Serra-Kassab-Alckmin

Helio Fernandes

Tentando se candidatar ao Prêmio Nobel da Tolice, o duas vezes derrotado presidenciável, respondeu publicamente ao prefeito de São Paulo, inventado, privilegiado e patrocinado por ele: “Não existe nenhuma possibilidade de eu me alistar no PSD do prefeito”.

Ora, isso é tão visível, que se quisesse, Kassab poderia responder: “Primeiro, é preciso saber se o partido aceitaria a sua filiação”. Inegável. Se Kassab está fundando um partido para não depender de ninguém, pois sabe que não obteria legenda em nenhum partido, por que aceitaria Serra?

O problema criticável não é o fato de Kassab criar um partido, e sim ter feito tudo errado. E além do mais não tem cacife para nada.

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REVELAÇÃO ÓBVIA

Antes de 2010 terminar, disse aqui: “Serra deve ser candidato a prefeito, deixou isso bem claro, ao se despedir, dizendo não é um adeus e sim um até já”.

Em 2002, quando o PSDB, convencido que Serra perderia, quis retirar sua candidatura, ele esbravejou: “Estou com 60 anos, minha vez é agora”. Disputando agora a prefeitura como trampolim para a terceira candidatura a presidente, dirá na certa: “Em 2014 estarei com 72 anos, cheio de saúde, vontade e capacidade de trabalho”.

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PS – O que pode surpreender a muita gente, mas não a este repórter: Serra está mais preocupado com Alckmin do que com Aécio.

PS2 – Não fará nenhum acordo com Aécio, e pode se acertar com Alckmin. Se perceber que perderá para presidente pela terceira vez, apoiará o atual governador.

PS3 – Termos: Serra seria candidato a governador (é o segundo cargo em importância no país), em troca apoiaria Alckmin para presidente.

PS4 – Um problema para o qual ainda não pensaram (?): Alckmin teria que sair em março de 2014, passando o cargo ao vice, que poderia se candidatar ao que chamam de reeeleição.

PS5 – Esse vice se chama Afif Domingos e sua capacidade de sobrevivência é espantosa. Conheço Afif há 30 anos, presidindo a Associação Comercial, sem sair do jogo político. E até participando comigo e outros, dos debates do programa Ferreira Nato, o mais democrático, que convidava a todos, de qualquer lado. Que saudades dos tempos em que se debatia.

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