Só mesmo com Pena Capital

Welinton Naveira e Silva

Na poderosa China, como em todo lugar deste mundo, sempre é possível encontrar um jeito de roubar o Estado. Mas lá, quando pego, o cara é fuzilado, sobrando para a família ter que enfrentar uma fila de banco para pagar alguns poucos centavos da bala gasta no fuzilamento. Dizem que lá assim funciona. Mas para o Brasil, diante das nossas concepções espirituais e religiosas, volto aqui a propor uma solução imbatível, mais severa que a pena capital chinesa.

Para efetivo combate à roubalheira praticada por nossas elites, por mais de 500 anos envolvidas em gatunagens das mais variadas e criativas, urge tentar implantar uma pena muito radical, uma Pena Capital. Calma. Não é o que vocês estão pensando. A nossa seria sem sangue. Na verdade, seria mais temida do que a chinesa, pois que seria a Pena Grana.

Explicando melhor, todo indivíduo pego em roubalheira e/ou qualquer tipo de trapaças e favorecimentos, se condenado, após rápido julgamento (próximo ao sumário julgamento chinês), o desgraçado teria que reembolsar ao Estado tudo que roubou, a valores atualizados e com multa. Se for policial ou magistrado, a multa seria multiplicada por dois.

Caso seja necessário mais dinheiro para completar o montante devido ao Estado, se pegaria da grana e dos bens existentes na família do condenado, inclusive dos pais, filhos, irmãos, tios e tias, até completar o valor devido. Se ficarem sem nada e na pobreza total, eles passariam a ter o direito oficial de mendigar. Semelhante lei se aprovada (na democracia, nunca seria) por certo que poria fim na velha roubalheira das elites. Sem dúvida nenhuma.

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