Soluços, insônia e incômodo já tinham levado Bolsonaro ao hospital na madrugada de domingo

Presidente Jair Bolsonaro, no hospital Albert Einstein, onde realizou duas cirurgias após a facada.

Bolsonaro foi liberado no próprio domingo e participou de um almoço no Alvorada

Deu em O Globo

Antes de ser internado, na madrugada de ontem, o presidente Jair Bolsonaro já vinha manifestando incômodo com os episódios de soluço, e uma crise mais aguda o havia levado, nas primeiras horas de domingo, ao Hospital das Forças Armadas (HFA) — o mesmo para onde foi ontem, antes de ser transferido para São Paulo.

No fim de semana, após ser medicado, o presidente dormiu por dez horas seguidas. Depois, participou de um almoço no Palácio da Alvorada e, na segunda-feira, demonstrou bom humor no Palácio do Planalto e indicou que estava se sentindo melhor.

SOLUÇOS, INSÔNIA E AGITAÇÃO – Nos últimos dias, assessores e aliados que visitaram Bolsonaro no Planalto estavam preocupados com o soluço persistente do presidente, que durava mais de dez dias. Não foram poucas as recomendações para que diminuísse a agenda e fizesse um check-up completo. Ele, no entanto, resistia, dizendo que não era hora de parar. O problema aumentou sua insônia e sua irritação, contam pessoas próximas.

Bolsonaro chegou por volta das 19h30 ao Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo.  Médicos da instituicão informaram cerca de duas horas depois, através de nota, que o presidente está sendo submetido a um “tratamento clínico conservador”. Na prática, isso significa que ele não será operado neste momento.

FICA EM OBSERVAÇÃO – Especialistas no sistema digestivo costumam usar essa expressão para uma abordagem clínica em que o intestino do paciente é deixado em repouso com uma sonda naso-gástrica. Durante o repouso, ele receberá hidratação. Caso o tratamento não seja suficiente para resolver a obstrução intestinal, ele pode passar por uma cirurgia.

A transferência ocorreu após o cirurgião Antonio Luiz de Macedo, que operou o presidente em 2018 após a facada, ter constatado a obstrução intestinal.

ENCONTRO CANCELADO – Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, muitos ministros ainda não haviam sido avisados do problema de saúde do presidente. A confirmação oficial da Secretária Especial de Comunicação foi enviada à imprensa às 8h30m.

Bolsonaro tinha um encontro com os chefes dos Poderes Judiciário, ministro Luiz Fux, e Legislativo, deputado Arthur Lira (PP-AL) e senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que foi cancelado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro está brincando com sua saúde. Há mais de um ano foi informado pelos médicos que a tela implantada em seu abdômen havia cedido em alguns pontos e seria necessária uma cirurgia para solucionar o problema. Ao invés de programar a nova operação e ter maiores cuidados, Bolsonaro fez o contrário e passou a andar a cavalo, dirigir jet ski e motocicletas, atividades que forçam o abdômen. Por coincidência, fez no sábado uma longa motociata em Porto Alegre. Mas tudo isso já era esperado. Quem não se preocupa com a saúde da população certamente também não cuidará da própria saúde. (C.N.)

6 thoughts on “Soluços, insônia e incômodo já tinham levado Bolsonaro ao hospital na madrugada de domingo

  1. Esse cara não vale nem nota de rodapé, seu editor. Que ele tenha a mesma responsabilidade consigo mesmo que teve com todos os brasileiros que de covid morreram (Eye for an eye, Lei de Talião)

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