Superpopulação e omissão dos governantes tornam Brasília uma capital em decadência

ESPECIAL - A miséria, a exclusão e a fome nas ruas de Brasília

Há cada vez mais moradores de rua espalhados pela capital

Vicente Limongi Netto

A colunista Circe Cunha (“Visto, lido e ouvido” – Correio Braziliense- 06/05) mostrou admirável e irretocável radiografia da cruel realidade dos imensos e preocupantes problemas de Brasília. Não deixou pedra sob pedra na sua análise isenta, detalhada e firme. A verdade e os horrores da ex-capital da esperança precisam ser revelados e enfrentados com competência e grandeza de atitudes. Sem a demagogia, omissão e arrogância costumeiras dos governantes.

“Vive-se na capital um estado de caos permanente e crescente, com o Plano Piloto tomado por problemas sociais de todo o tipo”, diz a colunista. “O paraíso de tranquilidade e paz, que de certa maneira existia em Brasília, acabou com o início da emancipação política da capital. De lá para cá, o clima citadino mudou de água potável para água contaminada, com a cidade se igualando e até superando muitas capitais do país quando o assunto é insegurança pública”, concluiu a jornalista, refletindo a opinião dos moradores de Brasília. 

ARROGANTE E ATREVIDA – É o fim da picada. Era só o que faltava.  A petulante, atrevida e espaçosa ex-ministra Damares Alves declarou ao Valor Econômico que não abre mão da candidatura ao Senado, por Brasília.

Arrogante, Dalmares acrescentou que a deputada e ex-ministra Flávia Arruda, se quiser, pode vir a ser suplente na chapa dela. Ora, a patética Damares é do Paraná. Que seja candidata por lá.

Flávia Arruda que fique atenta, porque Damares vai insistir com Bolsonaro e com a primeira-dama, para que seu inacreditável devaneio eleitoral se concretize. Francamente, é desanimador. É conveniente que os aliados de primeira hora de Flávia Arruda mostrem firmeza pela candidatura dela.

SAUDADE DE HAVELANGE – Domingo passado, Dia das Mães, o brasileiro João Havelange completaria 106 anos de idade. Durante 26 anos presidiu a Fifa. Modernizou a entidade e a tornou milionária. Abriu a Copa do Mundo para países árabes e africanos, uma verdadeira revolução.

Quando deixou o cargo, a Fifa tinha mais países filiados do que a ONU. Como presidente da ex-CBD, hoje CBF, conquistou três títulos mundiais para o Brasil e trouxe para cá a famosa Copa Jules Rimet.

Havelange jamais pode deixar de ser homenageado pelos desportistas, dirigentes, atletas e torcedores que realmente amam o futebol e têm respeito e admiração por aqueles que dedicaram a vida pelo desenvolvimento do esporte mundial.

NO MUNDO DA LULA – Um feliz brasileiro foi contemplado com a cobiçada viagem espacial. O engenheiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, foi sorteado para participar de uma excursão da Blue Origin, de Jeff Bezos. É um fato a ser comemorado, pois ele vai concretizar um sonho que tinha desde menino. A partida será marcada para antes de outubro. Que bom. Os deuses do espaço agradecem.

É pena que o bilionário americano não aproveite a oportunidade e decida também que sua próxima expedição espacial leve no foguete a dupla de lunáticos brasileiros que hoje polarizam as eleições presidenciais. 

Seria uma alívio para os brasileiros, até porque esses dois candidatos sempre viveram no mundo da Lua.

7 thoughts on “Superpopulação e omissão dos governantes tornam Brasília uma capital em decadência

  1. Foi construída apenas para a elite. Mas a elite precisa dos serviçais que não foram contemplados.
    A semente do mal foi plantada em 2018. A terra foi preparada e adubada desde 2016. Agora será difícil erradicá-la.

  2. Uma das coisas que eu sendo Fluminense (não o clube de futebol) mais comemoro é a capital do Brasil ter saído do Rio de Janeiro e ter ido para Brasília.

  3. Há cada vez mais moradores de rua espalhados pela capital

    Façam um tour pela cidade de Tucanópolis, vão ter várias surpresas.

    Está no mesmo nível da República Comunista da Califôrnia….

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