Sinal de alerta com a disparada do dólar

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A nova onda de alta do dólar, que se estenderá por 2016, acendeu a luz vermelha no Banco Central. Há o temor de que o superendividamento das empresas brasileiras no exterior possa resultar em insolvência mais à frente, caso a moeda norte-americana encoste nos R$ 3. Dívidas maiores representariam mais despesas com juros, comprometendo o fluxo de caixa das companhias.

A ordem do presidente do BC, Alexandre Tombini, é para que todos os débitos sejam acompanhados com lupa. Ele não quer ser surpreendido por uma eventual onda de calotes, o que causaria um estresse desnecessário na economia, que passará por um forte ajuste em 2015.

Desde 2010, a dívida externa de empresas não financeiras saltou de US$ 84,1 bilhões para US$ 117,9 bilhões apenas com os bancos — mais 40%. Já os débitos entre companhias — matriz emprestando diretamente para as filiais brasileiras — passaram, no mesmo período, de US$ 95,1 bilhões para US$ 117,9 bilhões, um aumento de 116%.

VULNERABILIDADE

Esse movimento, no entender o Fundo Monetário Internacional (FMI), foi forte demais, pois deixou as empresas brasileiras mais vulneráveis às intempéries internacionais. Há o risco de maior dificuldade no refinanciamento dos contratos caso o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, decida elevar as taxas de juros no ano que vem. Os investidores que hoje financiam essas empresas tenderiam a preferir a compra de títulos emitidos pelo governo norte-americano.

Para o FMI, o BC brasileiro deve ser rigoroso no monitoramento do endividamento externo. No total, os débitos do Brasil no mercado internacional atingiram, em outubro último, US$ 549,2 bilhões, incluindo as operações intercompanhias, 56% a mais que no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff. “Esse é o tipo de assunto do qual o Banco Central não pode se descuidar”, afirma Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor da Área externa na instituição.

Ele ressalta que estão vivas na memória as quebras dos bancos Marka e Fonte Cindan, em 1999, e da Sadia e da Aracruz Celulose, em 2008. “Não podemos permitir que casos como esses se repitam”, assinala. Na opinião dele, o BC conteve, com certo sucesso, as oscilações do dólar desde agosto de 2013, por meio da venda de US$ 100 bilhões em contratos de swap. Mas essas operações chegaram ao limite. Por isso, Tombini já avisou que, daqui por diante, a moeda americana subirá mais. A hora é de cautela.

31 thoughts on “Sinal de alerta com a disparada do dólar

  1. Janet Yellen – presidente do FED (Banco Central norte americano) já sinalizou que não haverá aumento dos juros nem da remuneração dos títulos americanos antes de 2016.

    Antes que o FED retome a subida dos juros e de remuneração dos títulos do Tesouro Americano, é preciso dar mais tempo para que a indução da economia americana via saturação da liquidez conjugada com juros baixos traga mais resultado com uma maior absorção de mão-de-obra desocupada pelo mercado de trabalho que se aqueceu a partir do estímulo a investimentos que estas políticas trouxeram.

    O Brasil ainda terá tempo para ajustar a sua política fiscal, monetária e cambial se depender dos Estados Unidos.

    A questão é aproveitar isso enquanto é tempo. Mais um ano para promover os ajustes e tudo poderá estar contra.

    PS.: Uma pequena correção: se os débitos intercompanhias passaram de US$95,1 bilhões para US$117,9 bilhões, o salto foi de 23,97% e não de 116%!

  2. Uma Economia como a do Brasil atual, que tem Deficit Fiscal de +- 5% do PIB ( 5% de R$ 5.000 Bi = R$ 250 Bi/Ano , Gov. Fed. gasta mais do que Arrecada), e Deficit do Balanço de Pagamentos Internacional de +- US$ 100 Bi/Ano, +- = R$ 267 Bi/Ano, ( Saem mais Riquezas do que entram no Brasil), depois das Eleições ganha, TEM QUE ARRUMAR A CASA.
    Simplificadamente, o novo Czar da Economia ( Min. Faz. Sr. JOAQUIM LEVY ) tem que reduzir os gastos do Gov. Fed. ( já tem um Pacote Fiscal de cortes de +- R$ 50 Bi), e a meu ver, deverá aumentar a Carga Tributária em +- R$ 100 Bi, reduzindo o Deficit Fiscal portanto de R$ 250 Bi para R$ 100 Bi em 2015, e um pouco mais para 2016.
    Para reduzir o Deficit do Balanço de Pagamentos, deve melhorar o desempenho de nossa Balança Comercial ( Exportações Líquidas), e quase a única maneira de fazer isso rápido é desvalorizando o Câmbio. Com um Real mais desvalorizado em relação ao US$ Dollar, exportamos mais e importamos menos. Mas como aponta o Autor da matéria acima, tem que fazer isso sem Recessão ( Compressão da Economia ), pode até crescer bem pouco em 2015 só não pode encolher, a Inflação terá que tender para o centro da Meta, e o Câmbio tem que ser manejado de forma “lenta gradual e segura” para dar tempo das Empresas Endividadas em US$ Dollar, ir saindo da arapuca.
    É uma bela Tarefa que tem pela frente o Sr. JOAQUIM LEVY, que terá que caminhar pelo menos por 2 anos, “no fio da navalha”.
    Trocando em miúdos, tudo isso e muito mais será feito, redundando em 2015 e 2016 de baixo crescimento, começando a acelerar a partir de 2017. Lembrando sempre que é muito difícil prever o Futuro, ANTES QUE ELE ACONTEÇA.

    • É exatamente isso, Sr. Bortolotto.

      Os ajustes terão de ocorrer na política fiscal em que o governo terá de eliminar gastos e tornar as contas públicas superavitárias, ao mesmo tempo em que isso promoverá o enxugamento do excesso de dinheiro em circulação reduzindo pressões inflacionárias e trazendo a inflação para o centro da meta.

      Na política monetária a manutenção da taxa básica de juros neste mesmo patamar até que a inflação sinalize a convergência para os 4,5% ao ano.

      Aguardar com a manutenção da taxa SELIC até que a balança comercial volte a ficar positiva e reduza a pressão e negatividade do Balanço de Pagamentos sobre o fluxo de dólares em relação ao Brasil.

      Convergindo a taxa de inflação ao centro da meta e a balança comercial tornando-se positiva, passa-se a pensar na retomada da redução da taxa Selic sem se descuidar do movimento de subida dos juros por parte do FED.

      Mantidas estas variáveis sobre controle o BACEN pode concentrar seus esforços no câmbio, mantendo em uma faixa de controle útil ao desenvolvimento do país. Isto é, que estimule as exportações, não desestimule a nossa indústria e, ainda, que reduza a inflação de custo sobre os produtos importados.

  3. Outra boa notícia que o articulista não mencionou é que dos US$117,9 bilhões em dívida externa das empresas nacionais, apenas US$1,8 bilhões (1,5% das dívidas) são de curto prazo, isto é, terão de ser pagas em, no máximo, até final de 2015.

    O restante, US$116,1 bilhões (98,5% das dívidas), são dívidas de longo prazo, ou seja, deverão ser liquidadas após o ano de 2015.

    Portanto, se depender dos Estados Unidos que só promoverão aumento dos juros provocando escassez de dólares nos mercados emergentes e induzindo a subida desta moeda nestes mercados, o que dificultará ainda mais o controle cambial, o governo brasileiro terá chance de ajustar a sua política monetária, cambial e fiscal.

    Mas, tem de ser agora, pois, a oportunidade é derradeira.

    • Corrigindo: Portanto, se depender dos Estados Unidos que só promoverão aumento dos juros provocando escassez de dólares nos mercados emergentes e induzindo a subida desta moeda nestes mercados, o que dificultará ainda mais o controle cambial, o governo brasileiro terá chance de ajustar a sua política monetária, cambial e fiscal, já que o FED só puxará os juros a partir de 2016.

  4. O ilustre Colega Sr. WAGNER PIRES, como sempre valorizando nosso Jornal T I onLine, confirma que a nossa “boa janela de oportunidade” é 2015. Também acho. Outra boa notícia para a Economia do Brasil como um todo, é a queda do preço internacional do petróleo que no trimestre caiu de +- US$ 110/Barril, para +- US$ 66/Barril, ainda com viés de baixa. Num PIB Mundial de +- US$ 90 Tri, isso vai dar um alívio de +- US$ 2 Tri, +- 2,20% do PIB mundial, canalizados para os Países não exportadores de petróleo, caso do Brasil. A curto prazo, +- 2 anos, a queda do preço do petróleo beneficia a Petrobras SA, a partir dali, passa a prejudicar. Paciência.
    O mais importante porém da queda do preço do petróleo nesses níveis, é que cria uma atmosfera POSITIVA nos EUA, Japão, China e a velha Europa, que ajudará TODOS os outros Países ( exceto os exportadores de petróleo) a SUBIR juntos.

    • Perfeito, Sr. Bortolotto.

      O mundo estava ansiando pela queda do preço das fontes de energia. Um modo de aumentar a capacidade produtiva como um todo, mediante o barateamento de insumos, como é o petróleo.

      A queda beneficia, inclusive a nossa Balança Comercial. É uma boa notícia. Porém, em contraponto, apesar de o preço ter caído, estamos aumentando o consumo em decorrência do natural crescimento da população brasileira.

      Estamos importando perto de 24% do que consumimos.

      Grande abraço!

  5. Caros CN, Wagner Pires e Flávio José Bortolotto … saudações!

    São importantes as observações dos senhores … realmente a Economia é quem nos enche os bolsos e a barriga kkk KKK kkk

    Porém, há a Política mediando as vontades e os resultados … … … se Dona Dilma, com amplíssima base de apoio POLÍTICO, levou a ECONOMIA a esta situação snif snIF SNIf não vejo saída fácil … pois o Congresso será bem diferente já em 2015 … ainda mais, com a possibilidade de Eduardo Cunha (defensor feroz do Legislativo) se tornar Presidente da Câmara dos Deputados.

    Só lembrando que a Constituição Federal CIDADÃ de 1988 foi redigida com o pensamento de que o plebiscito escolheria o PARLAMENTARISMO … e Eduardo Cunha quer seguir a CF!!! !!! !!!

  6. Prezado Sr. LIONÇO RAMOS FERREIRA, Saudações.
    O ilustre Colega tem razão quando nos aponta que a Política comanda a Economia. Realmente muita coisa certa Economicamente PERDE VOTOS, e vice-versa. Mas agora, passada a Eleição Presidencial com sucesso, a Presidenta DILMA sabe que deve arrumar a casa, e vai arrumar. Já não tem necessidade de interferir com vistas a NÃO PERDER VOTOS, apenas para repartir equitativamente o sacrifício, entre a Classe Alta, Média e o POVÃO, pois que aumentar a Carga Tributária, vai. Abrs.

  7. Caros Wagner Pires e Flávio José Bortolotto … realmente, é na questão do aumento da carga tributária que eu pensava … … … a única coisa que Lula não conseguiu foi restaurar a CPMF – passara com dificuldades na Câmara dos Deputados e foi rejeitada no Senado (com grande negativa por parte dos Senadores do PMDB).

    Ora

    • Sobre possível aumento da carga tributária brasileira que já está em 36,42% do PIB, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) não se manifestou.

      Não há espaço para aumentar a carga tributária de uma população que já está com seu 86% do seu orçamento familiar comprometido.

      A redução do consumo das famílias em -0,3% revelada pela divulgação das Contas Nacionais Trimestrais pelo IBGE revela e confirma o fenômeno do esgotamento de poder de consumo das famílias.

      A situação econômica do país é, de fato, terrível. Mas, a Dilma não está preocupada, não. Tudo é apenas um pano de fundo para a execução do planos do Foro de São Paulo para o Brasil.

      Fica assim, então.

  8. A grande verdade já comprovada é que o dólar estava muito barato no Brasil no começo deste ano. Ninguém pode garantir que a taxa de juros nos EUA não se movimente em 2015. No começo do governo Lula o dólar já havia ultrapassado em muito a casa dos 3 REAIS e em maio de 2003 custava 3,05 NO OFICIAL. A moeda norte americana tem se valorizado bem frente a outras divisas pintadas, como o euro, o iene, a libra e o franco suíço e o dólar dos aussies (Austrália). Outros fatores, além do interno brasileiro, podem interferir, como a manutenção do baixo preço do petróleo e de uma nova baixa da onça do ouro, que ainda está caro. NINGUÉM TEM BOLA DE CRISTAL PARA GARANTIR QUE NÃO POSSA ALCANÇAR 3 REAIS em 2015. O mercado altamente favorável a médio prazo é o da BOLSA, com muitas boas ações BARATAS e o de renda fixa A CURTO PRAZO, principalmente LCI e LCA com garantia de seguro até 250 mil por instituição. A propósito, para quem gosta de PRÁTICA E NÃO PAPO FURADO, o BANCO SAFRA ESTÁ PAGANDO 94 para aplicação de LCI. Isso significa mais de 104% da TAXA SELIC, enquanto os de primeira linha como o Prime do Bradesco, o Personalité do Itaú e o Van Gogh do Santander NÃO PAGAM MAIS DE 86. O único problema é que a tarifa de relacionamento do SAFRA é de 54 REAIS MENSAIS para quem mantém total de dinheiro investido somado ou não em cc de MENOS de 300 MIL. O resto é PAPO FURADO.

  9. Prezado Sr. LACO SILVA, Saudações.
    O senhor enriquece muito nosso T I onLine, com seus abalizados Comentários, tanto Econômicos (PRÁTICOS), como POLÍTICOS. Peço porém vênia para discordar de que a Teoria Econômica, seja “Papo Furado”. Embora a PRÁTICA seja fundamental para maximizar nossos Lucros Individuais, a Teoria Econômica é fundamental para o País. Ela é a bússola segura que aponta sempre para o Norte Magnético Econômico.
    Só uma Economia baseada na INDUSTRIALIZAÇÃO AUTÔNOMA ( Empresas Nacionais com Matriz no Brasil, desenvolvendo Tecnologia Nacional e Capitalizando o País), podem dar um grande Padrão de Vida a média do POVO. Estudando a Teoria é que entendi a coisa ,e o Teórico que melhor explicou isso, o Alemão Economista FRIEDRICH LIST ( SISTEMA NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA de 1848 ), e que foi a inspiração da Alemanha de BISMARCK, Japão de Revolução MEIJI, Coréia do Sul do Ditador PARK CHUNG HEE, etc, enfim de todos os Países que se industrializaram depois da pioneira Inglaterra. É muito importante. Abrs.

  10. Se o dólar é flutuante por quê esse alarme de hiena do Vicente Nunes, o qual, o CN tem em conta do “maior jornalista econômico”? Na falta de argumentos e capacidade mobilização popular para derrubar a Dilma, esses jornalistas “marrons” se esmeram na “desinformação”. Pretende confundir e atemorizar os incautos e ignaros quanto à dinâmica do sistema econômico capitalista; onde a “moeda” – equivalente (deveria ser) de mercadoria geral – não em função das interações das trocas “reais” de bens, serviços e trabalho humano, e sim em função da conveniência e interesses escusos dos especuladores (com juros e câmbio) que possuem “poder” de manipular “posições e expectativas” na gestão da “riqueza abstrata”, ou seja, o “valor” da moeda nacional ante as moedas estrangeiras (dólar). Com efeito, quanto mais frágil o poder da presidente (Dilma ou outro qualquer), mais os controladores do “mundo das finanças globalizadas” impõe perdas a todos. Com efeito, a “visão” e “opinião” do Vicente Nunes é tábula rasa dos interesses do tal “mercado” (das gordas finanças, sempre a rapinar o orçamento público através do “juros” da dívida Pública).

  11. A grande verdade é que real está sendo mantido sobrevalorizado já há mais de vinte anos.

    Política possibilitada pela formação consistente de nossas reservas que nos deram esse poder de sobrevalorizar o real e controlar a inflação de custo nos importados que respondem por 23% dos produtos manufaturados consumidos por nós, brasileiros.

    Em contrapartida neste mesmo período tal processo corroborou para a nossa desindustrialização, já que a indústria nacional, além de pouco produtiva se comparada com os países do primeiro mundo, também luta com o altíssimo Custo Brasil.

    Em nenhum momento eu escrevi que o dólar não continuaria subindo em 2015. Apenas frisei que isso não se daria a depender única e exclusivamente do FED.

    Em relação ao preço de estabilização do dólar frente à nossa moeda, segundo especialistas, ele se encontra entre R$2,70 e R$2,90.

    O resto é papo furado, como sempre.

    • Os títulos de renda fixa estão sendo beneficiados pela política monetária do governo. A alta da taxa de juros básica puxa todas as taxas que se baseiam nela e nas taxas dos empréstimos interbancários.

      Por isso está sendo vantajoso (muito vantajoso) aplicar em títulos de renda fixa (11,61% em doze meses).

      Fundos DI (depósito interbancário):10,89% em doze meses.

      Todos puxados pela alta da taxa SELIC.

  12. Constituição de 1946:

    CAPÍTULO III … Do Poder Executivo … SEÇÃO I … Do Presidente e do Vice-Presidente da República
    Art 78 – O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República.

    Constituição de 1988:

    CAPÍTULO II … DO PODER EXECUTIVO … Seção I … DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
    Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
    … … …
    Observação: a nossa Constituição CIDADÃ coloca o auxílio dos Ministros no mesmo artigo do Presidente … Ministros fortes = Presidente forte!!!

  13. Constituição de 1946:

    SEÇÃO II … Das Atribuições do Presidente da República
    Art 87 – Compete privativamente ao Presidente da República:
    I – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução;
    II – vetar, nos termos do art. 70, § 1º, os projetos de lei;
    III – nomear e demitir os Ministros de Estado;

    Constituição de 1988:

    Seção II … Das Atribuições do Presidente da República
    Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
    I – nomear e exonerar os Ministros de Estado;
    II – exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;
    III – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
    IV – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;
    V – vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
    … … …
    Observações:
    1 – Destaca a CF que a 1ª atribuição do Presidente é nomear e exonerar os Ministros … porém, é claro que estes são o AUXÍLIO constitucional do Presidente … … … a CF deixa bem claro que o Presidente PRECISA de AUXÍLIO … … … não é de base de apoio ou base aliada que a CF diz … está lá: AUXÍLIO … ou seja: COALIZÃO!!! !!! !!! também podemos ler: o Presidente não manda nem em seus Ministros!!! deles não espera obediência … espera AUXÍLIO!!! !!! !!!
    2 – Aí a CF entra na relação Executivo – Legislativo … é claro que haverá melhor relacionamento se os Ministros representarem uma COALIZÃO majoritária no Congresso!!!

  14. Wagner e Bortolotto
    Ontem participei de uma reunião com pessoal de ongs. É claro que o assunto chegou também nos “malfeitos”. aliás, é a última vez que utilizo este termo aqui na nossa tribuna. Roubo, corrupção, má administração e tudo mais, nunca foi isto.
    Entretanto, ouvi algo que me chamou a atenção, não por ser correto mas por ser uma desculpa para enganar os incautos.
    Veja só: a subida do dólar favorecerá o Brasil pois nossas reservas nunca foram tão grandes! alem disso, no governo Lulla tiramos o FMI de nosso pescoço e acabamos com a dívida externa.
    Ouvi e depois fiquei esperando as manifestações. Nada. Pensei: o que significa isto?
    lamentavelmente a maioria de nosso povo não conhecendo/não sabendo analisar questões econômicas/financeiras/mercado, ouve e cala.
    Levantei e só disse o que me veio a mente naquela hora: “já que ninguém falou ou pergunto nada, certamente estão se sentindo esclarecidos. Considerando que as afirmações são idiotas e mal intencionadas, me retiro e vou tomar um sorvete. cerca de 20/25 pessoas levantaram e saíram comigo. Acabei com mais uma reunião. Enquanto comia o sorvete, alguns que me seguiram, perguntavam o que eu quis dizer. Diversos deles possuem formação superiora.
    Pedi licença e fui para casa ouvir música e trabalhar.
    Tem momentos em que eu gostaria de saber pouco, só o necessário.
    Abraços e vou continuar a acompanhar seus comentários sobre o tema.

  15. Prezado Sr. ANTONIO FALLAVENA, Saudações.
    Se eu estivesse nessa reunião com Pessoal de ONGs, eu teria respondido: A desvalorização do Real em relação ao US$ Dollar é consequência do aumento do Deficit do Balanço de Pagamentos da Nação que é de +- US$ 100 Bi/Ano e aumentando. As Reservas são o lastro da Moeda, e o Câmbio nisso não nos favorece em nada. O Governo LULA I que em 2003 recebeu +- US$ 240 Bi de Dívida Pública Externa que custava Juro de +- 5%aa + desvalorização do Câmbio, com perfil ( duração da Dívida) LONGO, foi trocada por Dívida Pública Interna em Reais, que custa Juros de +- 14%aa ( maior que a SELIC) e perfil CURTO. A curto e médio prazo foi mau negócio. Na verdade ainda existe um resto de Dívida Pública Externa Federal de +- US$ 84 Bi, mas “desconsideremos”.
    Mas independente dessas argumentações, o melhor termômetro para saber se uma Economia está melhorando é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano da ONU de 184 Países), que alinha 4 Indicadores Sociais: 1- Expectativa de Vida ao nascer; 2- Analfabetismo Adulto; 3- Taxa de Escolaridade e 4- Renda per Capita.
    Em 1994, início Gov. FHC I IDH 0,74 Brasil 63ª Posição.
    Em 2003, início Gov. LULA I IDH 0,77 Brasil 65ª Posição.
    Em 2011, início Gov. DILMA I IDH 0,78 Brasil 70ª Posição.
    Em 2015, início Gov. DILMA II IDH 0,79 Brasil 84ª Posição.
    Vemos que apesar do nosso IDH crescer lentamente, (quanto maior o número, melhor), os outros Países cresceram mais ainda, e nós fomos caindo de Posição nestes 12 anos do PT-Base Aliada. Isso todo mundo entende.
    E ainda estamos bem abaixo de Países do Continente como o México IDH 0,82 e 53ª Posição; Uruguai IDH 0,83 e 43ª Posição; Chile IDH 0,86 e 38ª Posição e Argentina IDH 0,87 e 36ª Posição.
    Portanto vemos que nosso DESEMPENHO nos 12 anos PT-BASE ALIADA foi FRACO, Nada elogiável. Abrs.

    • Bortolotto
      O que é isto meu amigo? Querer que me risquem do mapa?
      Se eu disse tudo isto nas reuniões que ocorrem pelos cantos das cidades, nossa senhora!
      Primeiro, eu teria de ler muito e levar boa parte escrita. Não sei se deixariam eu completar as idéias.
      Segundo, garanto-lhe que acima de 90% não entenderia nada e os demais somente algumas coisinhas. Certamente alguém diria que eu estaria tentando “enrolá-los”.
      Bortolotto, o nível de ignorância da nossa sociedade (de todas as espécies) é um negócio absurdo.
      Grande parte tem preguiça mental. Outra parte, nem preguiça sobrou: o cérebro não tem arranque mesmo.
      Creio que tens noção da situação mental de nosso povão.
      Depois de 26 anos, com uma média de 15/20 reuniões por mes, sem falar em outras atividades paralelas (encontros, palestras e cursos), quando a pessoa abre a boca eu já sei o que sairá.
      Dá vontade de debochar, menosprezar e tudo mais.As vezes até digo. Mas esqueço isto e só fico triste. Um país deste tamanho, com todas as riquezas poderia ter um povinho melhor.
      Ou um povo com um pouquinho mais de brio e cultura, Poderia aproveitar este país melhor e deixar um futuro mais seguro aos filhos. Obrigado pelos dados.
      Bom final de semana e um abraço.

  16. Em seu ex-blog de 9/12, Cesar Maia coloca artigo de 7/12 de Moisés Naim … em que este informa que a produção de petróleo nos EUA aumentou em 80% desde 2008!!!

    Tenho reiteradas vezes chamado a atenção para a maior crise da Petrobrás ser a produção parada desde 2009 … até tenho elaborado infográficos:

    1 – http://jesus-paragloriadeisrael.blogspot.com.br/2014/10/producao-da-petrobras-de-2000-ate.html

    2 – http://jesus-paragloriadeisrael.blogspot.com.br/2014/11/producao-da-petrobras.html

  17. Vivendo e aprendendo… sempre.
    Uma fonte inesgotável de saber um pouco mais, os sempre benvindos comentários dos senhores Wagner Pires. Flávio Bortolotto e Antônio Fallavena. Parabéns, senhores.

    Uma esplendida aula, gratuita, proporcionada aos leitores da TI, que imagino tenha sido bem aproveitada por todos que desejam estar atualizados para o momento econômico que o Brasil atravessa.
    Compartilhando, penso que tanto o Francisco Levy, como o Tombini, já devem ter percebido o quanto está afiado o fio da navalha que os aguarda.

    Ao senhor Lionço, meu abraço, e satisfeito de ter arguido o sistema que rege à nossa Constituição, eminentemente parlamentarista, sob o regime aprovado pelo povo, como presidencialista, em plebiscito.

    O que, na minha opinião, vem provar duas situações: o povo, que nunca sabe de nada, é o autor dessa barbaridade constitucional. Não têm do que reclamar.
    Segundo, se tivesse sido aclamada como parlamentarista, não haveria 1ª ministro que se segurasse por muito tempo na função, tal qual técnico de futebol.
    É por essas e outras, que fica tudo como dantes no quartel de Abrantes…

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