Senador abre mão do sigilo. Todos deveriam fazer o mesmo.

Deu no IG

O senador Humberto Costa, líder do PT, negou ter envolvimento nos esquemas de corrupção da Petrobras. O jornal Estadão mostrou que o ex-diretor de abastecimento da estatal de petróleo, Paulo Roberto Costa, afirma no depoimento da delação premiada que o petista teria recebido um milhão de reais para a campanha eleitoral de 2010.

Através de uma nota, Humberto afirmou que todas as doações de campanha que recebeu em 2010 foram registradas e aprovadas na prestação de contas à Justiça Eleitoral. O senador segue a nota dizendo que a denúncia é inconsistente por não haver razão do PP apoiar financeiramente a campanha de outro partido e que Paulo Roberto não apresenta provas nas acusações.

O senador afirma conhecer Paulo Roberto Costa desde 2004, mas ressalta que a relação dos dois era institucional por conta do processo de instalação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Humberto diz ainda que é amigo de infância de Mário Beltrão, mas ele nunca solicitou dinheiro a Costa para campanhas.

O petista reintera que defende a investigação das denúncias que envolvam a Petrobras ou qualquer outro órgão do Governo e que vai aguardar com tranquilidade o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República sobre as acusações. O parlamentar encerra a nota afirmando se colocar à disposição de todos os órgãos de investigação e disponibilizando os sigilos bancário, fiscal e telefônico.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG A quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico é importante, mas no caso do esquema da Petrobras sabe-se que muitas propinas foram em doações “legais” a campanha ou ao partido. Além disso, o dinheiro da corrupção era transportado também em malas ou depositado em contas no exterior. De toda forma, porém, a proposta do senador pernambucano é excelente. Daqui para a frente, todos os homens públicos deveriam abrir mão do sigilo bancário, fiscal e telefônico. O mínimo que aconteceria é que a corrupção ficaria um pouco mais dificultada. (C .N.)

19 thoughts on “Senador abre mão do sigilo. Todos deveriam fazer o mesmo.

  1. Se o Estado processar o individuo, nao importa se Ministro de Tribunais, Deputados, Ministros ou Senadores, a quebra de sigilo deveria ser automatica.
    Mas quem defenderia essa mudança da Lei que existe para proteger corruptos, a Veja ou o seus militares?

    • Sua proposta é limitada e muito perigosa para o cidadão comum. Eu a reformularia dizendo que: “Quando uma pessoa passa a exercer um cargo público, seja no executivo, no legislativo ou no judiciário, seus sigilos devem passar automaticamente a abertos. Para qualquer investigação. É o preço que se deveria pagar para fazer parte da máquina estatal, em prol da transparência dessa mesma máquina.” Agora, querer que se o Estado processa alguém os sigilos desse alguém devam ser automaticamente quebrados, fere a proteção do cidadão contra o Estado (sim, esta proteção é importante numa democracia, protege o cidadão contra os abusos de quem deveria estar cuidando dele).

      • Wilson
        Corretíssimo.
        Aliás, a vulgarização da ocupação de cargos públicos é facilmente identificada, no momento em que passaram a esconder a sua verdadeira identificação: SERVIDOR PÚBLICO. Alguns seguimentos, para diminuir suas responsabilidades ou, demagogicamente, venderem a ideia de que estão mais próximo dos pobres, passaram-se a chamar trabalhadores disso ou daquilo.
        Está na estrutura pública, seja concursado, FG ou CC,
        E os dirigentes, em todos os níveis, de empresas que prestação serviços terceirizados e participam em concorrências públicas, também deveria constar em seus contratos a quebra de sigilos nos contratos.
        O mesmo para ocupantes de cargos com mandatos eletivos.
        Imunidade para agir dentro da função/cargo, como é o caso dos legisladores. mas em tudo o mais, cidadãos que ocupam funções/cargos públicos.
        Abraço e saúde.

  2. O nobre senador Humberto Costa, como líder do PT no senado, deveria exigir de seus colegas de partido e aliados, a mesma postura. É claro que nem gestionará.
    Vão bater nele. Suas afirmações longe estão de representar verdades absolutas.

  3. Essa máfia teve origem nas gestões de dois ministros do FHC (Serra e Negri) e prosseguiu nas de dois do Lula ( Humberto Costa e Saraiva Felipe). Na do último do Lula aí citado é que a PF entrou no circuito e prendeu gente, Serviu de politicagem para ataques recíprocos entre tucanos e petistas nas eleições de 2006. Foram presos ex deputados, funcionários da PLANAM e uma assessora do MS. Não gosto do Serra nem do Costa, não ponho a mão no fogo por nenhum dos dois, mas não acredito em seus envolvimentos NO CASO ESPECÍFICO. Essas coisas são de desonestos que se infiltram como cotas de parlamentares de bases de apoio em cargos de confiança em órgãos públicos para surrupiar verbas, como corriqueiros fraudadores do INSS em conluio com chefetes, etc. etc.

  4. KKKK, lá vem os MAVs com o FHC. Como o pessoal do stalifascista Franklin Martins e seus moleques de recados são criativos. Se ele roubou eu posso ser safado e roubar ! Patéticos.

  5. Muito cara-de-pau esse senador Sanguessuga….Acha que todos somos otários, idiotas…O nobre e podre senador deve achar que somos ignorantes de acreditar que alguém recebe caixa 2 na própria conta bancária.

    • Mas se abrir, tem de ser de todas as contas.
      Esse pessoal acha que a gente dorme de galocha!
      Só idiota colocaria dinheiro vivo, sem recibo, em conta corrente.
      Acho uma graça quando explicam, candidatos e partidos, que os valores repassados aos candidatos são para campanha.
      Se esquecem de dizer que podem aplicar (e alguns aplicam) em comora de tudo: casa, carro, móveis, equipamentos e tudo mais. Não é dinheiro declarado, porque colocaram em contas?
      Há mais dinheiro rolando assim e em sonegação do que o real.

  6. Na minha opinião, a nota do Moderador se completa ao texto do IG , Permita-me:

    “NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico é importante, mas no caso do esquema da Petrobras sabe-se que muitas propinas foram em doações “legais” a campanha ou ao partido. Além disso, o dinheiro da corrupção era transportado também em malas ou depositado em contas no exterior. De toda forma, porém, a proposta do senador pernambucano é excelente. Daqui para a frente, todos os homens públicos deveriam abrir mão do sigilo bancário, fiscal e telefônico. O mínimo que aconteceria é que a corrupção ficaria um pouco mais dificultada. (C .N.)”

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