Serra, Aécio, FHC e o PSDB: uma opinião apartidária e barata.

José Reis Barata

Pensei em instigá-lo a expressar a sua, não o faço. Você que decida se a dará ou não. Não o fazendo, lembro que o povo que pensa e também o que não pensa que: “quem cala, consente”, restando a minha. Recordo mais ainda que: quem efetivamente elege não é a minoria; não são os ativistas, os críticos, os originais que ousam sair do armário,do ostracismo a que se auto-impõem, mas, a maioria silenciosa.

Não se está aqui cogitando discutir tantas vaidosas falácias que tanto massageiam egos impudicos; de considerar mitos, hipocrisias, cinismos e inverdades; democracias, ismos, legitimidade do voto, representação, governo do povo, governo de todos, república, justiça social, igualdade, liberdade…  mas e simplesmente pisar “o que é”; do único modo pacífico para mudar o que considera que deve ser mudado, ou seja, o inimigo mais próximo; o grupo que detém o poder, só.

Inimigo sim: bandido é bandido, polícia é polícia; meu bem é o meu bem e não o mal do outro que por milagre ou por uma possível astúcia do método dialético pode vir a ser meu bem. Esse tipo de conduta somente tem dado azo a uma absurda corrupção física e mental, louca e alucinada inversão de valores.

Um espaço como este, partidariamente desatrelado, a tomada de opiniões virtuais se põe como de inestimável valor por destituídas de um interesse partidário, sectário, imediato e portanto, deste modo, nunca duvidoso.

Os nomes que insistentemente mais circulam são indubitavelmente de Serra e Aécio. Serra por razões indiscutíveis. Principalmente pela credencial de dezenas de milhões de votos ainda quentes e frescos do último pleito. Se por falta de opção ou não, é outra questão; se o fogaréu de vaidades que ainda arde internamente no PSDB foi responsável por jogá-lo a uma derrota na praia carece ser posto em contrição, também; que o fato do voto realizado é avenida aberta para um próximo, não creio que alguém questione em face a atenção que desperta o fator rejeição.

Serra não tem rejeição, exceto a virulenta, interna a partir de FHC; tem sim, numerosos e conhecidos reparos veementes pela covarde postura da “mesmice” política que preservando o adversário, faz dele o possível comparsa de amanhã ou o desconfiável candidato de hoje. Nada, contudo, que uma boa e corajosa postura da verdade não possa solver: enterrando-o de vez, ou o entronizando.

E Aécio? Tal caviar do Pagodinho. Não conheço. Nada conheço e milhões nada conhecem e nada sabem. Um novo desastre mitológico tipo Collor? A maioria medíocre não se move pelo que “nada sabe”, mas pelo que todos sabem, pelos mitos que produz. Mormente se envolvida por interesses diretos como se pode considerar o espantoso assistencialismo governamental entranhado em prementes questões sociais por um populismo demagógico civicamente irresponsável .

O que de Aécio fica são “coisas midiáticas”, políticas triviais e superficiais onde pesponta, também, um cultural e dinástico heredofamiliar; um rumoroso escândalo noturno e conduta dúbia perante o poder. Esta, inaceitável para quem pensa que em relação ao poder somente há dois lados: dentro e fora. Mais uma figurinha carimbada fabricada pelo vazio.

Será isso, mais essa previsível derrota antecipada que nossa história política reserva? Não se trata de nomes, de Serra, de Aécio, de FHC nem da ladina e obscura eminência parda Guerra e de muitas outras que labutam nos subterrâneos partidários, mas:

Será impossível que o fechado grupo partidário dirigente use a razão? Pense como grupo, como partido, pense e empolgue a intranqüila e angustiada Nação que com essa indecisão enterra a esperança da oposição? Mais uma vez?

Não se trata de eu ou você, mas, de um compromisso com um interesse maior, um interesse e compromisso com o Poder que está em cada um e todos e que impende ser conquistado com as armas disponíveis que somente a experiência e a razão as podem manejar com probabilidade de sucesso.

“É triste dizer, mas há uma coisa que é necessário demonstrar com mais rigor e obstinação, é a evidência. De fato, a maioria das pessoas não tem olhos para vê-la. Mas essa demonstração é tão aborrecida! – Nietzsche”

 

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