Solução de Joaquim Levy para a crise é aumentar os impostos…

Rosana Hessel
Correio Braziliense

Os brasileiros viverão um verdadeiro tarifaço neste ano para cobrir o rombo das contas públicas. Apesar da negativa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que não existe pacote de medidas ou tem um saco de maldades, os contribuintes podem se preparar para a fatura alta que está por vir nos próximos dias. Somente em uma lista de três tributos que passam a ter suas alíquotas recompostas em 2015, o impacto previsto na arrecadação da União será maior do que o Programa Bolsa Família, ou seja, quase R$ 30 bilhões, com base nas estimativas de redução das desonerações da própria Receita Federal.

Mas isso é só o começo. O Leão estará muito mais guloso ao longo do ano, porque esse montante não será suficiente para cobrir o buraco deixado no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. O pacote de medidas começa com o aumento de impostos que não precisam passar pelo crivo do Congresso Nacional. Houve a recomposição da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e, no decorrer de 2015, está prevista a diminuição do subsídio também para produtos da linha branca, móveis e bens de capital. Com isso, o governo espera engordar o caixa em quase R$ 11 bilhões.

Outros R$ 4 bilhões anuais deverão vir do fim da desoneração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o crédito, que tem alíquota máxima de 1,5%, mas hoje está em 0,38% para cartões de crédito e de 0,0041% para financiamento à pessoa física. A volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) — zerada desde 2012 — também faz parte do rol de tributos que pesarão no bolso do consumidor. A expectativa é de que, na semana que vem, o renascimento seja anunciado pela Fazenda. O reforço previsto para o caixa é de R$ 13 bilhões por ano.

AUMENTAR RECEITAS

A soma inicial do impacto desses tributos é de R$ 28 bilhões em 2015, mas algumas estimativas alcançam valores menos conservadores, como a do economista e especialista em contas públicas Felipe Salto, que calcula poder chegar a R$ 37 bilhões. “A necessidade de o governo aumentar as receitas é grande, mas a arrecadação não deve crescer no ritmo esperado com a economia fraca, por isso precisará aumentar impostos”, avisou Salto.

Para a diretora da consultoria Galanto/MBB, economista Monica Baumgarten de Bolle, é preciso esperar para ver como o ministro da Fazenda fará para arrumar tudo. “O ajuste fiscal não vai ser fácil, mas pode ser superior a R$ 66 bilhões.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo sempre, o contribuinte é quem paga a conta dos desmandos do governo. Estamos aguardando os cortes no custeio da “máquina” administrativa, a redução dos cargos comissionados e dos cartões corporativos, mas até agora, nada. (C.N.)

 

8 thoughts on “Solução de Joaquim Levy para a crise é aumentar os impostos…

  1. Ao aumentar os impostos o senhor Levy e a dona vão parar o Brasil e destruir o que resta da indústria. O desemprego vai dar um salto olímpico.
    Depois quero ver como vão solucionar o problema criado pela dona Dilma no seu primeiro governo.

  2. Mais um gênio da economia.

    Para se fazer essa m…., qualquer Zé das Couves faz, não é necessário fazer Faculdade, se tornar executivo de Banco ou alhures.

    CAMBADA DE ILUSIONISTAS, IRRESPONSÁVEIS E CARAS DE PAU.

  3. A nota da redação do blog, tem toda a razão.
    Tirar do povo indefeso covardemente é fácil. Tirar da companheirada,
    nem pensar, pelo contrário, para a cúpula do poder um bom aumento dos
    seus salários, cartões corporativos vão continuar assim como o exagero dos cargos comissionados e os 39 Ministérios. É um governo que está cagando solenemente (desculpe a expressão) para o povo e o país.
    Não vejo como democraticamente mudar isso.

  4. Quando o Governo Federal gasta bem mais do que arrecada, e olhe que arrecada, e gastando +- 98% em CUSTEIO, apela então para o Endividamento, e quando o Endividamento chega perto de um ponto crítico ( perda do Investment Grade dos Títulos da Dívida Pública Soberana), o Ministro da Fazenda Sr. JOAQUIM LEVY, tem de fazer alguma coisa. Geralmente, cortar Despesas e aumentar a Receita. Mas sejamos Justos, até agora ele cortou +- 5% de todos os Ministérios, +- R$ 18 Bi na Seguridade Social, …… e está Reativando Impostos desonerados, como apontado no artigo. Reativar não é aumentar. A energia elétrica foi baixada +- 35% em 2014, ( o que faz uma Eleição Presidencial), e agora sobe o mesmo tanto e mais alguma coisa em função da seca….A Gasolina não baixa, mesmo o preço do petróleo tendo caído 50% para compensar antigos subsídios….. Por enquanto, de aumento de Impostos só a provável Correção da Tabela de Imposto de Renda Pessoa Física em 4,5%aa, abaixo dos +- 7%aa de Inflação. Não sendo de ferro, deverá manejar um tanto o Imposto Invisível Inflacionário, ( diferença entre a Inflação real (maior), e o Índice de Inflação Oficial), enfim, em matéria de Impostos o senhor Ministro, comerá pelas beiradas, com certeza.

  5. Alguém tem que pagar a conta da péssima administração de Dilma Rousseff, a governanta que está levando à lona as finanças deste país.

    Quem pagará? Ora, ora, todo (idiota!) contribuinte de impostos no Brasil, seja pessoa física ou jurídica.

  6. AUMENTANDO IMPOSTOS QUALQUER UM PODE SER MINISTRO DA FAZENDA,ALIÁS É SÓ ISSO QUE ESSES ECONOMISTAS SABEM FAZER.AGORA TAXAR BANCOS,BOLSAS,GRANDES FORTUNAS,REMESSA DAS TRANSNACIONAIS,REDUZIR DESPESAS ,FISCALIZAR PARA DIMINUIR OS DESVIOS DE DINHEIRO.HÁ TEM OS COMPROMISSOS DE CAMPANHA AQUELE QUE ME APOIOU AGORA QUER O SEU $. E ASSIM CAMINHA O BRASIL

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