um ano e meio, fizeram menos do que poderiam e deveriam.
    O caso MEC é um caso sério e, aparentemente, insolúvel! Em seguida, estaremos no 4º ministro – uma brincadeira de criança.
    O recém nomeado mas não empossado, aparentemente, é uma pessoa boa, com alguns conhecimentos. Talvez até possa ou poderia contribuir com o país.
    Mas como enfrentará,os comandados e os próprios colegas, de frente, olho no olho, sem sentir receito de, a qualquer momento lhe “atirarem” na face, a falsidade das informações de seu currículo! Não tem como, não terá como vencer isto.
    Tanto por fazer e nada quase feito. Não tenho formação, mas fico desolado em saber que, em todos os casos, os indicados sabia, muito pouco, muito menos do que deveriam. De longe, após 30 anos de convivência com os problemas e as soluções que de lá saíram, sinto que conheço mais o ambiente do que os últimos que por lá passaram!
    Aquela casa é um ninho de ratos! Não é preciso muito para verificar a verdade.
    Com a quantidade de servidores, departamentos, assessorias e recursos investidos, analise os resultados produzidos nas últimas décadas. É uma vergonha nacional. Só discurso, projetos de brinquedo e construção de carreiras pessoais.
    Se cortasse em cinco partes, funcionaria melhor, produziria mais e gastaria menos.
    Algo tão sério, tão necessário ao desenvolvimento geral do país, tão maltratado!
    Aqui fora, nas ruas, casas, escritórios, uma sociedade incapaz de pensar, de analisar, de se organizar e de agir!
    Mais um dia, me lembro de meu irmão e amigo Vicente. Cada vez mais entendo o que me deixou para reflexão permanente, para a vida toda, me dissendo nos meus 16 anos: “António Carlos, neste país, triste daquele que tem consciência! Sofrerá muito. Se não a tiver, poderá viver sofrendo menos!”
    O Brasil tem sido um brinquedo nas mãos de espertos, incautos e, uma cruz, grande e pesada demais, para os ombros dos brasileiros de verdade!
    Fallavena

  8. Pois é essa consequência da imaturidade de Dacotelli, Leão, que não entendo ele não ter pensado quando “suplementou” seu currículo!

    Che, o cara está sendo alvo de chacotas pelo Brasil!

    Lamento, mas deveria ter imaginado antes de tentar se mostrar como alguém capacitado.
    Pode até ser, mas depois dessa rateada, vai ser difícil.

    O destino será o ostracismo.

  9. O Sr. DECOTELLI é um Economista, portanto um Tecnocrata, Político. E qual Político é perfeito, e qual Político não é um pouco Vaidoso?

    O Rabi HILLEL em Pirkey Avot Cap 2, 4 disse: “Não julgue o seu Semelhante até passar pela mesma situação”.

    O Sr. DECOTELLI corrigiu prontamente seu Curriculum Vitae. Não é condenado em nenhum Processo Administrativo. Temos que cuidar porque todo Político/Tecnocrata Político, sofre acusação da Oposição, que a Justiça deve decidir.
    É integrante do Governo BOLSONARO/MOURÃO desde a Equipe de Transição.

    Tem a idade certa para Ministro da Educação. É Oficial da Reserva da Marinha de Guerra. Tem o background perfeito para ser um bom Ministro da Educação, sabedor que ele é, mais do que ninguém, da importância da EDUCAÇÃO para se realizar na Vida. É capaz de somar em vez de dividir.

    A nosso juízo, deveria ser empossado no Cargo.

    • Boa avaliação do assunto, Sr Flávio, comedida e justa” não julgueis para não ser julgados” disse o ditado popular, O caso em questão não traz prejuízo grave nenhum para a Administração, não fosse o aspecto um tanto cômico da situação e o histórico tumultuado das movimentações no ministério do governo Bolsonaro.

      • Prezado F.Moreno,

        Não creio que criticar Decotelli pela sua mentira, pela tentativa de nos enganar, eu o esteja julgando.

        Ele mesmo se julgou, ao adicionar cursos que não os fez, ou seja, a sua dignidade valia menos que a sua vaidade.

        Comento, apenas, o erro crasso cometido, e por uma pessoa adulta, experiente, sabendo o que estava fazendo de errado!

        Logo, declino de aceitar como um episódio que deve ser desconsiderado, pelo contrário.
        O fato é grave, e não quero que alguém em quem não se pode confiar chefie uma pasta tão importante, e que ainda o povo tenha de pagar um salário tão alto!!!!

        Se não devemos julgar ninguém, então tratemos de abolir o Código Penal, e soltemos todos os presos hoje encarcerados pelo país!
        Aliás, muito deles sem terem cometido o erro de Decotelli, de enganar o povo!

        Mais a mais, devemos ser rigorosos com aqueles que exercerão funções públicas, pois faz tempo que sentimos no lombo as chibatadas de governos corruptos e incompetentes.

        Abração, meu caro
        Saúde e paz.
        Te cuida, meu!

    • Meu caro mestre Bortolotto,

      Eu sempre escrevi que tu te encontras em outro patamar de evolução mental, então reconheço que és um legítimo mestre!

      E somente alguém com um coração tão bondoso, com tanta compreensão pelos erros alheios, poderia admitir a posse de Dacotelli, independente de não ter os cursos que alega tê-los concluídos, ou seja, tentou nos enganar.

      Na minha visão de pessoa comum, ligada ainda a sentimentos, emoções e sensações mundanas, eu não confirmaria esse senhor como ministro da Educação.
      Faltam-lhe exatamente condições para chefiar uma área de fundamental importância para o povo e país, o ensino.

      Decotelli iria nos ensinar a falsificar certificados?
      Iria pregar o logro como uma disciplina em algumas faculdades?
      Que seria “lícito” o preenchimento de currículos que não correspondessem à verdade?

      Mestre Bortolotto, creio que temos dado chances a políticos e técnicos em demasia, e o que temos recebido de volta?
      Sangue, suor, lágrimas e mais trabalho!

      Por que devemos, agora, perdoar a vaidade de quem não precisava, porém não se conteve em se engrandecer, como se fosse o conhecimento, a cultura, muito mais importantes que a honra, dignidade e caráter?!

      Não posso crer que uma pessoa com essas falhas tão graves possa exercer a contento uma função tão importante quanto a Educação, lamento.

      Decotelli deve ser uma ótima pessoa, mas errou e, clamorosamente, em se apresentar como um doutor, alguém muito capacitado, ostentando conhecimentos que nunca os teve!

      Logo, posso concluir que também não os terá como ministro da Educação ou devo dizer da deseducação?

      Olha, mestre, posso estar errado, admito; posso estar sendo severo demais; posso estar cometendo uma injustiça, mas devemos dar um basta à nossa complacência com elementos que irão comandar pastas essenciais para esse país tão maltratado ultimamente.

      Será que não haveria outro nome, cujo currículo não seja legítimo?!

      Um forte abraço, mestre Bortolotto.
      Lamento muito, mas é a primeira vez que deixo de compactuar com o meu amigo e guru, a sua posição com relação ao convite feito a esse senhor, Decotelli.

      Espero que eu seja compreendido por ti na mesma dimensão que aceitas a nomeação do nosso comentado.

      Saúde e paz, meu caro.
      Te cuida, meu!

      • Prezado Sr. FRANCISCO BENDL.

        O senhor é um dos Esteios do TRIBUNA DA INTERNET. Há mais de dez Anos lemos e Comentamos neste Bom Espaço que o IDEALISMO, porque as Contribuições Mensais são poucas, que o grande e experiente Jornalista Sr. CARLOS NEWTON nos coloca a disposição.

        Se discordamos em Política e Economia tão poucas vezes nesse tempo todo, então nossa média é muito boa.

        Como digo acima, a punição que o Sr. DECOTELLI já recebeu, é mais do que suficiente para compensar seu pecadillo, fruto da Vaidade, como o senhor bem explicitou.

        Mesmo discordando nessa questão particular, o respeito e a admiração pelo senhor continua a mesma.

        Abração.

  10. Prezado amigo Fallavena,

    Escreveste um comentário bem feito, com bons argumentos, explicando a nossa situação como povo e país.
    Concordo contigo em gênero, número e grau.

    Não temos mais como culpar apenas o governo, pois temos sido muito irresponsáveis nas escolhas de nossos representantes e mandatários nas últimas décadas.
    Mas, atribuo aos nossos péssimos votos, a nossa condição de incultos e incautos, em decorrência do analfabetismo absoluto e funcional, que cresce a cada dia!

    Jamais a Educação foi para governante algum prioridade, pelo contrário. Sempre entenderam que manipular uma população carente de ensino até mesmo o básico, poderiam fazer do país o que quisessem, e assim tem sido feito.

    Da mesma forma, admito que pessoas que ainda têm consciência cívica, capacidade de discernimento, senso crítico, o padecimento pelo estado brasileiro é doloroso, principalmente com relação às nossas crianças que hoje se encontram sem futuro, pelo que o Estado oferece de desenvolvimento e progresso coletivo e individual.

    Elites, castas, ricos e poderosos, se divorciaram do povo, nos abandonaram à própria sorte.
    Faz tempo que somos roubados, explorados e manipulados, e sem que esbocemos reação alguma contra esses crimes que somos alvos.
    O cidadão não se importa mais com ele, sua família, parentes e amigos.
    Vive o dia, na medida do possível.
    Não possui mais qualquer interesse pelo país e como que estamos sendo governados, se correta ou desonestamente.
    Assim como estamos sendo desprezados, o povo se libertou do Estado, País, Nação e Pátria.
    Aliás, até bem pouco tempo atrás, o número de emigrantes brasileiros confirmava a procura de melhores lugares para se viver, desde que longe do Brasil e seus problemas insolúveis e infindáveis.

    Enfim, formas para resolvermos as nossas questões mais prementes se não existem, quanto mais soluções para os problemas que nos perseguem há décadas …

    Poderíamos afirmar, então, que somos um país inviável nessas alturas?
    Que jamais ascenderemos ao desenvolvimento?
    Que seremos permanentemente uma nação emergente?
    E quanto ao aumento da pobreza, miséria, desemprego, violência, saúde pública deteriorada … haverá como equacionar tão graves questões básicas??!

    Não somos mais um povo unido, coeso.
    A política nos separou e dividiu essa nação, logo, praticamente impossível imaginar que um dia poderemos ser um país organizado e que ofereça plenas condições de crescimento para todos.
    Literalmente, aos poucos, vamos desaparecendo, implodindo, perdendo o vínculo com o território, com os governantes, com as instituições.
    O Brasil, atualmente, pode se afirmar que se desintegra, que se esmiúça, que se parte em centenas de pedaços.

    Custo a crer naquela nação tomada de entusiasmo, de ânimo, de decisão quando Brasília foi construída, que aglutinou o povo em torno do trabalho, da perspectiva de sucesso pessoal, de realizações, que tenha se desvanecido 60 anos depois!
    Como fomos mal administrados, lesados, prejudicados …
    E como que deixamos que cometessem tantos crimes, erros, falhas … que elegemos pessoas tão mal intencionadas, incompetentes e corruptas!

    E, Fallavena, sabes os porquês da minha descrença e pessimismo?
    Por que não aprendemos com essas experiências dolorosas que tivemos nesse meio tempo!
    Seguimos votando mal, escolhendo pior ainda, e não nos importamos com as consequências.
    Ora, bolas, o nosso destino é fácil de se imaginar:
    Uma enorme e rica nação, com dirigentes pequenos e povo pobre!

    Abração.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu!

  11. Meu conterrâneo Souza/POA-RS,

    Falsidade ideológica é um tipo de fraude criminosa que consiste na criação ou adulteração de documento, público ou particular, com o fito de obter vantagem – para si ou para outrem – ou mesmo para prejudicar terceiro (Wikipédia).

    Quanto ao cerne da questão, trata-de daquilo que realmente importa, o âmago do problema.
    Neste caso específico, aceitamos uma pessoa que adulterou o seu currículo para ser ministro da Educação ou não?

    Temos de aceitar a sua vaidade em detrimento da sua honestidade?

    Voto contra a sua nomeação.

    Abraço.
    Te cuida, meu!

  12. Mestrado e doutorado são importantes na vida acadêmica e em áreas de pesquisa quando se tem um time de experts para prover conhecimentos importantes em áreas importantes. Não precisamos desses títulos em Filósofos, Teólogos, Arqueólogos – não com a verba pública. Pos doutorado é uma anomalia, falta de criatividade para criar algo original (e útil).
    O senhor Decotelli parece ser competente para ser ministro mesmo sem os tais títulos ornamentais.

  13. Decotelli acaba de pedir demissão.

    Até neste pedido Decotelli errou. Pediu demissão de

    um cargo que não chegou a assumir, a entrar no

    exercício. Tendo sido apenas nomeado, o ato

    seria a renúncia, ou recusa, ou pedir

    reconsideração. Demissão é que não cabe.

    Demissão é ato que vem de cima para baixo.

    É ato de punição a cargo da Administração.

    E exoneração é ato do servidor, que se dá

    a pedido ou não. Sem caráter punitivo,

    porém. Eh! no Palácio do Planalto falta

    assessoria jurídica.

    • Dr. Béja, o problema de muitos são os detalhezinhos!
      Certamente ele não precisava passar por isto.
      Sei pouco e tenho dificuldade em várias áreas. Quando não entendo e/ou sei pouco, ouço, estudo e só depois penso em dizer algo.
      Acho que teremos de contratar governantes, buscando-os em outro pais!
      Fallavena

  14. Amigos Tribunarios
    Queria mais, tempo, mas minha mesa, meu computador, meus telefones não param! A pandemia lá fora e o trabalho pegando firme!
    Olho as fotos de Decotelli e não entendo-o. Alguém que viveu, tanto prestou serviços públicos durante tantos anos, cometer tamanho desatino é, por demais, ridículo, inimaginável. É muita ingenuidade, para não dizer algo ofensivo.
    Depois de anos e anos, ele próprio destrói a imagem e o trabalho que construiu. Não serve mais de exemplo para crianças e adolescentes!
    Não existe julgamento a fazer.
    Assumir o cargo será um fardo que não carregará por alguns metros!
    Acreditem, ele será ridicularizado, perseguido e menosprezado pelos seus colegas do magistério e especialistas. Sim, basta verificar os que buscaram seus erros, levantaram as suspeitas, procuraram as comprovações, repassam-as à mídia e agora o estão julgando.
    Fico imaginando ele entrando no MEC e sob o olhar observador, crítico e raivoso de seus subalternos. Naquela casa, a maioria está ligada “às causas da educação”. Vão massacrá-lo sem abrir a boca. Os olhares,os cochichos, e as fofocas, muito comum no meio, o destruirão, de vez!
    Na minha opinião, aposentou-se de vez. Não conseguirá mais trabalhar.
    A tecnologia avançou muito e o ser humana vem regredindo, se apequenando. Os bons e os do bem, cada vez em menor número, só podem servir de exemplo mas não conseguem promover as mudanças necessárias.
    Tem gente que diz que o “bem vencerá o mau”. Tomara!
    Fallavena

  15. Falta assessoria jurídica. Falta competência administrativa. Falta sensibilidade política. Falta interesse pela coisa pública. Falta compostura protocolar. Falta diplomacia. Falta respeito pelo povo. Falta humildade. Falta inteligência. Falta vontade de trabalhar. Falta tudo o que se espera de um governo para gerir os interesses de um país continental.

      • Não quis especificar o pensamento, Dr Béja, porque a exemplo do que acabei de dizer a respeito do caso Decotelli, o caso Bolsonaro também é uma estória triste, com um agravante, Decotelli foi embora e amanhã ninguém lembra, em câmbio, o Mito pode ter um futuro sombrio, para ele e para nos.

  16. Prezado F.Moreno,

    Apesar de estares te dirigindo ao Fallavena, concordo que o caso Decotelli foi muito mais triste que divertido.

    Que mereceu as reprimendas é indiscutível, mas causa espécie que um homem na idade dele tenha cometido essa asneira!

    Enfim, colocou-se diante do mundo de uma forma que lhe custaria muito caro, pois o ministro que não foi está sendo notícia mundo afora, ainda mais que Bolsonaro tem a sua oposição internacional.

    O vexame foi grande, só que agora tomou proporções de vulto, maior que o Brasil veiculou na mídia e redes sociais.
    Agora, o presidente deveria puxar as orelhas daqueles que indicaram Decotelli.
    Os caras foram muito safados, mal intencionados.

    Bom, esse é o resultado da política nacional, onde não se pode confiar em ninguém, muito menos em arranjos ou acordos firmados com parlamentares, o sumo da corrupção e picaretagem, da grossa!

    Abraço.

  17. Caríssimo Bendl.

    Começo a crer que os ministros de Jair Bolsonaro não têm título(s) acadêmico(s), universitário(s) de alto nível. Se têm, são triviais, corriqueiros. Isto porque quando apareceu um se dizendo com “doutorado na universidade tal”, “pós-doutorado numa outra universidade tal”, “professor na Fundação Getúlio Vargas”…..Bolsonaro pega esse “elenco de credenciais” e apresenta o seu novo ministro como um intelectual, um homem de muitas “láureas” quando, na verdade, o ministro nomeado não tinha título algum. Era imaginação, para não dizer que era mentira. Não consta que Jair tenha apresentado dessa forma qualquer outro de seus ministros. Será porque nenhum deles é notável, nem é titular de expressivos títulos acadêmicos?

    • Não. Significa apenas, que Jair Bolsonaro é como alguns seres humanos, que tem a capacidade de evoluir, aprender e ir tomando decisões mais acertadas.
      PS: A maioria dos jornalistas e esquerdistas (do contra) já perceberam isto; e por isso tem tanto desespero em tira-lo logo do poder, para que ele não tenha um tempo mínimo para demonstrar evolução.

  18. Caríssimo dr.Béja,

    Certamente Bolsonaro tentou apresentar um ministro que faria parte do seu staff como um intelectual, uma pessoa preparada para a função, pois apresentava várias extensões universitárias em seu currículo.

    Percebendo que a sua equipe é um tanto quanto simples em termos acadêmicos, e diante de um candidato que possuía um currículo invejável, Decotelli cairia como uma luva na sua administração.

    Mas, os responsáveis pela sua indicação falharam. Não pesquisaram a fundo se tais extensões eram verdadeiras, e deixaram o presidente em situação desconfortável.
    Aliás, Bolsonaro tem se caracterizado por más escolhas para seu staff.

    Vários ministros e secretários já foram demitidos ou se demitiram em tão pouco tempo de governo.
    Para esse movimento de entra e sai ministro, das duas uma:
    ou são pessimamente escolhidos ou não suportam as pressões de ser vitrines, pois as pedradas são constantes.

    O que podemos concluir é que Bolsonaro é fraco, e não sabe como agir, além de desconhecer as pessoas que convida para trabalhar com ele.
    Com exceção de Moro, a equipe do presidente não tem um ministro que se realce, que seja admirado pelo seu desempenho, que seja conhecido positivamente.

    Dessa forma, a administração atual não só deixa a desejar, como se constata ser insegura, e não possui nomes bons para serem indicados para os ministérios mais importantes:
    saúde, educação, segurança e economia.

    Logo, existem motivos pelos quais a situação do povo e país se encontra caótica:
    se os antecessores roubaram, exploraram e manipularam a população e o Brasil, o presidente jamais apresentou um plano de governo para reconstruir a nação.

    Deixou que o seu guru, Paulo Chicago Guedes Boy, comandasse o nosso reerguimento econômico com bases apenas na reação de mercado, imaginando que cumprindo com as exigências dos empresários e banqueiros, que o país viria à tona!

    Ledo engano.
    Não só as previsões não deram certo, como a reforma da Previdência foi um tiro n’água, mais prejudicando o trabalhador que melhorando a sua aposentadoria e tempo de serviço.

    Na saúde, o presidente se mostra muito débil na escolha pelo responsável por esta pasta, diga-se de passagem, a mais importante de um país, seguido pela educação.
    No entanto, em plena pandemia, e temos um interino nesse ministério.

    Pois, agora, temos problemas na escolha do titular do ministério da Educação.
    Particularmente não acredito que o Brasil não tenha um nome à altura, que seja necessário ser indicado por partidos políticos aliados de Bolsonaro.

    Um professor ou professora ou algum secretário de Educação de algum Estado … não entendo essa dificuldade de se encontrar uma pessoa respeitável e conhecida.

    Lá pelas tantas, se a mediocridade impera na equipe de Bolsonaro, facilmente encontramos explicações para esse problema:
    o presidente detesta e tem receio de “sombras”.

    Mandetta quando chefiava a Saúde, e desenvolvia um bom trabalho, Bolsonaro implicou que ele não mencionava o seu nome, então o ministro colhia dividendos políticos sem a imagem do presidente.
    Resultado:
    alegando que Mandetta não seguia ordens, inclusive não protocolizava o uso da cloroquina, rua!

    Com Moro não foi diferente, pois o ex-juiz federal seria o maior rival de Bolsonaro nas próximas eleições.
    Fazê-lo pedir demissão para diminuir-lhe a fama, foi a solução encontrada.

    Enfim, falta comando, decisão, firmeza, ação, determinação, atitude, ousadia para Bolsonaro.
    Acuado, temeroso com seu futuro político, o presidente abandonou o país e povo.
    Desertou de suas funções!

    Em tempos de guerra, Bolsonaro seria condenado à pena capital.
    Em tempos de paz, o presidente não será reeleito merecidamente.

    Um forte abraço, dr.Béja.
    Muito obrigado pelo comentário dirigido a mim, diretamente.
    Saúde e paz.
    Cuide-se!

  19. Informações de agora, o Brasil se aproxima de 60 mil mortos pelo COVID-19!

    O número de vítimas de ontem para hoje atingiu 1.280 pessoas!
    Tais dados são estarrecedores.
    Atingimos a metade dos mortos pela pandemia nos Estados Unidos, o primeiro país em vítimas fatais no mundo, seguidos de nós, brasileiros.

    Bota gripezinha nisso!

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