Só o governador Sérgio Cabral acreditava que os bombeiros podiam continuar presos.

Carlos Newton

Era óbvio que a Justiça mandaria soltar os  bombeiros. Só quem acreditava na manutenção dessa ordem estúpida era o governador Sérgio Cabral. Ao determinar o relaxamento da prisão dos militares, o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, que estava no plantão judiciário da 2ª Instância do Tribunal fluminense, argumentou citando a falta de documentação que deveria constar no local da prisão dos bombeiros e a inadequação das instalações onde eles estavam sendo mantidos.

O número de 537 bombeiros presos era o que constava no pedido feito pela defesa dos militares, mas os militares falam em 439 presos.

“É notório que o estado não dispõe de estabelecimentos adequados para manter presos, de forma digna, mais de quatrocentos militares. Sabe-se que muitos estão presos em quadra de esportes ou em espaços reduzidos que não foram preparados para receber militares presos. As péssimas condições dos locais onde são mantidos os presos é fato relevante que será levado em consideração na apreciação do pedido de liminar. Quanto à manutenção da prisão e a sua adequação aos princípios, valores, direitos e garantias constitucionais que tutelam a liberdade, verifico que há necessidade de revisão da decisão atacada”, explicou o magistrado.

Agora é que o movimento dos bombeiros vai pegar fogo, desculpem o inevitável jogo de palavras.

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