Síria implanta plano para reduzir a violência até 10 de abril. E agora, o que farão os EUA?

Carlos Newton

A agência France Presse informa que o mediador da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, afirmou segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU que Damasco havia aceitado a data limite de 10 de abril para pôr em prática o plano de reduzir a violência no páis, um anúncio recebido com “ceticismo” pelos Estados Unidos.

por sua vez, o governo dos EUA admitiu que mandará 1,25 milhão de dólares para financiar um Centro de Informação para a Justiça na Síria, encarregado de contar as violações dos direitos humanos cometidos no país. Com isso, concretiza-se de imediato a decisão de fornecer salários mensais aos rebeldes sírios, conforme ficou acertado domingo, na reunião internacional realizada em Instambul pelos chamados “Amigos da Síria”, que verdadeiramente de amigos não têm nada…

Um pouco mais cedo, a Rússia, fiel ao regime sírio de Bashar al-Assad, rejeitou qualquer prazo para aplicar o plano de Annan, solicitado no domingo em Istambul pelos “Amigos da Síria”. Ou seja, a Rússia seguirá vetando qualquer possibilidade de agressão externa à Síria pela ONU.

Annan, que se dirigiu ao Conselho de Segurañça através de videoconferência de Genebra, disse que o governo de Damasco aceitou começar a aplicar o plano no dia 10 de abril e que respeitará um cessar-fogo dentro de 48 horas depois desse prazo, disseram fontes diplomáticas.

Annan pediu aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU que apoiem a data limite, explicaram as mesmas fontes. E também disse que o Conselho de Segurança deve começar a considerar a possibilidade de mobilizar uma missão de observadores para monitorar os acontecimentos na Síria, onde mais de 10 mil pessoas morreram desde o começo do conflito há um ano, segundo dados da ONU.

O plano de Annan defende o fim da violência por todas as partes, sob a supervisão da ONU, o fornecimento de ajuda humanitária às regiões afetadas pelos combates e a libertação das pessoas detidas arbitrariamente.

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EUA SAEM PERDENDO

Depois do anúncio, os Estados Unidos expressaram suas dúvidas a respeito da vontade real de Damasco de aplicar esse plano. Mas o maior problema de Washington é que a reunião de domingo os “Amigos da Síria” não aprovaram o envio de mais armamentos militares aos rebeldes.

Diante deste cenário, os representantes do Exército Livre da Síria (ELS, formado por militares dissidentes e desertores do exército regular) não escondiam sua frustração e reiteraram que, sem armamento do exterior, o regime de Assad não cairá.

Com isso se afasta temporariamente a possibilidade de uma intervenção ocidental semelhante à desfechada contra o Iraque, o Afeganistão ou a Líbia. Melhor assim.

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