Sete países da América Latina também passam a investigar propinas da Odebrecht

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As grandes obras no exterior foram financiadas pelo BNDES

André Richter
Agência Brasil

Pelo menos sete países da América Latina anunciaram investigações sobre pagamento de propinas por executivos da empreiteira brasileira Odebrecht, em troca de vantagens em contratos públicos – Peru, Equador, Colômbia, Argentina, Venezuela, Pananá e México. As medidas foram tomadas em reação à divulgação de documentos nos quais o Departamento do Estado dos Estados Unidos confirmou que a Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina a funcionários de governos em 12 países.

As informações foram divulgadas após a confirmação de que a empreiteira assinou acordo de leniência com autoridades dos Estados Unidos, Suíça e do Brasil simultaneamente.

PERU – Diante das novas denúncias, a procuradoria do Peru decidiu reabrir uma investigação na qual o atual presidente Pedro Pablo Kuczynski, é acusado de favorecer a Odebrecht em uma concessão pública durante o período em que ocupou cargo no Conselho de Ministros.

Kuczynski negou ter recebido dinheiro quando comandava o Conselho de Ministros no governo do ex-presidente Alejandro Toledo, que ocupou o cargo entre 2001-2006. Kuczynski disse que apóia a investigação sobre as denúncias. “Eu posso garantir que não recebi nada, nem sei de nada. Obviamente, deve-se investigar tudo isso e sou a favor de uma profunda investigação”, disse.

EQUADOR – O governo do Equador anunciou que pediu ao Ministério Público que investigue supostos pagamentos de propina pela Odebrecht no país. Uma das principais obras feitas pela empreiteira foi a construção do metrô da capital, Quito.

Em 2008, o atual presidente, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht do país sob a alegação de que houve irregularidades da usina hidrelétrica de San Francisco, financiada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

COLÔMBIA – Por meio do secretário de Transparência da Presidência da República, Camilo Enciso, a Colômbia anunciou que vai cancelar todos os contratos nos quais ficar comprovada que a Odebrecht pagou propina.

“No momento em que for demonstrado de maneira clara que houve pagamento de subornos, o estado colombiano não duvidará de nenhuma maneira em tomar as decisões necessárias para terminar de maneira unilateral seus contratos e para evitar que a Odebrecht continue tendo negócios no país”, disse Enciso.

Argentina – O órgão responsável pelo combate à corrupção na Argentina informou que pediu informações à força-tarefa de investigadores da Lava Jato para obter informações mais detalhadas sobre as denúncias de que US$ 35 milhões foram pagos em propina para funcionários públicos entre 2007 e 2015, fato que teria ocorrido durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner.

VENEZUELA – Parlamentares oposicionistas ao governo do presidente venezuelano Nícolas Maduro afirmam que vão investigar as denúncias por meio da Comissão de Controladoria do Parlamento.

As suspeitas são sobre supostos pagamentos de propina a funcionário do governo de Maduro e do ex-presidente Hugo Chavez.

PANAMÁ – O governo do Panamá prometeu processar e punir integrantes do governo, que teriam recebido mais US$ 59 milhões em propina.

O Ministério Público local informou que pedirá informações aos Estados Unidos sobre o caso.

MÉXICO – O governo mexicano e a Pemex, estatal petrolífera, informaram que abriram investigação para apurar o suposto pagamento de aproximadamente US$ 10 milhões para que a Odebrecht fosse beneficiada em contratos da estatal.

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