Sistema financeiro avança no domínio da economia mundial

Guilherme Almeida

Sobre a dramática situação da Grécia, que ninguém entende como chegou a esse ponto, uma mensagem recebida do Além Mar pode nos esclarece muita coisa, mostrando como o sistema financeiro está avançando no domínio da economia internacional. Para facilitar as explicações, pedimos ao interlocutor do Além Mar que nos explicasse de forma primária, como se fôssemos mesmo muito burros…

O que é o BCE?
– O BCE é o banco central dos Estados da União Europeia que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

E donde veio o dinheiro do BCE?
– O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 países da UE contribuíram com 30%.

E é muito, esse dinheiro?
– O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012, até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

Então, se o BCE é o banco destes países, pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco, pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas ?
– Não, não pode.

Por quê?!
– Por quê? Porque… porque, bem… são as regras.

Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?
– A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses, por exemplo.

Ah, percebo, então Portugal ou a Grécia, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE.
– Pois . . .

Mas para que complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia irem directamente ao BCE?
– Bom… sim… quer dizer… em certo sentido… mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

Agora não percebi!!..
– Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de maio a dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 bilhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

Mas isso assim é um “negócio da China”! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!
– Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 bilhões de euros.

Isso é um verdadeiro roubo… Com esse dinheiro, nem precisariam cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou parte do 13º salário…
– As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?
– Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

Então, os governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos governos que são donos do BCE?
– Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.

Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!…
– Nós,             quem?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prêmios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

Mas, e os nossos governos aceitam uma coisa dessas?
– Os nossos governos… Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

Mas então eles não estão lá eleitos por nós?
– Em certo sentido, sim, é claro, mas depois… quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num cassino mundial, como os cassinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E onde o foram buscar?
– Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?…

Mas meteram os responsáveis na cadeia?

– Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody’s, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram… passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indenização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E então como é que é? Engolimos e calamos?
– Isso já não é comigo, eu só estou a explicar…

16 thoughts on “Sistema financeiro avança no domínio da economia mundial

  1. Esta entrevista tem muito em comum e confirma o que nos disse, em outra entrevista recente, Maria Lucia Fatorelli, que está auditando a dívida pública da Grécia, a pedido do governo do Syriza, para saber para onde vai tanto dinheiro extorquido dos países pelos banqueiros, com a leniência dos políticos de Direita, que são quem governa os países, especialmente os periféricos como o Brasil, e são levados a governar pela bomba atômica de propaganda na rua, no rádio, na televisão, nos comícios com artistas caros etc. financiados pelos mesmos banqueiros que surrupiam o dinheiro dos países – os dealers ! Foi preciso entrar um governo de esquerda na Grécia, sem compromisso com os dealers, para se começar uma auditoria da dívida pública e mostrar o quanto estamos sendo roubados e há tantos anos. Certamente o Brasil já pagou em juros várias vezes o montante que lhe foi emprestado pelos dealers. Os “representantes do povo”, ou seja, parlamentares, presidente da República, membros do Judiciário sabem disso, porque não são nada bobos e vêm mamando na mão dos dealers. Mas estes parlamentares majoritariamente de direita que o povo brasileiro elege, bem como os presidentes da República que são eleitos, fecham os olhos para isto e jogam o jogo sujo do “mercado”, isto é, os dealers banqueiros agiotas que são um grupo fechado de poder no mundo. Repito aqui que só os tolos votam na direita. Vejam o que fala Maria Lúcia e comparem com a entrevista do interlocutor de além mar, falando da jogada perversa que é o Banco Central Europeu. A seguir, e comparem uma entrevista com a outra:

    CC: E onde começa o problema?

    MLF: O problema começa quando nós começamos a auditar a dívida e não encontramos contrapartida real. Que dívida é essa que não para de crescer e que leva quase a metade do Orçamento? Qual é a contrapartida dessa dívida? Onde é aplicado esse dinheiro? E esse é o problema. Depois de várias investigações, no Brasil, tanto em âmbito federal, como estadual e municipal, em vários países latino-americanos e agora em países europeus, nós determinamos que existe um sistema da dívida. O que é isso? É a utilização desse instrumento, que deveria ser para complementar os recursos em benefício de todos, como o veículo para desviar recursos públicos em direção ao sistema financeiro. Esse é o esquema que identificamos onde quer que a gente investigue.

    CC: E quem, normalmente, são os beneficiados por esse esquema? Em 2014, por exemplo, os juros da dívida subiram de 251,1 bilhões de reais para 334,6 bilhões de reais no Brasil. Para onde está indo esse dinheiro de fato?

    MLF: Nós sabemos quem compra esses títulos da dívida porque essa compra direta é feita por meio dos leilões. O processo é o seguinte: o Tesouro Nacional lança os títulos da dívida pública e o Banco Central vende. Como o Banco Central vende? Ele anuncia um leilão e só podem participar desse leilão 12 instituições credenciadas. São os chamados dealers. A lista dos dealers nós temos. São os maiores bancos do mundo. De seis em seis meses, às vezes, essa lista muda. Mas sempre os maiores estão lá: Citibank, Itaú, HSBC…é por isso que a gente fala que, hoje em dia, falar em dívida externa e interna não faz nem mais sentido. Os bancos estrangeiros estão aí comprando diretamente da boca do caixa. Nós sabemos quem compra e, muito provavelmente, eles são os credores porque não tem nenhuma aplicação do mundo que pague mais do que os títulos da dívida brasileira. É a aplicação mais rentável do mundo. E só eles compram diretamente. Então, muito provavelmente, eles são os credores.

  2. Lendo o início do texto:
    “Sobre a dramática situação da Grécia, que ninguém entende como chegou a esse ponto…”
    Ah, isso é fácil de explicar, basta olhar uma tabela de receitas x despesas da Grécia dos últimos 10/15 anos. Sim, é preciso também ver a quantidade de empréstimos que foram feitos para cobrir o “cheque especial” constantemente estourado.
    Mais importante, e até sugiro ao autor, é tentar explicar como conseguiram retirar Chapeuzinho Vermelho com vida, da barriga do Lobo Mau, já que ninguém entende também esse ponto.
    Aguardo ansioso essa resposta.

  3. Sugiro avaliar o peso do investimento feito para as Olimpíadas de 2004, em Atenas, na situação de penúria do país.
    Muitos equipamentos estão abandonados e sucateados.

  4. Se o venal Tsypras e a cambada de vagabundo esquerdista que ele representa tivessem um pouco de vergonha na cara teriam respeitado o referendo e tirado a Grécia do Euro.

    Mas, cretino é cretino, e cada um dá o quem, não é mesmo?!

  5. Alemanha paga juros de 3% a.a.
    Portugal e Grécia pagam 6 a 7% a.a.
    Banqueiros adoram emprestar dinheiro à governos sabidamente irresponsáveis, mesmo que de vez em quando percam um pouco.
    Vejam que a taxa de calote chega à 3 e 4% a.a. para Portugal e Grécia, sem contar o fato de que não honrarão seus pagamentos e depois ainda vem o juros sobre juros.
    Quando não conseguem mais pagar, o que acaba acontecendo, vem a auditoria da dívida, vem o plebiscito, vem o fora FMI, vem o aumento dos impostos, vem a diminuição da dignidade dos aposentados, etc.

    Só NÃO vem a mudança do sistema político, o fim da politicagem, o fim do populismo eleitoreiro, o fim do assistencialismo, o fim do empreguismo endêmico, o fim do conluio criminoso entre eleitos e seus financiadores e fornecedores, etc.
    Essas medidas, para alegria dos banqueiros, NÃO vem NUNCA.

    Quando pararmos de gastar de forma CRIMINOSA o dinheiro dos impostos, pouco precisaremos dos banqueiros, ainda mais capitalizando as empresas com dinheiro dos próprios trabalhadores, via Fundo de Investimento e Previdência Social, gerido por profissionais e não por pelegos analfabetizados, colocados nestes postos por políticos ladrões, donos de organizações criminosas também conhecidas como partidos políticos.
    Não esperem que os banqueiros venham mudar essa situação que só os beneficia. Nós é que temos que mudá-la, acabando com a partido-cracia e implementando uma demo-cracia.
    Não se encontra quem queira administrar uma empresa privada falida, mas se encontram políticos aos montes que se matam entre si para “administrar” uma Prefeitura falida.
    Por que será ?

    • Perfeito, o spread diferenciado para a Grécia incorpora a maior taxa de risco que representa aquele país – por sua irresponsabilidade, sua demagogia, sua imprudência etc.

      É a esquerda canalha fazendo o jogo do coitado e dando o bote nas frágeis democracias do mundo.

      Rapaz, essa canalha ataca como lobo.

  6. “Ninguém entende…”. Como foi explicado acima, só você não entende, cara-pálida.
    Ademais, se não entende alguma coisa, dizem os sábios, é melhor ficar quieto

  7. WP, a esquerda canalha aprendeu com a direita canalha e facista. Tem mais, nunca existiu e jamais existira democracia, é contra a natureza das coisas, a maioria mandar na minoria.

    • Rapaz… e quem diz que o brasileiro quer o que vocês desta esquerda imunda querem?

      Fascista é Lula, Dilma, Dirceu, Maduro, Fidel e toda essa raça porca de ditador comunista.

      Está confundindo as bolas?

      Lew Rockwell: “O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade”.

      O brasileiro não quer nada com esta esquerda maldita, com esta escuridão, não!

      Acorda!

      • O brasileiro trabalha 1.880 horas, em média, por ano, se submete a uma carga tributária de mais de 41% da sua remuneração para manter este Estado maldito que drena as energias do cidadão para simplesmente manter esta estrutura de poder em funcionamento, isto é, já estamos vivendo o fascismo implantado pela malta.

        E ainda querem mais Estado para cima do cidadão? Querem aumentar ainda mais o tamanho do Estado?

        Só sendo imbecil!!!

  8. Portugal está há quatro anos sob a batuta do Banco Central Europeu, executou à exaustão as medidas de cortes de gastos, salários, benefícios sociais, enfim, o governo português fez tudo que a cartilha do FMI e do BCE mandaram, em troca de um empréstimo para pagar a dívida. A promessa feita ao povo é a de que um período de austeridade e sacrifício (um período que já dura 4 anos) seria necessário para recuperar a economia, levantar a indústria, investir na infra-estrutura e combater o desemprego. O governo português é de direita, não é o Syriza. Fui então buscar nos jornais portugueses os resultados provindos deste longo período de austeridade e sacrifício para o povo. Vejam o que os portugueses disseram:

    Não resiste porém ao confronto com a realidade a narrativa do Governo e da maioria de que o «País cresce de forma sã, cada um começa a ter oportunidade de concretizar o seu projecto de vida», como afirmou o líder parlamentar do PSD.
    Jerónimo de Sousa demonstrou-o logo na fase inicial do debate na interpelação ao primeiro-ministro após o discurso de abertura por este proferido, reiterando a sua análise de forma mais detalhada na intervenção final que fez em nome do Grupo Parlamentar
    .
    A mistificação em torno da dívida pública é um dos casos que, em sua opinião, exemplifica a gigantesca mistificação que envolve os resultados da acção governativa. Depois de lembrar que os sacrifícios foram anunciados em nome da resolução do problema do endividamento do País, Jerónimo de Sousa concluiu que após incomensuráveis cortes, perdas e desgraças a dívida cresceu 50 mil milhões e o País tem hoje uma dívida que é em percentagem do PIB uma das maiores do mundo (ver caixa).

    Mas a governação nestes quatro anos não foi apenas contra os portugueses e o País. Para Jerónimo de Sousa, o que se verificou igualmente é que ela foi conduzida ao arrepio de todas as promessas feitas ao eleitorado.
    Ao longo do debate foi o que demonstraram os deputados . Entre variadíssimos exemplos, Jorge Machado trouxe à memória essa frase do candidato Passos Coelho em que este dizia em plena campanha eleitoral que «o País o que precisa para superar esta situação de dificuldades não é de mais austeridade». «Diz agora que “existem no País bolsas de pobreza”, que quer “guerra sem quartel contra as desigualdades”, quando foi o Governo o responsável pelo pior agravamento da pobreza desde o fascismo, atingindo mais de dois milhões e 7700 mil desempregados», verberou o deputado.

    Mentiras

    Antes, Jerónimo de Sousa acusara já Passos Coelho de «deixar o País com altos níveis de desemprego – um milhão e duzentos mil portugueses – e mais de 500 mil portugueses empurrados para emigração», depois de recordar que há quatro anos o que se ouvia eram «solenes proclamações assegurando que o desemprego não podia aumentar mais».
    O mesmo em relação aos impostos – «juraram que não aumentariam se fossem governo», observou -, sendo que «não só aumentaram todos os impostos sobre quem trabalha, como fizeram o maior aumento de impostos de sempre».

    Jerónimo de Sousa pôs ainda em evidência o que não pode deixar de ser classificado como grossas mentiras dos partidos do Governo, como seja a jura de que não haveria cortes nos subsídios, quando é certo que a primeira medida adoptada foi «cortar o subsídio de Natal e a seguir os salários e as reformas».

    «Garantiam que não podiam ser as famílias a pagar a crise nem haver mais cortes na função pública, mas com este Governo os rendimentos de trabalho sofreram uma desvalorização de 16,5%, em termos reais, e de praticamente o dobro na Administração Pública, com um enorme impacto no poder de compra das famílias», referenciou ainda o parlamentar, antes de pôr a nu esse outro embuste que foi a proclamada intenção de pôr termo à «partidarização da Administração Pública», quando, afinal, o que se verificou é que «inundaram as chefias e cargos dirigentes no Estado de comissários do PSD e do CDS». (nota minha: não preciso nem explicar que o PSD e o CDS são os partidos de direita coligados que governam Portugal)

    Jerónimo de Sousa não se esqueceu, por fim, da afirmação de Passos Coelho de que «ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam», tendo inclusivamente defendido que «os que têm mais terão que ajudar os que têm menos». Pois é o que vê, observou: «o estado da Nação que deixam é o estado de um País empobrecido e com mais 800 mil portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza. Um País cada vez mais injusto e mais desigual».

  9. Tem toda a razão o Dr. EDNEI FREITAS, porque desde que os ESTADOS SOBERANOS abdicaram de sua SOBERANIA de criar DINHEIRO, ( Direito de Senhoriagem ), +- 1850 DC, passando esse Direito ao BANCO CENTRAL, aos Bancos Comerciais, enfim ao SISTEMA FINANCEIRO como um TODO, estes CRIAM Dinheiro ( CRÉDITO ) do “ar fino” e o emprestam a JUROS, para os Governos, Empresas e Famílias. Fabricar DINHEIRO com o teclado do computador e emprestá-lo a JUROS, é mil vezes mais LUCRATIVO do que “aquele negócio de petróleo bem administrado, +- administrado, ou até mesmo mal administrado.

    Tem toda razão o Sr. WAGNER PIRES, porque os POLÍTICOS (De Direita, do Centro ou da Esquerda, como o SYRIZA agora na Grécia, sabem “melhor do que NÓS disso tudo”, e “FAZEM O JOGO DOS BANQUEIROS”, endividando o País e aplicando em CUSTEIO, muito EMPREGUISMO, e Empreendimentos Improdutivos, ou que produzem menos do que o CUSTO de Juros e Principal. Quando a bolha do Endividamento está inflando, +- 70% dos ganhos vão para o Ricos, +- 20% para a Classe Média, e +- 10% para os Trabalhadores Braçais (Ativos/Inativos). Quando vem a CRISE, os Custos vão +- 70% para os Trabalhadores Braçais (Ativos/Inativos), +- 20% para a Classe Média, e +- 10% para os Ricos.

    Tem mais Razão do que Todos, o Sr. MARTIM BERTO FUCHS, porque em poucas Palavras, esclareceu Tudo.
    Abrs.

  10. MATÉRIA DE MAIS UM JORNAL PORTUGUÊS

    Três décadas de declínio

    O nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25 por cento abaixo da média europeia, revela o estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus, antigo ministro da Economia (1996-97) e secretário de Estado da Indústria (1995-96) no Governo PS liderado por António Guterres.

    Sem surpresa, o documento, divulgado dia 8, assinala que desde a integração europeia o peso da indústria caiu dez pontos percentuais, enquanto a contribuição da agricultura em geral para a riqueza nacional passou de oito por cento, em 1986, para apenas dois por cento actualmente.

    Ao mesmo tempo, o estudo dá conta da degradação das condições de trabalho, com o número de precários (700 mil) a disparar 50 por cento face a 1986.

    Mas se em termos de precariedade Portugal apresenta a terceira taxa mais elevada da União Europeia, no que toca à emigração ocupa o primeiro lugar, com mais de cinco milhões de concidadãos espalhados pelo mundo.

    O declínio económico também se traduziu no decréscimo e envelhecimento da população. Em 1986, o País contava com 23 por cento de jovens e 12 por cento de idosos. Hoje, os jovens são menos de 15 por cento e os idosos já representam já um quinto da população.

    Portugueses trabalham mais horas
    Portugal foi um dos países da OCDE com mais horas de trabalho em 2014.

    Segundo números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgados dia 9, os trabalhadores portugueses trabalharam em média 1857 horas no ano passado, mais cinco do que as registadas em 2013.

    O nosso País ocupa 12.º lugar entre as 39 nações analisadas e está a acima da média de 1770 horas. Os portugueses trabalham mais 486 horas do que os alemães e menos 185 horas do que os gregos.

  11. Sr. Ednei Freitas.
    Este problema não começou há uma ou duas décadas. Veja este pequeno texto que copiei do livro “1889” de Laurentino Gomes.

    “1889” – Laurentino Gomes – pág.100
    “O peso da máquina pública também era expressivo nas despesas. Entre 1825 e 1888, o império acumulou um déficit de 855,8 mil contos de réis. O governo não tinha como cobrir seus gastos e dependia de empréstimos externos, que nunca eram pagos em sua totalidade.”
    “… Em 1863, quase meio século após a Independência, o país ainda se via forçado à contratar outros empréstimos de 3 milhões de libras esterlinas para cobrir os juros daquelas despesas iniciais.”

    “1889” – Laurentino Gomes – pág.101
    “Um dos resultados óbvios da excessiva presença do Estado na vida nacional foi a proliferação do empreguismo público. Um levantamento do historiador José Murilo de Carvalho mostra que, em 1877, o Brasil tinha 5,4 funcionários públicos para cada 1.000 habitantes. O índice era mais do 2 vezes superior ao dos EUA nessa mesma época, de apenas 2,4 funcionários por mil habitantes. O emprego público representava 70% das despesas do governo em 1889.
    “O funcionalismo público é um cancro que devora e aniquila as forças do país, prejudicial não só no aumento das despesas, como pela desorganização do serviço, afirmava o médico cearense Liberato de Castro Carreira, senador do Império nos 7 anos anteriores à República.
    “Esta moléstia – endêmica no Brasil – é um dos seus grandes males” escreveu o mineiro Afonso Celso de Assis Figueiredo, antes de se tornar Visconde de Ouro Preto e chefe do último gabinete de ministros.

  12. Guilherme Almeida, parabéns pela sua capacidade de colocar em palavras comuns um problema desta dimensão, para que qualquer pessoa possa entender o que ocorre na atualidade.
    Um texto assim lhe abre um mundo novo de atuação, de crescimento, de análises, de aperfeiçoamento humano, enfim. Um texto como o seu alcança qualquer um, plenamente.

    Minha tristeza é constatar que, contudo, não alcança todas as pessoas.

    Ednei, preciso seu comentário e explicitação do próximo problema, Portugal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *