Serginho cabralzinho, deprimido, desgastado, destituído, desmontado, desesperado, quase demitido, fugiu do Complexo do Alemão. Não foi à missa do Arcebispo, à ceia, ao cinema.

Helio Fernandes

A falta de representatividade pela inexistência de partidos, pela compra e venda de legendas, pelo domínio das cúpulas, pela não competitividade dos militantes, traz como consequência o que coloquei no título destas notas.

O governador Sergio Cabral, reeeleito, está no mais visível e completo ostracismo. Deserdado politicamente pela própria arrogância, não indicou nenhum ministro. Repudiado pelo PMDB (aparentemente seu partido), se autocondenou, se exilou no belo Palácio Laranjeiras, passa recibo na própria falta de prestígio.

Tentou capitalizar a coletivização do Complexo do Alemão, foi desmentido pelo fatos que não podem ser alterados. De Cabral é a tentativa, em 2007, de “pacificar” o Alemão, “a ferro e fogo”, com fuzis de alta potência dos dois lados.

Apesar dos equívocos e desacertos da ocupação, os resultados ainda são positivos. Pelo menos o afastamento do governador de toda e qualquer participação, é favorável, ou melhor, altamente favorável. Não prenderam ninguém de importância, mas o que se festeja intensamente, é a derrota do governador. E dizer que ainda temos que aguentar “4 anos disso”.

O governador vai à posse de Dona Dilma, de Brasília não escondem, “que felicidade se o governador do Estado do Rio não pudesse comparecer”. Mas vai, sobre isso nenhuma dúvida. Aqui mesmo no “seu reduto”, não comparece a fatos importantes. Mas na posse da nova presidente, estará presente. O Estado do Rio nunca foi tão humilhado e “desrepresentado”.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Tempestá, rezou missa de Natal, pedindo a Deus que consolide a coexistência de todos no Alemão, Cruzeiro e as outras favelas, quase mil, abandonadas e ainda dominadas pelos traficantes.

Ao lado do Arcebispo civil, o Arcebispo militar, general Adriano Pereira (comandante do antigo e poderoso I Exército, hoje Comando Militar do Leste). A outra autoridade (?), o governador do Estado, não compareceu, fez como os “ex-donos” do morro, fugiu acintosamente.

Também não foi à ceia, nem tomou conhecimento da inauguração festejadíssima, do primeiro cinema no morro. Ninguém desprestigia e desprestigiou tanto o governo quanto ele mesmo. Sabia que ninguém tomaria conhecimento da sua presença, a ausência nem foi notada.

 ***

PS – Por que o governador, que já disse, “é a minha última eleição e o último cargo”, por que não presta um serviço a ele e à população, renunciando agora, antes do início do segundo mandato?

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *