Servidor pede ajuda a Béja, mas Pezão está blindado na Assembleia por Picciani

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Picciani é uma espécie de “leão-de-chácara” do Pezão

Carlos Newton

A Tribuna da Internet recebeu mais um pedido de ajuda endereçado ao jurista Jorge Béja, desta vez enviado pelo servidor Nelson Souza, nos seguintes termos: “Desculpe-me, mais uma vez, Newton… O assunto é Cabral, certo? Querido, este infeliz faz parte desta insustentável situação do RJ… Bem, vamos aos fatos: Picciani (Alerj) jamais poderia comandar alguma coisa…Temos uma “oposição” (Alerj) que, na realidade, não funciona…Pior, temos um Ministério Público que assiste tudo “de camarote”. É muita humilhação, principalmente para o servidor público… Dr. Bèja, apesar de ter amizade com o Papa, não faz caridade. Vamos dar o nosso recado? Estou disposto a colaborar com as custas, afinal, vivemos na mesma sociedade. Cadê a verdadeira “justiça”? O meu e-mail você tem… Entre em contato, por favor. A situação está fora de controle; cabe uma bela representação, não é mesmo? Contra quem? Não sou advogado; sou cidadão. Por isso preciso da sua ajuda!

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AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA PEZÃO

Jorge Béja

Esse não é aquele leitor que ilustra seus comentários com uma máscara branca? Ou é aqueloutro que ilustra com a cara de um cachorro? Não importa quem seja. Diz ele que, embora amigo do Papa, não faço caridade. Errou. Fiz da minha vida uma missão de servir ao próximo, sempre de forma desinteressada, principalmente nas causas de interesse coletivo. Ainda sou assim. E assim serei sempre.

O que o servidor quer? Na mão do Picciani, presidente da Assembleia, existem 20 representações contra Pezão pedindo o impeachment, e ele engavetou tudo.

Pessoalmente, não posso fazer nada. Não, por falta de caridade. Nem por interesse em ganhar dinheiro, interesse que não me toca. É que não existe remédio jurídico para tirar Pezão do cargo. A situação é de intervenção federal. Mas nem isso Temer faz nem tem autoridade para fazer.

Aqui na TI, meses atrás, noticiei que um policial civil aposentado iria dar entrada com pedido de impedimento de Pezão. Através de seu advogado, ele fez o que prometeu. A petição dele é mais uma para a coleção de Picciani. Mas cabe uma indagação: Não se poderia ingressar na Justiça com uma ação cominatória de obrigação de fazer, para obrigar Picciani a despachar as petições? Sim, poderíamos. Mas seria chover no molhado. Picciani cumpriria a ordem judicial e simplesmente negaria todos os pedidos. É o cargo que ocupa que a ele dá esse poder absoluto, conforme aconteceu com Eduardo Cunha no caso dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff.

A esperança vem desta notícia que acabo de receber com exclusividade de um integrante da alta cúpula do Ministério Público do RJ, o mesmo que se interessou, interveio e comprou a briga do bebê Gabriel, que ia ficar cego se não fosse operado. Escreveu ele:

“O Conselho Superior do Ministério Público deu sinal verde para o prosseguimento de uma ação civil pública contra Pezão por improbidade administrativa. A ação é um pedido do Cremerj que acusa o governador do Rio de, em 2014, gastar menos na área de saúde que o determinado por lei. Uma sucessão de pedidos de vista retardou a tramitação do caso, por três meses, no Conselho Superior do Ministério Público”.

Pode ser este o caminho, mas é demorado.

9 thoughts on “Servidor pede ajuda a Béja, mas Pezão está blindado na Assembleia por Picciani

  1. Caro Dr beja:
    Então a única maneira de resolver esse problema criado pela quadrilha de Cabral,Piciani,pezão além do TCE,MPE,TJ RJ que assistiram essa roubalheira sem tomar qualquer providência,e a radicalização,com quebra-quebra,invasão do Palácio Guanabara,Alerj,além de outros órgãos.
    já que a justiça só serve pra proteger esses bandidos,tem que ser com quebra-quebra e violência.

    • Jorge,
      digamos sempre não à violência. É incompatível com a civilidade e a civilização. Mas os movimentos multitudinários, que arrebatam o povo cansado de sofrer e conviver com tanta desigualdade e tanta injustiça, são movimentos autênticos e que existiram na História e não acabaram. Veja a Revolução Francesa. Conseguiram derrubar a monarquia.mas quem assumiu foi a burguesia. E que até hoje está no poder.
      Numa comparação grosseira, tomemos como exemplo a situação dos presídios do nosso país. É um drama antigo. Nunca resolvido. E deu no que deu. Todo poder emana do povo e em seu nome é exercício. Mas quando o poder é retirado do povo e passa para os bandidos que a nossa boa-fé e inocência elegeram, o perigo deste Brasil pegar fogo é iminente. E legítimo.

  2. Dr. Jorge Béja, bom dia.
    É um crime o que Luiz Fernando Pezão está fazendo com a CEDAE, dando de mãos beijadas esta empresa que dá lucro, com a exigência do ministro banqueiro da fazenda Henrique Meirelles, vai vender esta empresa que presta um serviço essencial para a população do estado do Rio de Janeiro, peço que o senhor faça uma análise deste crime contra o erário público, vender uma empresa por R$ 3 bilhões de reais, quando a mesma vale 4 vezes mais que isto e pior, as contas vão aumentar exageradamente, pois nas mãos de empresários sabe como vai ficar, o pobre que já tem dificuldades de receber água potável, vai ficar sem água.
    Um abraço,

    • Roberto,
      sempre defendi e continuo a defender que certos serviços públicos não podem ser explorados (no sentido lieteral e comercial) pelo particular. Cito exemplos: Justiça, policiamento civil e militar, atendimento médico-hospitalar, promotoria e defensoria públicas, forças armadas, sistema penitenciário, defesa do território nacional, energia elétrica, gás, água, saneamento…………

      Primeiro porque são serviços que não podem ser prestados para gerar lucro, um vez que integram a cidadania e estão no âmbito da relação povo-governo. São serviços públicos essencialíssimos intransferíveis e que não podem faltar, nem retardar e devem ser prestados da melhor e mais segura forma possível.

      Segundo porque são serviços que seus agentes estão investidos no Poder de Polícia, ou seja, são autoridades eou agentes da autoridade, condição que o particular não detém e nem podem receber em virtude da terceirização, ou privatização ou venda.

      São bens e serviços cem por cento públicos. São inalienáveis e só o Poder Público tem a prerrogativa de executá-los e deles ser o titular.

      Por isso é que todas as privatizações, mesmo que autorizadas por leis casuísticas, são inconstitucionais. A Cedae do Estado do Rio de Janeiro é um exemplo, caso Pezão, devidamente autorizado pela Alerj, venha vender a empresa.

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