Senador Requião pede explicações ao BNDES sobre dívidas da Organização Globo

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Carlos Newton

Com a multiplicação da estupenda herança recebida de Roberto Marinho, seus três filhos recentemente conseguiram subir no alto do pódio como a família mais rica do Brasil, suplantando as griffes Ermírio de Moraes Setubal, Gerdau e tantas mais, sem falar na família do ex-tudo Eike Batista.

Justamente por isso, é surpreendente que os Marinho possam ter dívidas junto ao BNDES. Este banco estatal, como todos sabem, vem usando indevidamente os recursos do povo brasileiro (arrecadados pelo FAT – Fundo de Apoio ao Trabalhador) para apoiar com juros de 5% ao ano grandes corporações nacionais e estrangeiras, que não necessitam de fomento e têm totais condições de buscar financiamentos no mercado internacional, como é caso da própria Organização Globo.

Nesse caso, a novidade é que, no apagar das luzes da legislatura de 2013, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) apresentou requerimento de informações ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a quem o BNDES é subordinado, nos seguintes termos:

Requeiro que sejam informadas e remetidas, as respectivas copias dos documentos relativos aos benefícios fiscais e creditícios que tem sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo. Indicando, inclusive, se há amparo legal para a concessão de benefícios a quem esteja com elevadas dividas com a União”.

LESSA NÃO EMPRESTOU

Até novembro de 2005, final da gestão do economista Carlos Lessa no BNDES, apenas uma empresa da Organização Globo tinha dívidas com o BNDES – a NET.  Na época, representando a família Marinho, a economista Maria Silvia Bastos Marques realmente tentou conseguir um vultoso financiamento para a Organização Globo, mas não foi bem sucedida, até porque existia uma proibição do Tribunal de Contas da União, que impedia novos empréstimos ao grupo, enquanto não fosse resolvida a inadimplência da NET.

De lá para cá, ninguém sabe o que acontece no BNDES, porque desde o início da gestão de Luciano Coutinho o banco estatal deixou de ser transparente. Até então, o BNDES divulgava toda grande operação realizada, encaminhando as informações diretamente a todos os órgãos da grande imprensa e publicando em seu site oficial. Mas Luciano Coutinho resolveu acabar com a transparência, para operar mais à vontade, digamos assim.

Agora, com o oportuno requerimento do senador Requião, a opinião pública poderá saber se houve qualquer financiamento à Organização Globo, que ultimamente tem sido muito criticada por ser uma das maiores sonegadoras de impostos do país. Essa prática está se tornando uma verdadeira praga, utilizando abertamente por grandes corporações empresariais privadas que atuam no Brasil.

Simplesmente não pagam os impostos, colocam o dinheiro para render no mercado financeiro, depois se beneficiam com o programa Refis (quitação de impostos federais atrasados, mas sem multas e juros).

Em novembro, por exemplo, o Tesouro só apresentou superávit de R$ 28,8 bilhões após incorporar os R$ 15 bilhões dos bônus pagos pelo leilão de Libra e mais R$ 20,4 bilhões arrecadados com incentivo a empresas que quitassem dívidas sem multas e juros. Somente a mineradora Vale renegociou R$ 6 bilhões, com os bancos privados renegociando outros R$ 12 bilhões, vejam que grandes espertalhões. A Globo também está nessa onda, claro. Sonegam, fazem o dinheiro render e depois não pagam multa nem juros, embolsando os rendimentos obtidos. Ah, Brasil!

9 thoughts on “Senador Requião pede explicações ao BNDES sobre dívidas da Organização Globo

  1. Tantos anos para requerer e só agora em ano eleitoral? Esse senador é aquele que criou o Disque Quercia para a corrupção em 1991 e em 2008 ficou aliado do Quercia. É aquele que, ao ser questionado em 2011 sobre sua aposentadoria de 24 mil reais, retirou o gravador do jornalista e depois fez o filho devolver tudo apagado. Os Marinho são especialistas em lidar com esses picaretas que jogam para a platéia. Esperem para comprovar que isso não vai dar em xongas.

  2. Sr. Newton, o BNDS, o “S” significa: safadeza, sujeira, menos o que o governo proclama “social”. O Sr. Carlos Lessa, foi defenestrado da Presidência, por sua honestidade.
    O Empresário de pequeno e médio porte, que dão a maioria de “empregos”, não encontra respaldo no BNDS para seus pleitos de consolidar e aumentar seu empreendimento, enquanto os grandes, encontram sempre a porta do BNDS escancarada, para suas maracutaias, as razões, sabemos, mas, não podemos falar, sob o risco de ser processado, por calunia e difamação, pois “dinheiro não deixa impressão digital!!!”, mas, aumento de patrimônio!!
    O MPF e o TCU, órgãos de fiscalização, tem que fazer uma devassa no BNDS, mais, isso nunca vai acontecer, é apenas um “sonho de verão”.
    O Congresso, recheado de falsos representantes, está mais desmoralizado e mais sujo que pau de galinheiro, portanto nada vai mudar, a não ser o aumento do empobrecimento do “Zé Bagaço”, a fortuna do aumento do Salário Mínimo Miserável, não nos deixa mentir, a imprensa, no dia 02/01, publica os aumentos dos governos de “impostos e taxas”, e por consequência, a iniciativa privada, acompanha em seus produtos e serviço.
    Única Esperança, que em 05/10/14, o “Zé Bagaço” vote com consciência e dignidade, para tirar o País da beira do “precipício”.
    Só nos resta ORAR À DEUS, pedindo sua Misericórdia.
    ACORDA BRASIL, E MUDA TEU RUMO!!

  3. A riqueza do milionário brasileiro quase sempre tem origem no público. Globo, ermirio e eike. Todos criados e cevados na ditadura. Todos se locupletaram de alguma forma do dinheiro público. Até montadora multinacional pega dinheiro a juros beneficiadfos no BNDES. E não é de agora, não. Isso é coisa normal no Brasil. O escândalo do cartel paulista, protagonizado pela siemens e políticos explica parte dessa cultura do enriquecimento através do dinheiro público gerido como se fosse propriedade de quem está no poder.

  4. Este artigo é um plágio,meio envergonhado e menos informativo, da coluna do Hélio Fernandes ,de ontem.
    Acho que ,pelo menos,os créditos teriam que ser dados ao original.Seria mais “saudável” e transparente.

      • Pura tergiversação,CN!Matéria e tema tem o mesmo significado:ASSUNTO!!!
        A diferença não reside nisso e sim no nível de informações que são mais completas na coluna do Hélio.
        Não vou trancrevê-la aqui ,pois seria falta de ética, mas quem quiser comparar é só ir no blog do Hélio e fazer o cotejo!!!

  5. Prezado Editor Carlos Newton:

    Muito esclarecedora sua matéria sobre empréstimos oficiais a perder de vista e com juros de pai para filho, ao contrário do cidadão comum, que paga 12% ao mês no cartão de crédito. Enquanto isso, a dívida interna já passou da casa do trilhão, dívida essa que todos os brasileiros terão que pagar de uma maneira ou outra. Não acredito mais nos órgãos de defesa do Estado e do cidadão, nem me dou ao trabalho de citar nenhum deles, pura perda de tempo.

    Agora, o que me espantou na matéria foi a sonegação da Vale. Um dos argumentos de comentaristas, aqui mesmo no BLOG, era de que a privatização da estatal Vale do Rio Doce foi boa para o Brasil, em virtude dos impostos que ela vinha arrecadando para os cofres públicos. Esse argumento falacioso cai por terra completamente. Caros privatistas: Tentem outro argumento porque o do aumento da arrecadação de impostos já era. Sem falar nos empréstimos do BNDES, portanto, do cidadão, que eles pegam para rolar suas dívidas e supostamente carrear para investimentos, que nunca são fiscalizados.

    Esses são um dos fatores pelos quais, o Brasil anda para trás. Para os amigos do Rei tudo, para a Educação nem o que está estabelecido na Constituição, basta ver o estado precário das escolas públicas.

  6. Roberto Nascimento, o que muitos não entendem, é que uma empresa estratégica de suma importância, não pode ficar nas mãos da iniciativa privada , pois não tem compromisso
    com o país, nem com o social, seu compromisso, é o lucro. Os donos da Vale, são donos
    de uma grande área territorial riquíssima do Brasil.

  7. Se fosse outro pessoa que pedisse explicações, até que seria plausível. Mas esse tal de Roberto Requião….

    Falar em HF vi um artigo dele, sentimentalóide, só faltou fundo musical (Love is a splendorose thing) , contando istórias de suas relações pessoais com Marigella.
    Parece que quer ficar bem na fita diante da nossa esquerdinha de uns tempos para cá, para que não lembrem do fato concreto de que ele, HF, apoiou a derrubada de Jango.

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