Subsolo do Jaburu é sala antigrampo e Joesley teve de usar gravador especial

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Charge do Alexandre (Portal Gazzeta)

Gabriel Palma e Lucas Salomão
TV Globo e G1

Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que foi avisado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima de que o presidente Michel Temer utilizava uma sala “antigrampo” para tratar de assuntos “mais sensíveis”. No depoimento, de 16 de junho deste ano, Joesley detalhou aos policiais a escolha do aparelho utilizado para gravar o encontro com Temer, que ocorreu em 7 de março.

À Polícia Federal, o empresário disse que optou por usar um gravador “emborrachado” por acreditar que o aparelho funcionaria em um ambiente com bloqueador de sinal eletromagnético e que “passaria desapercebido” por detectores de metal.

PLANALTO SILENCIA – Procurado pela reportagem, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.

A defesa de Geddel Vieira Lima divulgou nota na qual assinala que o ex-ministro “não alertou a quem quer que fosse a existência de pretensa sala” e, se Geddel tivesse a intenção de esconder algo, “não se colocaria à plena disposição das autoridades.”

SALA NO SUBSOLO – No depoimento, Joesley afirmou que o encontro de 7 de março ocorreu em uma sala no subsolo do Palácio do Jaburu, “situada depois da área de serviço e ao lado da garagem”.

Segundo o empresário, que relatou ter tido pelos menos outros cinco encontros com o presidente no Jaburu, foi a primeira vez que os dois conversaram nesta sala. Nas outras ocasiões, disse, as conversas que tiveram foram na sala de estar do térreo.

Segundo a Procuradoria Geral da República, a conversa mostra que Temer deu “anuência” para que o empresário pagasse propina ao peemedebista para mantê-lo em silêncio e não o delatasse.

“ZEROU PENDÊNCIAS” – No diálogo, o empresário diz que “zerou pendências” com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que está “de bem” com o peemedebista, que está preso em Curitiba. Neste momento, Temer diz a Joesley: “Tem que manter isso”.

O empresário disse ao Ministério Público que Temer deu aval para que ele comprasse o silêncio de Cunha e evitasse que o ex-deputado fizesse delação premiada. Também narrou, além da obstrução de justiça, uma sequência de crimes, como suborno de procuradores e compra de informações privilegiadas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Está explicado por que a gravação era de tão baixa qualidade. E o presidente Temer estava à vontade, por julgar que o equipamento instalado na sala pudesse inviabilizar qualquer tipo de gravador. Mas as coisas não funcionam mais assim.  (C.N.)

2 thoughts on “Subsolo do Jaburu é sala antigrampo e Joesley teve de usar gravador especial

  1. O que estaria por trás do desmonte da PF em Curitiba da Lava jato?

    Leandro Daiello, o diretor-geral cujo futuro é desconhecido, ao desmantelar o grupo (da PF da Lava jato), na verdade tem um segundo – principal??? – objetivo: protegê-lo e proteger a si mesmo. Quer dificultar ao máximo que alguém – a nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, por exemplo, que seria adepta de o MPF exercer mais fortemente o controle externo das atividades policiais  – caia na tentação de apurar as muitas irregularidades cometidas em nome do combate à corrupção.

    https://goo.gl/AckWLB

    Há uma lista de irregularidades….com documentação inclusive…

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