Situação se complica e o Planalto pressiona procurador a pedir arquivamento do inquérito

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Aras ainda está resistindo a pedir o arquivamento do inquérito

Carlos Newton

O inquérito contra o ex-ministro Sérgio Moro foi aberto no Supremo Tribunal Federal a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, que atendeu determinação expressa do presidente Jair Bolsonaro. Revoltado com o pronunciamento de Moro na televisão, dias 23 de abril, o chefe do governo exigiu urgência a Aras, que teve de criar uma força-tarefa na Procuradoria, para encaminhar a petição ao STF no mesmo dia.

Bolsonaro afirmou a Aras que o ainda ministro Sérgio Moro era um mentiroso vulgar e seria facilmente desmentido com provas materiais e testemunhas. O procurador-geral então caprichou na dose e pediu ao STF que Moro fosse enquadrado por denunciação caluniosa e mais seis crimes conexos.

BOLSONARO IRONIZAVA – O ministro Celso de Mello foi escolhido relator e mandou a Polícia Federal iniciar o inquérito. Nos primeiros dias, Bolsonaro dava seguidas entrevistas ironizando as acusações de Moro, que eram baseadas em fatos acontecidos na reunião ministerial do dia 22 de abril, quando o presidente da República voltou a ameaçá-lo de demissão, caso não substituísse o diretor-geral da PF e o superintendente do Rio de Janeiro.

Bolsonaro fazia frases de impacto, dizia que em nenhum momento da reunião pronunciara as expressões Polícia Federal e Superintendência. Mas o relator solicitou o vídeo da reunião e as coisas começaram a mudar.

O Planalto ficou embromando e levou uma semana para entregar a gravação, que o relator Celso de Mello somente vai assistir nesta segunda-feira, quando poderá conferir as principais cenas com as transcrições que recebeu da Polícia Federal (completa) e da Advocacia-Geral da União (apenas trechos, selecionados de forma a não incriminar Bolsonaro).

PLANALTO MUDA ESTRATÉGIA – O jogo foi virando e o Planalto teve de alterar a estratégia. Ao invés de acusar Moro, passou a tumultuar a investigação, “interpretando” as falas de Bolsonaro na reunião, para dar a entender que ele não ameaçara demitir o ministro da Justiça.

E assim o inquérito mudou de figura. Ao invés de serem investigados os supostos sete crimes cometidos por Moro, o presidente Bolsonaro é que passou a ter de se defender. E não está conseguindo.

Na sexta-feira, dia 15, a situação se complicou com a extensa reportagem da TV Globo focalizando as mentiras de Bolsonaro. A cada falsa afirmação dele, o Jornal Nacional exibia uma prova de que não correspondia à verdade.

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P.S. 1Desde sábado o Planalto está “vazando” informações de que o presidente está sendo atingido politicamente, porém não há provas de que cometeu crimes, o que levaria o procurador-geral Aras a pedir arquivamento do inquérito. Mas isso é “menas” verdade, como diria Lula da Silva.

P.S. 2Em tradução simultânea, está acontecendo o seguinte: o Planalto está pressionando o procurador a pedir o arquivamento, para que o presidente não seja incurso numa série de crimes, que ficarão claramente tipificados quando o relator Celso de Mello assistir ao vídeo completo, sem cortes. Ou seja, o inquérito era contra Moro, mas agora é contra Bolsonaro. (C.N.)

8 thoughts on “Situação se complica e o Planalto pressiona procurador a pedir arquivamento do inquérito

  1. Começamos a inaugurar a novíssima República das Bananas e dos Cocos!
    É o fim de um amoral com uma família nefasta.
    Absolutamente tudo que vem dessa gentalha é mais enrolado que novelo de lã.
    Aguardemos a defesa do jeferson, será mais importante que a do pgr. E agora vai entrar em cena, o tal do marun. Kkkk
    Seria cômico se não fosse trágico.
    Já já, o queiroz vai ser morrido.
    Foi pra conta!
    Próximo!

    Atenciosamente.

  2. Bom dia , leitores (as):

    Senhores Carlos Newton e Marcelo Copelli cumpre ao Procurador-geral da República, Augusto Aras, parar de agir como procurador particular do Presidente Jair Bolsonaro e passe a agir como Procurador Geral da República Federativa do Brasil , cargo que ele deveria honrar e respeitar .

  3. Quem não alterou a estratégia é a turminha de sempre … aquela que não consegue sobreviver sem enfiar a mão peluda na grana do povo: políticos corruptos, gabirus togados, jornalistas de aluguel, artistas venais e traficantes de inverdades. A síndrome de abstinência está matando essa corja … por isso o golpismo odiento continua a todo vapor. Bolsonaro precisa ser destruído.

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