Será que o PSDB vai desistir de ser um partido exclusivamente paulistano?

Carlos Newton

A mensagem das urnas foi clara. O PSDB, que nas asas do delírio da dupla Fernando Henrique Cardoso/Sérgio Motta sonhou em ficar 20 anos no poder, teve este domingo um choque de realidade.

Seu mais importante político, que há dois anos disputara a eleição presidencial, não teve condições de enfrentar um candidato estreante e cheio de vulnerabilidades, pois Fernando Haddad foi o pior ministro da Educação deste país, sem a menor dúvida.

Sua administração foi uma fraude, movida a programas pretensamente modernos e sociais, como a abertura escancarada das universidades particulares a candidatos totalmente ignorantes, sem vestibular, num suposto projeto de crédito educativo que nada tem a ver com mérito e está apenas enriquecendo os empresários que exploram a educação, uma atividade que deveria ser pública e de qualidade, como a saúde, se é que podemos sonhar com governos que se preocupem com isso.

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FRAUDE POLÍTICA

O país está montado numa fraude. A liderança de Lula atrapalha muito mais do que ajuda a presidente Dilma Rousseff, que é gabaritada, sabe o que o país precisa, mas está tendo dificuldades enormes para administrar.

A própria Dilma Rousseff não se encontra, não se assume, não incorpora a Dama de Ferro que deveria ser. Os muitos corruptos que seu governo herdou do ex-presidente só caíram porque ficaram podres. Em nome da “governabilidade” que Lula lhe impõe, a presidente da República não moveu uma palha para afastar nenhum desses corruptos e até lutou e luta por eles.

Agora mesmo, ela errou feio ao interferir na Comissão de Ética do Planalto, para salvar um ministro corrupto como Fernando Pimentel, que aceitou R$ 1 milhão para fazer palestras em cidades do interior de Minas Gerais e não esteve em nenhuma delas. Não pronunciou uma só palestra, nem mesmo para disfarçar.

O pior é que a oposição é tão podre quanto a situação. O PSDB se tornou um partido moralmente falido, desde a Era FHC. O PDT e o PTB são uma pálida imagem do que foram. O PSB pratica um socialismo de araque. O PSOL é um projeto de novo PT que ninguém suporta mais. O PSD é um partido à venda, sem licitação.

O país não precisa de políticos ideológicos. Precisa apenas de políticos honrados. E eles, desgraçamente, são poucos em nossos dias.

Desculpem o desalento. Nessa eleição que terminou hoje, uma satisfação foi ver o povo de Curitiba elegendo um homem honrado como Gustavo Fruet. Houve renovação em outras importantes cidades, com jovens políticos chegando ao poder municipal. Mas o resto é silêncio, como dizia o genial Erico Veríssimo.

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