Supremo aceita denúncia contra Jaqueline Roriz por peculato

A Justiça é tão lenta que os crimes de Jaqueline acabarão prescritos

Luciano Nascimento
Agência Brasil 

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou hoje (2) denúncia contra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), por suposta prática de peculato. A decisão é baseada em vídeo divulgado em 2006, no qual Jaqueline e o marido, Manoel Costa de Oliveira Neto, aparecem recebendo R$ 80 mil em dinheiro do então secretário de Governo do Distrito Federal, Durval Barbosa.

Com a decisão, Jaqueline, que havia sido condenada pela prática de improbidade administrativa em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), também responderá no STF por suspeita de apropriação, em proveito próprio, de recurso público.

Na denúncia, apresentada em 2006, o Ministério Público argumentou que Jaqueline, como deputada distrital, recebeu o dinheiro das mãos de Barbosa, em troca de apoio ao então governador José Roberto Arruda. O MP denunciou ainda que ela recebeu aparelhos celulares “Nextel”, cujas contas continuaram a ser pagas pelo governo. Os aparelhos teriam sido utilizados durante a campanha eleitoral.

Ainda de acordo com a denúncia, Jaqueline também teve privilégio para indicar um nome para o cargo de administrador regional de Samambaia, no Distrito Federal.

Ministros da primeira turma do STF, Rosa Weber e Luiz Fux acompanharam o voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso. Apenas o ministro Marco Aurélio discordou.

Candidata a deputada federal nas eleições deste ano, Jaqueline Roriz desistiu de concorrer, após o TSE confirmar, em setembro, a cassação de sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.

Ela e o ex-governador José Roberto Arruda foram condenados por participação no esquema de corrupção conhecido por Mensalão do DEM, investigado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF).

Além deles, também foram condenados o marido da deputada e o delator do esquema, Durval Rodrigues Barbosa, que, por ter colaborado com a investigação em acordo de delação premiada, teve a pena extinta. A decisão foi confirmada em julho deste ano pelo TJDF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO maior problema da Justiça brasileira é a morosidade. Embora desembargadores e ministros contem com legiões de excelentes advogados que os assessoram (todos contratados por concurso), a Justiça não anda, os crimes terminam prescrevendo. Juízes, desembargadores e ministros se julgam vice-reis, cidadãos de classe especial. Não lembram que vão virar pó, como todos os demais cidadãos, que lhes pagam os generosos salários, superiores aos de magistrados de muitos países do primeiro mundo. (C.N.)

9 thoughts on “Supremo aceita denúncia contra Jaqueline Roriz por peculato

  1. Recomeçou a putaria mesmo.
    O ministro PTeori acabou de soltar o Duque.
    O arquivo deve ter berrado e ameaçado muita gente lá dentro…
    Durante as festas de final de ano vão soltar todo mundo!
    Acabou . Só na bala esse país vai mudar.
    Desgraciadamente.

  2. E a Rosemary, quando será julgada?
    E a Deputada Maria do Rosário responderá pelas ameaças ao bolsa esmola?
    E a Foster responderá processo?
    E a ideli Salvati responderá no caso na lancha?
    E a Dillma responderá por todos os malfeitos?
    Antigamente diziam que a mulher melhoraria a política.
    Até parece que escolheram somente as piores. Tomara.

  3. Caro C.N.,

    Voce acha que a Justiça brasileira é morosa ??
    Para atender o cidadão É SIM.

    Voce precisa ver como um processo anda voando quando o interessado é um JUIZ (DEUS). Acompanhe apenas 5 ações (ESTOU FAZENDO ISSO) movidas por um JUIZ (DEUS) contra um cidadão comum e verá a diferença. Não perco a esperança de ver um dia a população rebelada invadir um palacete e arrancar à unha lá de dentro, um a um.

    abraço fraterno

  4. MAIS UM ABSURSO:

    Na última sexta-feira (28) o juiz Aldo de Albuquerque Mello, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), condenou o jornalista Cristian Góes (foto) a pagar R$ 30 mil ao desembargador Edson Ulisses, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, a título de indenização por danos morais. “O valor fixado é ínfimo em relação à gravidade da conduta”, escreveu o juiz. A condenação ocorreu em razão de uma crônica literária ficcional, escrita em primeira pessoa e intitulada “Eu, o coronel em mim”, publicada em um blog em maio de 2012. Mesmo sem citar no texto nomes de pessoas, cargos, lugares, datas, o juiz entendeu que o jornalista, quando escreveu “jagunço das leis”, não apenas se referiu diretamente a Edson Ulisses, mas ao cargo de desembargador e a “todo Poder Judiciário”.

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