Senador Luiz Henrique (PMDB-SC) morre de enfarte

Luiz Henrique governo Santa Catarina em dois mandatos

Wellton Máximo
Agência Brasil 

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) morreu hoje (10) à tarde em Joinville (SC). De acordo com assessores, o parlamentar, de 75 anos, teve um enfarte fulminante em casa depois do almoço. Ele chegou a ser levado para o hospital, onde teve a morte confirmada às 15h15.

Prefeito de Joinville por três mandatos, Silveira era senador desde 2011. No início do ano, Silveira disputou a presidência do Senado, mas perdeu para o também peemedebista Renan Calheiros (AL).

Antes de chegar ao Senado, Silveira tinha sido governador de Santa Catarina por dois mandatos, de 2003 a 2010. Ele começou a carreira política em 1973, como deputado estadual por Santa Catarina, e exerceu cinco mandatos como deputado federal, tendo participado da Constituinte de 1988.

De acordo com a assessoria, o corpo do senador será velado amanhã em Joinville. O enterro também será na cidade, mas os horários ainda não estão definidos. Assumirá a vaga de Luiz Henrique da Silveira, no Senado, o primeiro suplente Dalírio José Beber, do PSDB.

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  1. A ÚLTIMA ENTREVISTA DO SENADOR LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA – dada à agência adjori de notícias

    Agência Adjori de Jornalismo – Como o senhor avalia a sua atuação no Senado em 2014?

    Luiz Henrique da Silveira – Mesmo sendo um ano atípico, com a realização da Copa do Mundo e de eleições, foi um ano de intenso trabalho. Faço parte de sete comissões, onde atuo como titular, seja como relator, presidente, ou vice-presidente e também represento o Brasil no Parlamento do Mercosul. Então, a demanda é grande.

    Adjori – Qual foi o seu projeto mais importante?

    LHS – São muitos os projetos que defendo como essenciais para o desenvolvimento do Brasil, mas o Pacto Federativo é, na minha opinião, o essencial deles, que vai acelerar o crescimento, aumentar a taxa do PIB, ampliar investimentos públicos, acionar a economia. Em 2014, demos passos importantes nesse sentido, que foram as aprovações do novo indexador das prestações das dívidas dos estados e municípios e da convalidação dos benefícios fiscais dos estados e municípios.

    Adjori – Qual foi a maior frustração de 2014?

    LHS – Eu gostaria de ver o Brasil descentralizado, assim como fiz em Santa Catarina, que é um dos estados que mais emprega no país. Que tem energia elétrica em todos os municípios e com os acessos a todas as cidades pavimentadas. Há um projeto de Lei, de minha autoria, que propõe que 20% da dívida consolidada dos estados sejam aplicados direto em investimentos estaduais, em cinco áreas: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública, ciência, tecnologia e inovação. Se aprovado, vai concretizar a descentralização, desburocratização e agilidade.

    Adjori – O senhor acredita na aprovação da Reforma Política?

    LHS – A reforma política tem que acontecer, ela é imprescindível para enfrentarmos o momento de fragilidade da democracia brasileira. Enquanto empresas concessionárias do governo para a execução de obras e as grandes empreiteiras continuarem financiando campanhas eleitorais, o Brasil vai continuar sofrendo com casos de corrupção como o do Mensalão e o da Petrobras. Por isso, sou a favor do financiamento público e de doações apenas de pessoas físicas. Eu sou contra a reeleição e a favor do mandato de seis anos. Fui o primeiro e único governador a renunciar ao cargo para concorrer em igualdade com meus adversários. Defendo a propaganda eleitoral ao vivo na televisão, sem a pré-produção dos profissionais de marketing. É preciso dar tempo ao país para pensar-se e repensar-se e dar tempo aos governos para atuarem dentro de programas consistentes de médios e longos prazos, e não deixar que o país pare de dois em dois anos para uma nova eleição.

    Adjori – O senhor acredita que possa ser presidente do Senado?

    LHS – Olha, eu faço parte do maior partido do país, e, desde sempre, nunca troquei de partido. Então, dentro do PMDB e mesmo no Senado, existe essa conversa de corredor, de gente que aponta meu nome. Mas também existem muitos outros parlamentares preparados. Se eu tiver meu nome indicado e se o PMDB entender que é o momento, eu me sinto preparado, sim, diante da minha trajetória. Mas não é onde estou concentrando minhas energias nesse momento.

    Adjori – O que o senhor espera para 2015?
    LHS – Eu espero que os projetos essenciais como o Pacto Federativo e a Reforma Política efetivamente saiam das gavetas. Eu vou trabalhar para isso. Porque desses projetos depende um Brasil desenvolvido, sem corrupção. Um Brasil mais igual, menos burocrático. Um Brasil de mais Brasis e menos Brasília, descentralizado.

    Agência Adjori/SC

  2. O Brasil perdeu um político sério. E simples.
    O conheci pessoalmente, quando foi prefeito de Joinville.
    Minhas condolências a sua família e ao povo catarinense.

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